Programação

Caros e caras colegas, bem-vindos!


No 42° Encontro Anual da ANPOCS, mais de mil cientistas sociais apresentarão os resultados de suas pesquisas referentes a diversos temas que vão da teoria social e metodologia, passando por temas clássicos e caros aos cientistas sociais, como democracia, nação como problema e projeto, feminismos, conservadorismos, reprodução social das elites, estratificação social, e por questões candentes, como violação dos direitos humanos, políticas estatais de pacificação, militarização das cidades, direitas no Brasil, reconfigurações da questão racial, crise no STF, políticas de inclusão, de diversidade na educação, desigualdade e discriminação, políticas públicas e meio ambiente, não reconhecimento estatal de povos indígenas e comunidades quilombolas, tributação e desigualdade, migrações e controle de fronteiras, partidos, mídias e eleições, segurança pública, o futuro das universidades, periódicos e geopolítica do conhecimento. Os 30 anos da Constituição brasileira também serão objeto de reflexão, assim como os legados de maio de 1968. Os desafios da produção acadêmica frente ao neoconservadorismo também estarão em pauta. Conflitos, Justiça e Eleições, temas atualíssimos a exigir reflexão, serão debatidos nas três sessões do Simpósio de Conjuntura.

Serão realizadas 6 Conferências, 43 Mesas-Redondas, 35 Grupos de Trabalho, 45 Simpósios de Pesquisas Pós-Graduadas, 6 Fóruns e 10 Colóquios. Teremos sessões especiais para discutir a reforma do processo de avaliação da Capes, a produção e função dos balanços bibliográficos, para exibir documentário sobre Alfred Schütz e para homenagear pesquisadores que faleceram no último ano. Faremos lançamentos de livros e revistas, um workshop sobre Fotografia e Contexto Social, com a colaboração do Instituto Moreira Sales, mostra de filmes e exposições fotográficas.

Pelo segundo ano, contaremos com fóruns especiais organizados pela Associação Brasileira de Antropologia (ABA), Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP) e Sociedade Brasileira de Sociologia (SBS).

Serão oferecidos minicursos sobre: 1) Antropologia em contextos de crise: conflitos ambientais e desastres sociotécnicos; 2) Criatividade e instituições políticas; 3) Suave, ma non tropo – Como decifrar fatos brutos.

As conversas com o/a autor/a serão realizadas por Afrânio Garcia (Antropologia), Rachel Meneguello (Ciência Política) e Ilse Scherer-Warren(Sociologia).
Os escolhidos para os Prêmios Anpocs de Excelência Acadêmica são Gabriel Cohn,Maria Manuela Carneiro da Cunha e Renato Boschi.

A Diretoria

 


 

PRÊMIO ANPOCS DE EXCELÊNCIA ACADÊMICA
Dia 22/10, segunda-feira, às 20h30, sala 4 – anfiteatro Glória

Essa premiação é destinada a reconhecer colegas por suas contribuições acadêmicas, o impacto de sua des¬tacada produção intelectual, e por seu trabalho institucional em prol das cinências sociais.
Os nomes dos prêmios levam em consideração dois aspectos: a notável produção intelectual e a contribuição que fizeram ao desenvolvimento insti¬tucional da Anpocs.
Em sua última reunião na sede da Anpocs, em São Paulo, no dia 11 de maio de 2018, a Diretoria da Anpocs e o Comitê Acadêmico outorgaram os prêmios de 2018 aos colegas:

Prêmio Anpocs de Excelência Acadêmica Gilberto Velho em Antropologia
Premiada: Maria Manuela Carneiro da Cunha (USP, Univ. Chicago)
Apresentador: Lilia Schwarcz (USP)

Prêmio Anpocs de Excelência Acadêmica Gildo Marçal Brandão em Ciência Política
Premiado: Renato Boschi (IESP-UERJ)
Apresentador: Flavio Gaitán (UNILA)

Prêmio Anpocs de Excelência Acadêmica Antônio Flávio Pierucci em Sociologia
Premiado: Gabriel Cohn (USP, Unifesp)
Apresentador: José Maurício Domingues (IESP-UERJ)

 



CONCURSO ANPOCS DE OBRAS CIENTÍFICAS E TESES UNIVERSITÁRIAS EM CIÊNCIAS SOCIAIS
Dia 25/10 quinta-feira, às 19h30, sala 4 – anfiteatro Glória

A ANPOCS, tradicionalmente, premia com menção honrosa o melhor livro produzido nas ciências sociais no ano anterior ao evento, inscrito no concurso. Ao Comitê Acadêmico da Anpocs cabe a decisão sobre o melhor livro. Um júri composto de integrantes das três áreas das Ciências Sociais elege a melhor tese de doutorado e a melhor dissertação de mestrado previamente indicadas pelos programas de pós-graduação filiados. O processo todo é feito em etapas, com a ajuda de pareceristas ad hoc para a indicação dos finalistas. A reunião final para a escolha dos trabalhos vencedores é realizada durante o evento.

 



CONCURSO ANPOCS DE FILMES E FOTOS
Dia 25/10, quinta-feira, às 19h30, sala 4 – anfiteatro Glória

Destinado aos participantes das mostras de filmes e de fotografias do evento anual, o Concurso, instituído em 2016, tem o objetivo de premiar um participante de cada categoria. Os prêmios serão oferecidos pelo Instituto Moreira Salles. O júri será composto pelos integrantes da Comissão de Imagem e Som, por um representante da diretoria da Anpocs e por um representante do Instituto Moreira Salles. A reunião para a escolha dos trabalhos vencedores será realizada durante o evento.

 


 

CONCURSO ANPOCS DE PAINÉIS
Dia 25/10, quinta-feira, às 19h30, sala 4 – anfiteatro Glória

Desde 2014 é realizado o concurso a fim de premiar um painel (banner) de destaque em cada área das Ciências Sociais, dentre os apresentados no evento anual. Assim, cada coordenador(a) de GT indica o melhor de seu grupo. Os 35 painéis indicados pelos respectivos GTs ficarão expostos, entre os dois anfiteatros do Hotel Glória, a partir da quarta-feira no final da tarde. Os três melhores trabalhos serão escolhidos, durante o evento, por uma Comissão previamente destacada para esse fim.

 


 

CONFERÊNCIAS

 

CF1 -  Sérgio Adorno (USP)
Dia 23/10, terça-feira, das 11h15 às 12h30, sala 5, Anfiteatro Caxambu – Hotel Glória

Apresentador: Marcos Cesar Alvarez (USP)

Sergio Adorno é graduado em Ciências Sociais pela USP (1974), Doutorado em Sociologia pela USP (1984), Pós-Doutorado pelo Centre de Recherches Sociologiques sur le Droit et les Institutions Pénales, CESDIP, França (1994-1995). Atualmente (desde 2004) é Professor Titular em Sociologia da FFLCH-USP, Coordenador Científico do Núcleo de Estudos da Violência - USP (1990-atual), Presidente da ANDHEP- Associação Nacional de Direitos Humanos- Pesquisa e Pós-Graduação (2002-2008), Representante de Área de Ciências Humanas / Sociologia e Membro do Conselho Técnico-Científico da CAPES- Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (2004-2009), Consultor do CSP- Cadernos de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz - Fiocruz, Comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico, pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (2008), Membro do Conselho Consultivo da Revista Análise Social, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, Presidente do Conselho Editorial da Revista USP (2010-2015), Membro do Conselho Consultivo da Revista "Passagens: Revista Internacional de História Política e Cultura Jurídica", do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal Fluminense, Membro do Comitê Científico da Revista ANPG: Ciência, Tecnologia e Políticas Educacionais, periódico científico institucional da ANPG- Associação Nacional de Pós-Graduandos, Responsável pela Cátedra UNESCO de Educação para a Paz, Direitos Humanos, Democracia e Tolerância, Coordenador Científico do Projeto CEPID/FAPESP USP ?Building Democracy Daily: Human Righs, Violence and Institutional Trust? (2013-2018).Tem larga experiência na área de Sociologia, com ênfase em Sociologia Política, atuando principalmente nos seguintes temas: violência, direitos humanos, criminalidade urbana, controle social e conflitos sociais.

Título: A erosão da ordem pública na contemporaneidade: radicalismos, ódio, crueldade, intolerância.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948) está completando 70 anos. Ao longo e sua história, multiplicaram-se a agenda desses direitos, seus significados, os atores e agências que mobilizam planos de ação diante de diferentes cenários de conflitos. Ao mesmo tempo, disseminam-se, em escala global, toda sorte de radicalismos, ódio, crueldade, intolerância. Como explicar que democracias convivsm com as mais graves violações de direitos humanos?

