Mariza

As Ciências Sociais brasileiras perderam na madrugado do dia 27 de dezembro a antropóloga Mariza Corrêa. Mariza foi professora do Departamento de Antropologia da Unicamp durante 30 anos e foi a primeira mulher a dirigir o Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da mesma Universidade. Também presidiu a Associação Brasileira de Antropologia (ABA) entre os anos de 1996 e 1998 e deixa um importante legado à Antropologia que se faz no Brasil. Atuou principalmente na área de estudos de gênero e corporalidade e da história da Antropologia, foi fundadora e pesquisadora do PAGU/ Núcleo de Estudos de Gênero, referência no Brasil e no exterior. De sua obra, destacam-se: Antropólogas e Antropologia, Belo Horizonte: Editora da UFMG, 2003; As Ilusões da Liberdade: A Escola Nina Rodrigues e a Antropologia no Brasil, Bragança Paulista: Editora da Universidade São Francisco, 2000; O Espartilho de Minha Avó: Linhagens Femininas na Antropologia - "Horizontes Antropológicos", Porto Alegre, 1997; Os Crimes da Paixão, São Paulo: Brasiliense, 1981; Morte em família: representações jurídicas de papéis sexuais, Rio de Janeiro: Edições Graal, 1983. A professora Mariza Corrêa deixa um legado extenso e importante que continuará a inspirar muitas gerações de cientistas sociais.