 

 


 

CF2 - Paola Bacchetta (Universidade da Califórnia, Berkeley)
Dia 23/10, terça-feira, das 11h15 às 12h30, sala 4, Anfiteatro Glória – Hotel Glória

Apresentadora: Miriam Pilar Grossi (UFSC)

Paola Bacchetta is Professor in the Department of Gender and Women’s Studies at University of California, Berkeley. She is Co-Director of the Political Conflict, Gender and Peoples’ Rights Project,former Coordinator of the Gender Consortium at Berkeley, and former Director of the BBRG, Berkeley’s research center on gender in intersectionality. Bacchetta is author or contributing co-editor of the following books: Co-Motion: On Feminist and Queer Alliances (forthcoming, Duke University Press); Global Racialities: Empire, Postcoloniality and Decoloniality (with S. Maira, H. Winant, Routledge, 2018); Femminismi Queer Postcoloniali(with L.Fantone. Ombre Corte, 2015); Textes du Mouvement Lesbienen France, 1970-2000 (with C.Lesselier, 2011); Gender in the Hindu Nation(Women Ink, 2004); Right-Wing Women: From Conservatives to Extremists around the World (with M. Power, Routledge 2002). She has published over fifty-five professional articles on feminist and queer of color theories and practices, and other topics, in the United States and internationally.

Título Transnational Subalternative Feminisms: Native and Queer of Color Theory and Practices in Turtle Island

This talk engages with theories and concepts constructed by and salient among Native and queer of color academics, activists and artivists from Turtle Island, the land that settler colonizers called the United States. Bacchetta sustains that understanding thesesuppressed subaltern theorizations requires two theoretical-methodological considerations. First, due to the racialized barred access and exclusion of Native people and people of color from the university, many of the theorizations in question are produced in the margins within, or alternately outside of, the university, and in both academic and non-academic genres. Second, for these theorizations to be intelligible at all, the reader must understand the political-amnesia around coloniality, globalized capitalism, and racialized misogyny and queerphobia, that characterize the local to planetary relations of power that comprise the context of their production and erasures and/or limitations on their travels. In a first section Bacchetta discusses Native queer theorizations, and then an array of queer of color theorizations (Black, Chicanx, Asian, Mixed), before arriving at some concluding remarks.

 

 


 

CF3 - Fabio Wanderley Reis (UFMG)
Dia 24/10, quarta-feira, das 11h15 às 12h30, sala 5, Anfiteatro Caxambu – Hotel Glória

Apresentador: Fabiano Santos (IESP-UERJ)

Fabio Wanderley Reis tem graduação em Sociologia e Política e Administração Pública pela Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG (1959), pós-graduação em Sociologia pela FLACSO (Santiago do Chile, 1963), mestrado (1970) e doutorado (1974) em Ciência Política pela Harvard University. Atualmente é professor emérito da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG. Foi professor visitante, pesquisador associado ou conferencista de instituições do país e do exterior, sendo membro do conselho editorial de várias publicações de ciências sociais. Foi presidente da Anpocs, tem ampla atividade como publicista e longa atuação junto a órgãos de fomento científico e apoio à pesquisa, tendo integrado o Conselho Deliberativo do CNPq. Tem experiência nas áreas de Sociologia e Ciência Política, trabalhando com temas ligados a desenvolvimento político, autoritarismo e transição; cidadania, estado e mercado; democracia, processo eleitoral brasileiro e questão social; cena mundial e globalização. Recebeu o prêmio de "melhor obra científica" por Política e Racionalidade e é Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico.

Título: Conjuntura, sociologia política e instituições.

A palestra se dirigirá à conjuntura política brasileira e aos desafios colocados por ela ao esforço de diagnóstico e avaliação prospectiva em termos de ciência política (ou de uma ciência da política). Um dos aspectos a serem destacados é o do indispensável recurso ao substrato sociológico do processo político-eleitoral e suas consequências para a eventual construção institucional bem sucedida, com atenção, entre outras coisas, para uma sociologia política do Judiciário.

 

 


 

CF4 - Catherine Paradeise (University Paris Est-Marne la Vallée)
Dia 24/10, quarta-feira, das 11h15 às 12h30, sala 4, Anfiteatro Glória – Hotel Glória

Apresentador: Carlos Benedito Martins (UnB)

Catherine Paradeise is a sociologist with masters degrees from Science-Po Paris, Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales, University of Michigan, as well as a Thèse d’Etat from University Paris-Sorbonne. She taught in various universities in France and abroad. She built up and chaired the department of sociales sciences at Ecole Normale Supérieure de Cachan. She acted as a deputy for social sciences at CNRS and at ENS Cachan. She is currently Pr. em. at University Paris Est-Marne la Vallée. She was involved in the creation of IFRIS, which she is the first Honorary Chair.
She was involved for many years in the fields of professions, industrial relations and labor markets. Since 2004, her research work has focused on the organisation and governance of higher education and research in an international and comparative perspective.

Título: Globalisation of higher education and the future of universities

Are higher education institutions in the process of becoming more and more alike? Global standards such as performance rankings and NPM approaches provide an identical rationale for launching major reforms. International in-depth observation of the way universities are organized and governed shows that there remains though a wide diversity that can be typified according to how universities as organizations deal with the tensions introduced by new performance standards. What are the impacts on such organizational and governance changes on university missions?

 

 


 

CF5 - João Pacheco de Oliveira (MN-UFRJ)
Dia 25/10, quinta-feira, das 11h15 às 12h30, sala 5, Anfiteatro Caxambu – Hotel Glória

Apresentadora: Carlos Guilherme Otaviano Velho (UFRN)

É antropólogo e Professor Titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro/UFRJ. Fez pesquisa de campo prolongada com os índios Tikuna, do Alto Solimões (Amazônia), da qual resultou sua dissertação de mestrado (UNB, 1977) e sua tese de doutoramento (PPGAS, 1986), publicada em 1988. Realizou também pesquisas sobre políticas públicas, coordenando um amplo projeto de monitoramento das terras indígenas no Brasil (1986-1994), com apoio da Fundação Ford, projeto que resultou em muitos trabalhos analíticos, coletâneas e atlas. Orientou mais de 60 teses e dissertações no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS), voltadas sobretudo para povos indígenas da Amazônia e do Nordeste, em programa comparativo de pesquisas em etnicidade e território apoiado pelo CNPq e FINEP.É pesquisador 1A do Conselho Nacional de Pesquisas/CNPq e bolsista FAPERJ do Programa Cientista do Nosso Estado. Foi presidente da Associação Brasileira de Antropologia/ABA (1994/1996) e por diversas vezes coordenador da Comissão de Assuntos Indígenas. Nos últimos anos vem se dedicando ao estudo de questões ligadas a antropologia do colonialismo e a antropologia histórica, desenvolvendo trabalhos relacionados ao processo de formação nacional, a historiografia, bem como a museus e coleções etnográficas. É curador das coleções etnológicas do Museu Nacional e organizou recentemente a exposição Os Primeiros Brasileiros, relativa aos indígenas do nordeste, exibida em Recife, Fortaleza e Rio de Janeiro, (MN) e em Córdoba, Argentina (no Museo de Bellas Artes Evita). Junto com lideranças indígenas foi um dos fundadores do Maguta: Centro de Documentação e Pesquisa do Alto Solimões, sediado em Benjamin Constant (AM), que deu origem ao Museu Maguta, administrado hoje diretamente pelo movimento indígena.

Título: Guerra, pacificação e tutela. Os indígenas como ponto cego de interpretações sobre o Brasil

Nas grandes interpretações sobre o Brasil os indígenas tem estado frequentemente representados de forma esquemática e distorcida. Buscaremos questionar este parti pris, estando para isso apoiado em pesquisas recentes em antropologia e história. Pretendemos assim mostrar os limites de algumas concepções sobre a de algumas formação da nação brasileira e a caracterização de sua contemporaneidade, encaminhando paralelamente outras hipóteses de investigação.

 

 


 

CF6 - Marina Costa Lobo (Universidade de Lisboa)
Dia 25/10, quinta-feira, das 11h15 às 12h30, sala 4, Anfiteatro Glória – Hotel Glória

Apresentador: Fabiano Santos (IESP-UERJ)

Marina Costa Lobo (Doutoramento em Ciência Política, Universidade de Oxford 2005, Habilitação em Ciência Política, Universidade de Lisboa 2011) é investigadora Principal do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-UL) e vice-Presidente do Instituto de Políticas Públicas (IPP). É coordenadora do Observatório da Qualidade da Democracia no ICS. Actualmente, é Investigadora Principal do Projecto ERC Consolidator "MAPLE", que investiga a politização da Europa antes e depois da crise da zona euro. Foi uma das fundadoras do Projecto de Estudos Eleitorais Portugueses.Os seus interesses de pesquisa incluem o papel dos líderes no comportamento eleitoral, voto económico, partidos políticos e instituições. Tem publicado sobre estes temas e um dos seus últimos livros foi co-organizado com John Curticee intitula-se: Personality Politics: Leaders and Democratic Elections, Oxford University Press (2015).

Título: A social democracia em Portugal contra-corrente do seu declínio no resto da Europa: causas e consequências

A crise financeira e económica internacional de 2009 afectou com particular severidade a zona Euro, que é uma união económica e monetária recente e ainda com um desenho institucional incompleto. Nessa zona euro, alguns países com economias mais débeis, tal como a Grécia, a Irlanda, Portugal, Chipre ou Espanha foram forçados a pedir empréstimos avultados a uma troika externa composta pelo FMI, BCE e Comissão Europeia, em troca da implementação de uma agenda de cortes severos da despesa pública. Tendo os economistas recentemente decretado que a crise terminou, a verdade é que as consequências políticas continuam a surgir. Nesta apresentação darei conta das principais consequências que vemos emergir nos sistemas políticos europeus, e em particular no que diz respeito à social democracia que se encontra num momento delicado. Considerando o caso português iremos contrastar com a experiência europeia por forma a compreender que estratégias podem existir para partidos do centro-esquerda hoje.

 

 


CONVERSA COM AUTORA E AUTOR 

 

CA1 - Ilse Scherer-Warren (UFSC) - CANCELADA
Dia 23/10, terça-feira, das 18h30 às 19h30, sala 2 – Hotel Glória

Apresentador: Julian Borba (UFSC)

 


 

CA2 - Rachel Meneguello (Unicamp)
Dia 24/10, quarta-feira, das 18h30 às 19h30, sala 5 – Anfiteatro Caxambu, Hotel Glória

Apresentador: Adrian Gurza Lavalle (USP)

 


CA3 - Afrânio Garcia (EHESS)
Dia 24/10, quarta-feira, das 21h00 às 22h00, sala 2 – Hotel Glória

Apresentadora: Emilia Pietrafesa de Godoi (Unicamp)

 

 


CURSOS

O minicurso é constituído por três aulas de 90 minutos, sendo cada aula das áreas de Antropologia, Sociologia e Ciência Politica/Relações Internacionais, ministradas pro pesquisadores seniors e reconhecidos em sua área de atuação. Para obtenção de certificado de participação no curso é obrigatória a inscrição no evento. O controle será feito exclusivamente mediante lista de presença em cada aula. Os certificados serão emitidos somente após o evento.

 

CS01 – Minicurso ANPOCS

Aula 1 - Suave, ma non tropo – Como decifrar fatos brutos
Dia 23/10/2018, terça-feira, das 21h30 às 22h30, sala 1 – Hotel Glória

Ministrante: Gabriel Cohn (USP)

Ementa: Trata-se de retomar, com ênfase na teoria sociológica e atenção à teoria política, lema já apresentado na Anpocs em outra ocasião, quanto mais bruto é o mundo, mais fino deve ser o modo de conhece-lo. O problema de fundo consiste em refinar a capacidade de conhecer “as formas de sociabilidade e os jogos das forças sociais” (O. Ianni), com ênfase na questão do tempo e em uma análise capaz de incorporar o conceito de evento nos seus diversos níveis. A exposição terá caráter mais exploratório do que sistemático.

Bibliografia sugerida:
SOUZA, Jesse & OËLZE, Berthold (org) Simmel e a modernidade. Brasilia, Ed. UnB, 1998

ADORNO,Theodor W. Minima Moralia. Rio de Janeiro, Azougue, 2008;

SEWELL JR., William H. Lógicas da história – Teoria social e transformação social. Editora Vozes, 2017. Cap. 3 e 4.

 

 


Aula 2 - Criatividade e Instituições Políticas 
Dia 24/10/2018, quarta-feira, das 21h00 às 22h30. Sala 1 – Hotel Glória

Ministrante: Rebecca Neaera Abers (UnB)

Ementa: Esta aula buscará conectar debates sobre a natureza da ação ao problema de mudança institucional na ciência política. O conceito de ação criativa será apresentado como alternativa à dicotomia entre os conceitos de ator racional (ou calculista) e ator determinado (cultural). Influenciados por debates sobre a relação entre ação e estrutura e pelo pensamento pragmatista, os defensores desta abordagem defendem um conceito de ação simultaneamente criativa e situada em contextos materiais e subjetivos. Nesta aula, buscara-se demonstrar a utilidade desta abordagem para a analise de processos políticos.

Bibliografia sugerida:
ABERS, Rebecca Neaera; KECK, Margaret E. (2017[2013]), “Autoridade Prática, Construção Institucional e Entrelaçamento”, IN: Autoridade Prática: Ação criativa e mudança institucional na política das águas do Brasil. Rio de Janeiro, Fiocruz, 29-62.

BERK, Gerald; GALVAN, Dennis. 2009. “How People Experience and Change Institutions: A Field Guide to Creative Syncretism.” Theory and Society 38 (6): 543–80.

BEVIR, Mark; RHODES, R.A. W. 2010. “Interpretation”. The State as Cultural Practice. Oxford University Press, 63-79.

EMIRBAYER, Mustafa; MISCHE, Ann. 1998. “What Is Agency?” American Journal of Sociology 103 (4): 962–1023.

JOAS, Hans, 1996. “Intelligence and Reconstruction;” “The Creativity of Action, Chicago, University of Chicago Press, Pag. 126-145
MELUCCI, Alberto, 1989. ‘Collective Action: a Constructivist view”. Nomads of the Present: Social Movements and Individual Needs in Contemporary Society. Philadelphia, Temple University Press, 17-37

SEWELL Jr, William H. 1992. “A Theory of Structure: Duality, Agency, and

 

 


Aula 3 - Antropologia em contextos de crise: conflitos ambientais e desastres socio-técnicos
Dia 25/10/2018, quinta-feira, das 17h30 às 19h00. Sala1 – Hotel Glória

Ministrante: Andrea Zhouri (UFMG)

Ementa: Problematização do conceito de crise; significados e contextos de crise; crise vs desastres; crise-evento e crise-processo; abordagens antropológicas clássicas e contemporâneas; a 'gente crítica' e políticas de pacificação do dissenso; governança e harmonia coerciva; desafios para a prática antropológica em contextos de crise no Brasil contemporâneo

Bibliografia sugerida:
DAS, Veena – O Ato de Testemunhar: Violência, Gênero e Subjetividade. In Cadernos Pagu (37), Julho-Dezembro de 2011: 9-41.

MARCUS, George – Experts, Reporters, Witnesses: the making of Anthropologists in the states of emergency. In Didier Fassin and Mariella Pandolfi (eds) Contemporary States of Emergency. New York, Zone books, 2010.

NIXON, Rob – Introduction In: Rob Nixon. Slow Violence and the Environmentalism of the Poor. Cambridge, Massachusetts and London: Havard University Press, 2011, pp. 01-44.

O'DWYER, Eliane Cantarino. “Laudos Antropológicos: pesquisa aplicada ou exercício profissional da disciplina?” In Ilka Boaventura Leite (org.) Laudos periciais antropológicos em debate. Florianópolis: co-edição ABA/ NUER, 2005. Link: https://www.academia.edu/24061764/Ilka_Boaventura_Leite_organizadora_Antropol%C3%B3gicos_em_debate

OLIVER-SMITH, Anthony – What is a disaster? Anthropological Perspectives on a Persistent Question. In: A. Oliver-Smith and S. Hoffman (eds) The Angry Earth. Disaster in Anthropological Perspective. Routledge, 1999.

ROITMAN, Janet - "The Stakes of Crisis". In P. Kjaer, and N. Olsen, eds. Critical Theories of Crisis in Europe, Rowman & Littlefield International, 2016. https://drive.google.com/file/d/0B5RX4kUysDHKclZiR3NwZGREZzA/view
SIMMEL, G. A Natureza Sociológica do Conflito. In. Georg Simmel: sociologia. São Paulo: Ática, 1983, p.122-134.

TURNER, Victor – Dramas, campos e metáforas: ação simbólica na sociedade humana. Niterói, 2008.

VALENCIO, Norma. Da morte da Quimera à procura de Pégaso: a importância da interpretação sociológica na análise do fenômeno denominado desastre. IN: Norma Valencio et al (orgs). Sociologia dos Desastres: construção, interfaces e perspectivas no Brasil. São Carlos: Editora RIMA, 2009.
VIGH, Henrik – Crisis and Chronicity: Anthropological perspectives on continuous conflict and decline. Ethnos, V. 73:1, p. 5-24, March 2008. https://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/00141840801927509

WOLF, Eric. “Encarando o poder: velhos insights, novas questões. E “Trabalho de Campo e Teoria” In. RIBEIRO, Gustavo Lins & FELDMAN-BIANCO, Bela (Org). Antropologia e poder. Contribuições de Eric R. Wolf. Brasília: Editora Universidade de Brasília: São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo: Editora Unicamp, 2003. Pág. 325-340; 345-360.

ZHOURI, Andréa. Produção de conhecimento num campo minado. IN: Andréa Zhouri (org.) Mineração, Violências e Resistências. Marabá: Ed. Iguana/ABA, 2018.
http://www.aba.abant.org.br/files/20180308_5aa16473d6197.pdf

ZHOURI, Andréa, OLIVEIRA, Raquel, ZUCARELLI, Marcos e VASCONCELOS, Max. O desastre no Rio Doce: entre as politicas de reparação e a gestão das afetações. IN: Andréa Zhouri (org.) Mineração, Violências e Resistências. Marabá: Ed. Iguana/ABA, 2018.
http://www.aba.abant.org.br/files/20180308_5aa16473d6197.pdf

ZHOURI, Andréa; OLIVEIRA, Raquel - Conflitos entre Desenvolvimento e Meio Ambiente no Brasil. Desafios para a antropologia e para os antropólogos. In: Bela Feldman Bianco (org). Desafios da antropologia brasileira. Brasília: ABA, 2013. http://www.portal.abant.org.br/livros/Desafios_Antropologia_Brasileira-Bela_Feldman-Bianco.pdf

 


COLÓQUIOS 

 

CQ01 - Novas perspectivas nas pesquisas sobre administração de conflitos, controle social e punição

1ª sessão: A pesquisa no campo da punição e da segurança: atores, instituições e desafios teórico-metodológicos
Dia 24/10, quarta-feira, das 17h30 às 19h30, sala 11 – Hotel Lopes

O objetivo da mesa é discutir diferentes abordagens de pesquisa empírica sobre o campo da segurança pública e das instituições penais no Brasil. Segurança e punição têm ocupado cada vez mais espaço nos debates políticos do país, em contraste com a ausência de reformas institucionais no período democrático. Não obstante, neste período, houve muita disputa em relação à prática dos atores, aos processos de profissionalização, ao papel político das instituições policiais, judiciais, penitenciárias e socioeducativas, bem como a emergência de lutas em torno de concepções a respeito do crime, dos criminosos, da punição e das funções da pena. O campo é caracterizado pela opacidade das instituições em relação às suas práticas e pelo acesso fechado ou restrito aos olhares externos, como o dos pesquisadores. Considerando a centralidade social e política e os desafios que se colocam para a pesquisa acadêmica no âmbito destas instituições e atores (gestores, profissionais, criminosos, vítimas), a mesa pretende mapear trabalhos já realizados, discutir avanços e dificuldades metodológicas e propiciar um debate sobre os aportes teóricos que balizam o campo.

Coordenação da sessão: Jacqueline Sinhoretto (UFSCar)
Expositor(a)s: Camila Caldeira Nunes Dias (UFABC), Liana de Paula (UNIFESP), Pedro Heitor Barros Geraldo (UFF)

 

2ª sessão: Desafios metodológicos nas pesquisas sobre violência, crime, segurança pública, sistema de justiça criminal e punição
Dia 25/10, quinta-feira, das 17h30 às 19h30, sala 11 – Hotel Lopes

Nas últimas décadas, os temas voltados à violência, à segurança pública, ao sistema de justiça criminal e à punição têm ocupado cada vez mais a agenda de pesquisa nas Ciências Sociais, gerando uma expressiva multiplicidade de objetos de análise e de possibilidades de abordagens teóricas e metodológicas. Face ao acúmulo de trabalhos acadêmicos já produzidos na área, a proposta da mesa é debater os desafios metodológicos que se apresentam para as pesquisas, nos diversos campos das Ciências Sociais, em relação àqueles temas. Tais desafios envolvem tanto a qualidade da produção de dados estatísticos e informações oficiais a serem incorporadas nas análises de pesquisadores da área como os muitos obstáculos para a realização de pesquisas qualitativas e sua combinação com as pesquisas quantitativas.

Coordenação da sessão: Fernando Afonso Salla (USP)
Expositor(a)s: José Luiz Ratton (UFPE), Renato Sérgio de Lima (FBSP), Giane Silvestre (USP)
Debatedor: Marcos Cesar Alvarez (USP)

 


 

CQ02 - Segurança pública e a intervenção no Rio de Janeiro

1ª sessão: A Segurança Pública depois da Intervenção no Rio de Janeiro - Balanço e Perspectivas
Dia 23/10, terça-feira, das 17h30 às 19h30, sala 12 – Hotel Lopes

A proposta da mesa é discutir a situação das políticas de segurança pública no Brasil, após a inédita intervenção federal no estado do Rio de Janeiro, dando às Forças Armadas a coordenação da área e o comando sobre as polícias civil e militar. O interventor nomeado, o General Braga Netto, Comandante Militar do Leste, assumiu a atribuição, indicando o novo secretário de segurança pública, General Richard Nunes. A intervenção despertou desconfiança e ceticismo entre os pesquisadores da área. Quais serão os efeitos da intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro? Implicam na falência da política em democracia, e no retorno da tutela militar sobre o poder civil, ou constituem apenas mais um capítulo de um longo processo de participação do Exército na segurança pública do Rio de Janeiro? Como a intervenção se articula com a criação do Ministério da Segurança Pública, e quais as suas implicações em outros estados? Estas são algumas das questões propostas para o debate entre os especialistas convidados, que tem participado do debate público sobre o tema nos últimos meses.

Coordenação da sessão: Marlene Spaniol (FBSP)
Expositor(a)s: Sérgio Adorno (USP), Jacqueline de Oliveira Muniz (UFF), Rodrigo Ghiringhelli de Azevedo (PUCRS

 

2ª sessão: Rio de Janeiro, cidade sitiada pela força pelo medo
Dia 24/10, quarta-feira, das 17h30 às 19h30, sala 12 – Hotel Lopes

A intervenção federal de caráter militar na segurança pública do Estado do Rio de Janeiro foi um dos principais temas do noticiário do ano de 2018. Do ponto de vista militar, foi um episódio inédito desde a vigência da Carta de 1988 e despertou reflexões e temores sobre possibilidades do protagonismo militar na segurança pública e até na política. No que toca à segurança pública, foi uma mensagem de que as instituições estaduais de polícia não são suficientes e/ou confiáveis para garantir a segurança dos fluminenses e cariocas. No centro do debate, o temor com o crime organizado que provoca conflitos armados, mata aleatoriamente e transmite a arrogância de um poder imbatível frente a um governo falido e uma sociedade assustada. Particularmente a cidade do Rio está sitiada pelo medo. As ruas vazias, abandonadas, sem convivência comunitária nos espaços públicos. A vida de uma cidade depende de uma sociedade ativa, como nos ensinou Jane Jacobs no clássico Morte e vida de grandes cidades.

Coordenação da sessão: Maria Celina D'Araujo (PUCRio)
Expositor(a)s: Maria Celina D'Araujo (PUC-Rio), Ludmila Mendonça Lopes Ribeiro (UFMG), Luís Alexandre Fuccille, UNESP
Debatedor(a): Alcides Costa Vaz (UnB)

 


 

CQ03 - Junho de 2013: um balanço necessário

1ª sessão: Cinco anos depois de Junho de 2013: política, democracia e as esquerdas no Brasil
Dia 23/10, terça-feira, das 17h30 às 19h30, sala 15 – Hotel União

Esta sessão propõe-se a discutir a forma como os protestos de Junho de 2013 atravessam as turbulências, dilemas e impasses políticos que marcam os anos que lhes sucederam. Negando olhares simplificadores – que pensam Junho de 2013 ora como irrelevante, ora como a origem das instabilidades políticas e da debilitação da democracia – a mesa busca discutir, por trilhas e enfoques diversos, alguns dos desdobramentos desse ponto de inflexão da história recente brasileira. O objetivo é discutir o momento atual da vida política no país, situando os protestos de 2013 em quadros ampliados. Esse propósito será perseguido por meio de três linhas de investigação: (1) o debate sobre a relação entre ciclos de protestos e ciclos políticos mais amplos, enfocando, especificamente, o esgotamento do ciclo político da redemocratização no país; (2) as ambivalentes relações de Junho de 2013 e a democracia brasileira, dadas as dimensões civis, não-civis e anticivis desse processo político; (3) a multiplicidade de interpretações sobre 2013, prognósticos sobre a democracia e posicionamentos táticos por parte das diferentes vertentes da esquerda brasileira.

Coordenação da sessão: Ricardo Fabrino Mendonça (UFMG)
Expositor(a)s: Breno Bringel (UERJ/IESP), Luciana Maria de Aragão Ballestrin (UFPel), Francisco Mata Machado Tavares (UFG)

 

2ª sessão: O polissêmico Junho de 2013, cinco anos depois: teorias, interpretações e legados
Dia 24/10, quarta-feira, das 17h30 às 19h30, sala 15 – Hotel União

As grandes manifestações ocorridas no mês de junho de 2013, bem como algumas que lhe seguiram, completam em 2018 meia década, tempo talvez já suficiente para a maturação de análises mais cuidadosas e diversificadas a respeito de seus significados. As ciências sociais brasileiras continuam desafiadas a decifrá-las em suas múltiplas dimensões, para além dos enquadramentos reducionistas que certos agentes políticos e midiáticos insistem em utilizar. O presente momento que vivemos é propício para a confecção de um balanço analítico das "jornadas de junho de 2013", desdobrado em três vertentes: 1) a continuidade do exame realizado a partir das teorias e pesquisas em movimentos sociais, em cuja trajetória histórica as manifestações em questão irrompem problematicamente; 2) um levantamento das interpretações mais recorrentes ou exemplares sobre as "jornadas", acionadas por diferentes atores políticos e intelectuais, em função de uma diversidade de motivações de ordem social; 3) a reflexão sobre os legados de "junho de 2013", suas continuidades e descontinuidades referidas a outros movimentos político-sociais, seu impacto sobre a conjuntura brasileira da segunda metade da atual década.

Coordenação da sessão: Marco Antonio Perruso (UFRRJ),
Expositor(a)s: Olívia Cristina Perez (UFPI), Pablo Ortellado -(USP), José Maurício Domingues (UERJ/IESP)

 


 

CQ04 - O campo de públicas e as ciências sociais: interações nas formações e profissões

1ª sessão: Ensino, pesquisa e extensão sobre Políticas Públicas: interfaces e agendas entre as Ciências Sociais e o Campo de Públicas
Dia 23/10, terça-feira, das 17h30 às 19h30, sala 13 – Hotel União

O movimento Campo de Públicas desde 2005 atua na defesa da formação interdisciplinar, teórico-prática, técnico-política de quadros para atuação na gestão da res publica, com a oferta de 384 cursos de graduação (presencial e a distância) em Administração Pública, Gestão Pública, Gestão de Políticas Públicas, Políticas Públicas, Gestão Social, além de pós-graduações, eventos, periódicos etc. Trata-se um campo multi/interdisciplinar que envolve conhecimentos das áreas de Ciências Sociais, Administração, Economia e Direito. As graduações são orientados por Diretrizes Curriculares Nacionais próprias (Res. MEC/CNE/CES nº. 1/2014), com recomendações que na formação básica haja conteúdos da sociologia, ciência política e estudos antropológicos; e na formação profissional, conteúdos sobre governos e políticas públicas. Esta mesa-redonda proposta pela Associação Nacional de Ensino e Pesquisa do Campo de Públicas (ANEPCP), objetiva discutir a formação no Campo de Públicas e suas interfaces com as Ciências Sociais, especificamente sobre processos formativos em políticas públicas, buscando problematizar desafios para o ensino, pesquisa, extensão e produção tecnológica.

Coordenação da sessão: Edgilson Tavares de Araújo (UFRB)
Expositor(a)s: Zilma Borges de Souza (FGV-SP) Rosana de Freitas Boullosa (UFBA), Gustavo Neves Bezerra (UFRJ)
Debatedor(a): Lindijane de Souza Bento Almeida (UFRN)

 

2ª sessão: Interfaces entre Campo de Públicas e Ciência Política: institucionalização, profissionalização e cooperação
Dia 24/10, quarta-feira, das 17h30 às 19h30, sala 13 – Hotel União

A mesa discutirá as interfaces entre o Campo de Públicas e a Ciência Política. O Campo de Públicas constitui um campo acadêmico e profissional multidisciplinar de ensino, pesquisa e extensão especializado nas relações entre sociedade e estado e nas políticas públicas. Como tal, reúne coordenadores, professores, estudantes e egressos em programas de graduação e pós-graduação com diversas denominações – Administração Pública, Gestão Pública, Políticas Públicas entre outros –, que se multiplicaram no século XXI, a partir das transformações recentes da gestão pública no Brasil. De um lado, por seu escopo, tem íntima relação com a Ciência Política, sendo dependente dos conceitos e ferramentas desta disciplina. De outro, a crescente institucionalização do campo, de que a aprovação de Diretrizes Curriculares Nacionais próprias e a formalização de associações de cursos, estudantes e egressos são marcos fundamentais, aponta para a necessidade de debater como as áreas se relacionam, fronteiras teórico-metodológicas e de atuação profissional e ações conjuntas para seu mútuo fortalecimento. Dessa forma, a mesa reunirá profissionais ligados ao debate da profissionalização em ambos os campos.

Coordenação da sessão: Telma Maria Gonçalves Menicucci (UFMG)
Expositor(a)s: Regina Claudia Laisner (UNESP), Rodrigo Rossi Horochovski (UFPR), Sandra Cristina Gomes (UFRN)

 


 

CQ05 - Antropologia e deficiência: cuidado, políticas públicas e discriminação Composição correta

1ª sessão: Políticas públicas e deficiência: Formas administrativas de discriminação
Dia 23/10, terça-feira, das 17h30 às 19h30, sala 1 – Hotel Glória

Esta sessão trará um dimensionamento das questões relativas à deficiência no ponto em que elas se formalizam e modulam-se politicamente na intersecção com outras esferas teóricas e sócio-culturais. Ao focalizar a discussão da deficiência como categoria analítica nos planos teórico, metodológico e epistemológico das Ciências Sociais, a mesa redonda especula o quanto esta categoria está politicamente engendrada nas dimensões do cuidado, dos acessos à educação, trabalho e saúde e correlacionada aos modos hegemônicos de caracterização do corpo humano. Além disso, a mesa deseja auxiliar na consolidação dos “estudos da deficiência” nas Ciências Sociais do/no Brasil. Nossos esforços teórico-práticos têm sido os de: descolonizar as Ciências Sociais de práticas capacitistas, de ocupar a deficiência com as Ciências Sociais e também de Ocupar as Ciências Sociais com a Deficiência. Buscamos, portanto, promover uma discussão sobre os desafios, potencialidades e limitações de reflexões sobre a deficiência a partir das políticas de cuidado e, do mesmo modo, o quanto um olhar para a deficiência é essencial para pesquisadores que se propõem a pensar as teorias do cuidado.


Coordenação da sessão: Claudia Lee Williams Fonseca (UFRGS),
Expositor(a)s: Olivia von der Weid (UERJ), Adriana M. Dias (UNICAMP).
Debatedor(a): Patrice Schuch (UFRGS)

 

2ª sessão: Etnografias da deficiência: Políticas do cuidado e suas intersecções
Dia 24/10, quarta-feira, das 17h30 às 19h30, sala 1 – Hotel Glória

Com quase dois milhões e meio de brasileiros assolados pela pobreza, recebendo auxílios governamentais em razão de deficiências físicas e mentais crônicas, estudiosos e administradores do governo enfrentam o desafio de fornecer apoio adequado a um grande número de pessoas e suas famílias a fim de garantir os direitos básicos de bem-estar. Embora os profissionais de saúde brasileiros, em sua maioria com formação biomédica, sejam ativos há muito tempo nesse campo, apenas recentemente os cientistas sociais começaram a trazer suas perspectivas para o complicado conjunto de questões culturais, sociais e econômicas envolvidas. Os cientistas sociais desse painel, todos com experiência em pesquisa em questões relacionadas à deficiência, propõem reunir recursos para fomentar um debate que junte questões práticas de política com os insights fornecidos pela análise de pesquisa contemporânea


Coordenação da sessão: Valéria Aydos (UFRGS)
Expositor(a)s: Bruna Rocha Silveira (UFRGS), Marco Gavério (UFSCar).
Debatedor(a)es: Adriana Dias (UNICAMP) e Marco Gavério (UFSCar)

 

 

 


 

CQ06 - 50 anos dos movimentos de 1968

Coordenação: Marcelo Siqueira Ridenti (Unicamp), Maria da Glória Marcondes Gohn (Unicamp, UFABC)

Os movimentos de 1968 constituíram-se em fatos sócio-políticos e culturais que entraram para o acervo das memórias do século XX como um legado histórico. Não se trata de fato isolado em um país, região ou continente, mas de um conjunto de fatos históricos em diferentes partes, que tomou proporções de um furacão que atingiu todo o globo. Qual o legado básico das ações coletivas de 1968, o que as distinguiu? Por que atraíram a atenção do mundo todo? Qual o impacto no Brasil?O centro e a periferia do mundo foram sacudidos e, em todos os casos, houve a emergência da voz das maiorias silenciadas nas periferias, principalmente nas grandes cidades. Maiorias oprimidas também pelos regimes políticos, como na América, atraíram a ira de setores conservadores, que combateram as manifestações com canhões e baionetas, ou com medidas institucionais de Estado de exceção, como o Ato Institucional n. 5, no caso do Brasil. Ao lado dos aspectos diretamente políticos, 1968 foi também um ano simbólico da revolta cultural de gerações, os jovens dizendo não às formas conservadoras e puritanas que os controlavam, no sistema escolar e nas famílias. Os movimentos de1968 destacaram o papel do indivíduo e sua alienação na sociedade de consumo, clamando por outro modo de vida, num contexto em que a guerra no Vietnã era o horror do momento, marcado pela ligação entre a criatividade artística e a luta política.

 

1ª Sessão: O global e o nacional em 1968: cultura e política
Dia 23/10, terça-feira, das 17h30 às 19h30, sala 9 – Hotel Glória

Os estudos sobre 1968 geralmente começam por detectar o caráter internacional dos movimentos daquele ano, apontam a variedade de manifestações de rua em todo o mundo, mas acabam discutindo em maior profundidade casos nacionais específicos. Como articular o local e o global? Haveria uma cultura internacional de contestação? Até que ponto ela se vinculava à política? A proposta é abordar essas questões conectando o 1968 brasileiro com outros daquele período, inseridos num contexto mundial de contestação e posterior reintegração à ordem.

Coordenação da Sessão: Marcelo Siqueira Ridenti (Unicamp)
Expositores: Marcelo Siqueira Ridenti (Unicamp), João Roberto Martins Filho (UFSCar), Marcos Napolitano (USP)
Debatedor: Fábio Mascaro Querido (Unicamp)

 

2ª Sessão : Participação, Movimentos Sociais e Direitos no Brasil: de 1968 a 2018
Dia 24/10, quarta-feira, das 17h30 às 19h30, sala 9 – Hotel Glória

Em 2018 duas datas emblemáticas na história político-social do Brasil são comemoradas: 50 anos das revoltas estudantis de 1968 e 30 anos da Constituição de 1988. A mesa objetiva fazer um balanço do papel da participação social e política no período, abrangendo formas de participação expressas em movimentos sociais, coletivo e organizações, e a participação institucionalizada da sociedade civil em canais da esfera pública, como conselhos e colegiados, em políticas públicas. A linha transversal destacada na trajetória é a questão dos direitos sociais, políticos e culturais que os estudantes pautaram em 1968 e a sociedade civil organizada reivindicou na década de 1980. Muitos desses direitos foram inscritos na Constituição de 1988. Como se deu a participação sociopolítica da sociedade civil na implementação de vários direitos nas últimas décadas e como tem sido o processo de desregulamentação/revisão de muitos desses direitos na década de 2010? Qual a relação dos movimentos de 1968 com as ações coletivas dos coletivos autonomistas a partir de Junho de 2013? Quais foram as conquistas no plano dos direitos da participação civil nas políticas públicas?

Coordenação da Sessão: Maria da Glória Marcondes Gohn (Unicamp, UFABC)
Expositores: Irlys Alencar F. Barreira (UFC), Angela Maria Randolpho Paiva (PUC-Rio), Anete Brito Leal Ivo da UCSAL (UFBA)
Debatedora: Maria da Glória Marcondes Gohn (Unicamp, UFABC)

 


 

CQ07 - Marx, mudança social e ciências sociais a 200 anos de seu nascimento

Coordenação: Luiz Eduardo Motta (UFRJ) Gonzalo Adrian Rojas (UFCG)

Desde que foi constituído o grupo de trabalho “Marxismo e Ciências Sociais”, cujo objetivo foi o de analisar as relações de mútua influência e, ao mesmo tempo, das lutas que se estabelecem entre, de um lado, as diferentes tradições marxistas do século XX e, de outro lado, as principais orientações teóricas no campo das Ciências Sociais, e estabelecer um diálogo crítico com as correntes da Sociologia, da Ciência Política e da Antropologia críticas à teoria marxista. Neste ano, o eixo central desse Colóquio: Marx, mudança social e ciências sociais a 200 anos de seu nascimento, tem como centralidade os 200 anos do nascimento de Karl Marx e de suas contribuições no campo das ciências sociais. Para isto organizamos duas mesas uma intitulada Atualidade de Karl Marx: Contribuições para análise das conjunturas e mudanças sociais e Karl Marx e as ciências sociais.

 

1ª sessão: Atualidade de Karl Marx: Contribuições para análise das conjunturas e mudanças sociais.
Dia 23/10, terça-feira, das 17h30 às 19h30, sala 14 – Hotel União

Coordenação da sessão : Luiz Eduardo Motta (UFRJ)
Expositores: Marcos del Roio (UNESP-Marilia), Lucio Flavio Rodrigues de Almeida (PUC-SP), Gonzalo Adrián Rojas (UFCG)

 

2ª sessão: Karl Marx e as ciências sociais
Dia 24/10, quarta-feira, das 17h30 às 19h30, sala 14 – Hotel União

Coordenação da sessão: Gonzalo Adrián Rojas (UFCG)
Expositore(a)s: Luiz Eduardo Motta (UFRJ), Jórissa Danilla Aguiar Nascimento (UFRN), Danillo Enrico Martuscelli (UFFS), Janaina Freire dos Santos (UPE)

 


 

CQ08 - Colóquio do instituto da democracia e da democratização da comunicação

Coordenação: Leonardo Avritzer (UFMG)

O Instituto da Democracia e da Democratização da Comunicação é um projeto que associa grupos de quatro universidades brasileiras, a UFMG, a Unb, o Cesop Unicamp e o Iesp. O Instituto aplicou no último mês de março um survey sobre valores democráticos e confiança nas instituições que produziu resultados surpreendentes e preocupantes que merecem ser discutidos mais amplamente. A proposta do fórum é reunir duas mesas com os temas, uma com um debate mais amplo sobre a democracia no Brasil e na América Latina e a outra com uma discussão mias específica dos resultados do survey. As mesas irão contar com os seguintes pesquisadores:

1ª sessão : A Democracia no Brasil
Dia 23/10, terça-feira, das 20h30 às 22h30, sala 10 – Hotel Lopes

Expositores: Leonardo Avritzer (UFMG), Marisa Von Bulow (UnB), Miguel Carter (CEDAL), João Feres Jr. (IESP-UERJ).

 

2ª sessão: Os brasileiros e a crise da democracia no Brasil – Análise do survey “A cara da Democracia no Brasil” (Março/2018)
Dia 24/10, quarta-feira, das 20h30 às 22h30, sala 10 – Hotel Lopes

Expositores: Rachel Meneguello (UNICAMP), Débora Cristina Rezende de Almeida (UnB), Oswaldo Martins Estanislau do Amaral (Unicamp); Carlos Ranulfo de Melo (UFMG).

 


 

CQ09 - Aferindo a qualidade dos periódicos no Brasil e a geopolítica do conhecimento

Coordenação: Adrian Gurza Lavalle

1ª sessão: Avaliação da qualidade dos periódicos e os usos do Qualis nas diferentes áreas
Dia 23/10, terça-feira, das 17h30 às 19h30, sala 3 – Hotel Glória

Embora o Qualis, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), seja um instrumento orientado à avaliação da produção científica dos programas de pós-graduação, por seu desenho, na forma de uma lista que classifica periódicos em estratos de qualidade, constitui uma ferramenta de avaliação dos periódicos, com consequências relevantes sobre as submissões e acesso a financiamento. Tais consequências são controversas, bem como a capacidade do Qualis para aferir a qualidade dos periódicos. A esse respeito, na mesa serão examinadas e debatidas duas questões de modo comparativo ―contemplando diversas áreas de conhecimento, inclusive as três grandes áreas das ciências sociais ―: o quanto o Qualis é capaz de avaliar a qualidade dos periódicos e como essa capacidade varia entres as diferentes áreas. Sabe-se que os critérios adotadas para a classificação de periódicos variam por área, mas até muito recentemente não tinham sido apuradas evidências sistemáticas dos efeitos dessa variação na avaliação de periódicos. A mesa contará com exposição de resultados de pesquisa inéditos, que serão debatidos pelos coordenadores de área na CAPES.

Coordenador de sessão: Adrian Gurza Lavalle (USP; editor da RBCS)
Expositores: Lorena Guadalupe Barberia (USP)
Debatedores: Antonio Carlos de Souza Lima (UFRJ), Luis Manuel Rebelo Fernandes (PUC-Rio),
Marcelo Carvalho Rosa (UnB)

 


2ª sessão: Ciência aberta e internacionalização do conhecimento e da tecnologia da perspectiva do sul global
Dia 24/10, quarta-feira, das 17h30 às 19h30, sala 3 – Hotel Glória

A ciência aberta e a internacionalização do conhecimento e da tecnologia são fenômenos em disputa com diversas dimensões: objetivos de políticas públicas nacionais, instrumentos de mercantilização e desmercantilização, tendências associadas à globalização. Seja qual for a dimensão privilegiada na análise, tais fenômenos não ocorrem de modo semelhante nem distribuem sues custos e benefícios igualmente em diferentes regiões do globo, mas operam conforme uma geopolítica da produção e circulação de conhecimento. A mesa examinara a a ciência aberta e a internacionalização da perspectiva do sul.

Coordenador de sessão: Adrian Gurza Lavalle (USP; editor da RBCS)
Expositores: Colin Darch (Human Sciences Research Council, África do Sul), Breno Bringel (IESP), Maria Caramez Carlotto (UFABC)
Debatedora: Lorena Guadalupe Barberia (USP)

 


 

CQ10 - Colóquio Imagem e Som

1ª sessão: Cidades, cinema e políticas das imagens: metodologias de pesquisa nas Ciências Sociais
Dia 23/10, terça-feira, das 8h30 às 10h30, sala 5 – Hotel Glória


Essa mesa propõe discutir de que maneira as imagens, mais especificamente audiovisuais, têm propiciado caminhos de investigação privilegiados nas pesquisas das Ciências Sociais sobre a cidade. Para tanto, abordaremos ao menos três aspectos da relação entre cidade, cinema e políticas das imagens: 1) as análises das ciências sociais de filmes em paisagens urbanas; 2) a produção de filmes realizada por cientistas sociais como percurso teórico-metodológico; 3) a contribuição das imagens e de suas políticas na teoria social sobre a cidade. A partir desses 3 eixos, buscaremos discutir semelhanças e diferenças nas abordagens da Antropologia, Sociologia e Ciência Política.

Coordenação: Luis Felipe Kojima Hirano (UFG)
Participação: Ana Paula Alves Ribeiro (UERJ), Edson Faria (UnB), Paulo Jorge Ribeiro (UERJ)

 

 

2ª sessão: Fotografia documental: entre o acontecimento, a política e a arte.
Dia 25/10, quinta-feira, das 8h30 às 10h30, sala 5 – Hotel Glória


Nossa proposta é contribuir com uma reflexão sobre a fotografia documental, em especial aquela que é produzida pelo fotojornalismo que se constitui ligado aos acontecimentos e ao seu registro. Para além do registro do acontecimento, existe uma trama de outros sentidos e significados que a fotografia pode adquirir. Podemos pensar em seus usos na pesquisa? Quando o texto cala, a imagem fala? Quando a fotografia pode acionar outras dimensões diante de Estados totalitários e em regimes ditatoriais. Ou ainda, quando as imagens fotográficas podem reforçar uma ordem social estabelecida ou a contestar? Que outras formas de usos os cientistas sociais podem fazer das fotografias documentais, indo além da "documentalidade" ultrapassando suas margens e limites. Que trânsitos são possíveis entre a ciência, a política e a arte?

Coordenação: Luis Felipe Kojima Hirano (UFG)
Participação: Ana Luisa Fayet Sallas (UFPR), Milton Guran (UFF), Rachel de Rezende Miranda (IMS)

 

 


FÓRUNS 

FR01 - 30 anos da Constituição
Coordenação Geral: Cláudio Gonçalves Couto (FGV-SP)

1ª sessão: Sociedade, Direitos e Constituição
Dia 23/10, terça-feira, das 17h30 às 19h30, sala 8 – Hotel Glória

Coordenador de sessão: Cláudio Gonçalves Couto (FGV-SP)
Expositore(a)s: Renato Sérgio de Lima (FBSP), Maria Manuela Carneiro da Cunha (USP, Univ. Chicago), Flávia Biroli (UnB), Ricardo Mariano (USP)

2ª sessão: Políticas públicas, Conflitos e Instituições
Dia 24/10, quarta-feira, das 17h30 às 19h30, sala 8 – Hotel Glória

Coordenadora de sessão: Carmen Rial (UFSC)
Expositore(a)s: Andrea Zhouri (UFMG), Natalia Satyro (UFMG), Fabiana Saddi (UFG), Marcelo Medeiros (IPEA)

3ª sessão: Política Constitucional
Dia 25/10, quinta-feira, das 17h30 às 19h30, sala 8 – Hotel Glória

Coordenador de sessão: Cláudio Gonçalves Couto (FGV-SP)
Expositore(a)s: Celina Souza (UERJ), Rogério Bastos Arantes (USP), Simone Diniz (UFSCar), Fabiana Luci Oliveira (UFSCar)

 


 

FR02 – FÓRUM BIB/ANPOCS - As Ciências Sociais Hoje

Antropologia Hoje: Balanços bibliográficos sobre patrimônio, ensino de antropologia e movimentos sociais
Dia 23/10, terça-feira, das 17h30 às 19h30, sala 21 – Hotel Palace

Aportes dos estudos sobre movimentos sociais, patrimônio e ensino
Está em processo de produção o livro “Antropologia Hoje – 2019”, um balanço bibliográfico organizado pela Revista Brasileira de Informação Bibliográfica em Ciências Sociais (BIB). O livro reunirá temas relevantes na produção antropológica contemporânea brasileira, a ser publicado em 2019. E, nessa sessão, três dos doze temas serão apresentados por suas respectivas autoras, de forma a oferecer um panorama sobre os temas específicos (ensino em antropologia, patrimônio e movimentos sociais) e também uma discussão sobre a produção desse tipo de material acadêmico, ou seja, discussões bibliográficas sobre temas contemporâneos. A mesa apresenta os cenários específicos e também uma reflexão sobre a discussão bibliográfica como um gênero de conhecimento relevante no seio das ciências sociais. Usando as três apresentações como exemplo e como motivo de reflexão sobre as formas de conhecimento legitimadas em antropologia, pretende-se propor um debate sobre o projeto do livro e seus alcances, como também sobre os principais problemas e tensões que pode enfrentar.

Coordenação: Marcia Consolim (Unifesp)
Expositor(a)s: Izabela Maria Tamaso (UFG), Guillermo Veja Sanabria (UFV), Rosana Pinheiro-Machado (UFSM), e coautores de texto - Lucas Bulgarelli e Paula Alegria (USP)
Debatedor(a): Jorge Vilella (UFSCar)

 

2ª sessão: Ciência Política hoje: Balanço bibliográfico sobre elites políticas e sistemas eleitorais
Dia 24/10, quarta-feira, das 17h30 às 19h30, sala 21 – Hotel Palace

Componentes do número especial da revista BIB, esta mesa objetiva apresentar as primeiras versões dos capítulos sobre elites políticas e sistemas eleitorais. Nas apresentações, será discutido o estado da arte de cada temática, possibilitando uma primeira aproximação a abordagens atuais, como o destaque de lacunas no caso brasileiro. No que diz respeito à discussão de elites, talvez não seja exagero afirmar que o tema foi um dos mais estudados ao longo do século XX. Porém, há ainda desacordos que merecem ser enfrentados. Quanto ao caso brasileiro, existem divergências sobre o perfil social e a carreira padrão de políticos. A base teórica que permite avançar o debate é vasta internacionalmente e merece ser discutida. Já quanto aos estudos eleitorais, a literatura brasileira foi influenciada pelos textos dos anos 90 com a interpretação de que as regras eleitorais eram motivadoras das ações dos parlamentares. Isto impediu que os estudos sobre o Brasil mantivessem proximidade com os internacionais, criando uma lacuna que vem agora ser coberta. Ainda assim, há temas, como a importância das magnitudes e da geografia sobre os resultados eleitorais, que ainda permanecem desconhecidos.

Coordenação: Glauco Peres da Silva (USP)
Expositor(a)s: Adriano Nervo Codato (UFPR), Fernando Guarnieri (IESP-UERJ), Glauco Peres da Silva (USP)
Debatedor(a): Claudio Gonçalves Couto (FGV-SP)

3ª sessão: Sociologia hoje: Balanços bibliográficos a partir dos estudos de movimentos sociais, trabalho e desigualdades raciais
Dia 25/10, quinta-feira, das 17h30 às 19h30, sala 21 – Hotel Palace

Parte de uma iniciativa liderada pela Revista Brasileira de Informação Bibliográfica em Ciências Sociais (BIB) para a produção de balanços bibliográficos sobre temas chaves das Ciências Sociais no Brasil, esta mesa propõe o debate sobre os sentidos, os alcances e os impasses presentes na produção contemporânea da Sociologia feita no país. Explorando resultados parciais obtidos por autores/as, a mesa propõe debater estratégias e metodologias acionadas para a realização dos balanços, e colocá-los em diálogo crítico. Trata-se, portanto, de um espaço decisivo para o refinamento e adensamento dos trabalhos. Organizando um fio condutor comum, a mesa estará situada a partir dos estudos sobre movimentos sociais, trabalho e desigualdades raciais. Quais desafios têm se apresentado para cada uma dessas temáticas na produção de conhecimento sociológico, as dinâmicas do campo no que diz respeito à distribuição regional e institucional, abordagens e estratégias metodológicas, as lacunas identificadas? E, ao se estabelecer uma articulação entre esses três temas, qual o panorama podemos compor a respeito do fazer sociológico atual? São essas as questões que motivam a presente discussão.

Coordenação: Lorena Cândido Fleury (UFRGS)
Expositor(a)s: José Eduardo Leon Szwako (IESP/UFRJ), Roberto Véras de Oliveira (UFPB), Márcia Regina de Lima Silva (USP)
Debatedor(a): Lígia Mori Madeira (UFRGS)

 


FR03 - Novas perspectivas em sociologia econômica

1ª sessão: A sociologia econômica e os novos temas globais
Dia 23/10, terça-feira, das 17h30 às 19h30, sala 22 – Hotel Palace

Decorreu mais de três décadas desde que um conjunto de autores e pesquisadores norte-americanos cunhou o termo Nova Sociologia Econômica (NSE). Esse movimento promoveu uma relevante inflexão metodológica, objetivando os fenômenos econômicos como parte constitutivas dos processos sociológicos – culturais, institucionais, simbólicos e políticos. Esse alargamento temático encontrou ainda mais impulso nas duas primeiras décadas do século XXI, incorporando temas como a economia criativa e os mercados culturais; as moedas digitais; as novas empresas de tecnologia digital; e o surgimento da inteligência artificial. Em face de esses aspectos, esta mesa redonda tenciona apresentar resultados de pesquisas que compõem um novo programa de investigação no âmbito da sociologia econômica no Brasil.

Coordenação: Elder Patrick Maia (UFAL),
Expositor(a)s: Edson Silva de Farias (UnB), Miqueli Michetti (UFPB), Elder Patrick Maia(UFAL)

 

2ª sessão: Mercados, inovação e política
Dia 24/10, quarta-feira, das 17h30 às 19h30, sala 22 – Hotel Palace


A Sociologia Econômica tem progredido significativamente no conhecimento sobre a estruturação e os problemas de coordenação dos mercados nos processos de competição, cooperação e valoração dos bens. As abordagens desvelam as diferentes dimensões e escalas dos mercados com destaque para o enfoque das variedades de capitalismo nos níveis meso e macro, bem como seus desdobramentos em análises de cadeias de valor e de padrões de ação estatal. Para a sociologia dos agenciamentos mercantis e suas interfaces críticas com as teorias dos campos e para as discussões sobre tensões generativas e valoração no âmbito das análises de redes sociais. Há, porém, relativa carência entre nós de análises sociológicas sobre uma das principais estratégias empresariais de competição nos mercados: a inovação. Isso contrasta com a disseminação de redes de pesquisadores e espaços de debate sobre o tópico em importantes associações internacionais (por exemplo, ISA, SASE, LASA). A proposta desta mesa-redonda é, pois, acionar algumas dessas conquistas teórico-metodológicas, discutindo condicionantes e/ou implicações sociopolíticas do processo de inovação – geração, apropriação e difusão.

Coordenação: Marcelo Domingos Sampaio Carneiro (UFMA),
Expositor(a)s: Moises Villamil Balestro (UnB), Raphael Jonathas da Costa Lima (UFF), Sandro Ruduit Garcia (UFRGS)

 

3ª sessão: Sociologia Econômica Brasileira: avanços, limites e a construção de novos horizontes
Dia 25/10, quinta-feira, das 17h30 às 19h30, sala 22 – Hotel Palace


O objetivo da Mesa é propor uma reflexão sobre os avanços, limites e novos horizontes da sociologia econômica no Brasil. As apresentações se baseiam em análises e experiências empíricas oriundas de diferentes contextos de pesquisa, nas quais os participantes compartilham do mesmo diagnóstico: vigorosa há quase 20 anos e com uma produção densa e interdisciplinar, a sociologia econômica brasileira tornou-se uma referência nos debates sociológicos contemporâneos. Contudo, para manter seu poder analítico, torna-se necessário identificar seus avanços, limites e novas agendas. A primeira exposição, de André Vereta-Nahoum (USP), reflete sobre a participação de diferentes campos do conhecimento no desenho de mercados e instituições econômicas para propor um novo padrão de relacionamento da sociologia com a economia. Em seguida, Márcia Mazon (UFSC) aborda os desafios do mundo rural e novos objetos de pesquisa a partir da lente da Sociologia Econômica. Finalmente, Cristiano Monteiro (UFF) aborda a análise do capitalismo e do neoliberalismo a partir das diferentes apropriações da ideia de embeddedness desde o ressurgimento da Sociologia Econômica na década de 1980 até o contexto atual.

Coordenação: Maria Chaves Jardim (UNESP)
Expositor(a)s: André Vereta Nahoum (USP), Marcia da Silva Mazon (UFSC), Cristiano Fonseca Monteiro (UFF)

 


 

FR04 - Uma antropologia e uma ciência social da emergência: Dilemas e desafios para o conhecimento acadêmico em tempos de neoconservadorismo - (ABA/ANPOCS)
Coordenação Geral : Lia Zanotta Machado (UnB/ABA) e Antonio Motta (UFPE/ABA)

Dando continuidade às discussões iniciadas no último Fórum ABA/ANPOCS 2017, a atual proposta intenciona refletir e discutir coletivamente questões relacionadas a atual conjuntura política do país e seu impacto no âmbito da ciência, da pesquisa e produção de conhecimentos. Os constantes ataques às conquistas sociais mais recentes e às universidades em particular, tendo como alvo as políticas de identidade e de reconhecimento de direitos culturalmente diferenciados, apontam para um quadro de retrocesso político sem precedente no país, especialmente se comparada a alguns avanços na esfera das políticas públicas em períodos anteriores. Uma das tônicas do atual discurso político neoconservador é buscar deslegitimar a importância das ciências sociais, especialmente da antropologia, sob o argumento falacioso de que os antropólogos criam categorias analíticas “parciais” e “ideologizadas” aplicadas às realidades a partir das quais derivam suas pesquisas. Uma série de medidas governamentais, projetos legislativos e movimentos sociais conservadores tem confirmado a continuidade de tal acusação e questionamento arbitrário de suas expertises. As duas CPI FUNAI_INCRA foram seguidas pela paralisação do reconhecimento e demarcação de territórios indígenas e quilombolas epelos intentos de bloqueio àspolíticas ambientais. Os argumentos dos movimentos conservadores “escola sem partido” e “educação sem ideologia de gênero” se voltam para que temas de gênero e da diversidade sexual sejam banidos como “doutrinação” (e não como respeito a diversidade e pluralidade frente aos direitos sexuais e reprodutivos) e são sustentados pela Bancada Evangélica no Congresso. Houve condução coercitiva nas universidades e impactos no processo de expansão ao acesso e permanência nas universidades por via de ações afirmativas. Mais amplamente, o Estado laico e a democracia foram postos em risco. O Fórum se propõe a refletir sobre o papel das ciências sociais face aos dilemas e desafios que se delineiam na atual agenda de ações do Estado e seus reflexos na esfera dos direitos fundamentais, na formulação de políticas públicas, na legislação, na esfera das relações sociais, e no âmbito universitário.


1ª Sessão A Antropologia e a produção de conhecimento sobre os povos tradicionais epolíticas ambientais
Dia 23/10, terça-feira, das 17h30 às 19h30, sala 7 – Hotel Glória

Coordenação de sessão: Antonio Motta (UFPE/ABA)
Expositores: Eliane CantarinoO’Dwyer (UFF), Emília Pietrafesa de Godoi (UNICAMP/ANPOCS), Aderval Costa Filho (UFMG), Thereza Menezes (CPDA/UFRRJ)


2ª Sessão: As Ciências Sociais e as transformações recentes relativas a gênero, raça, sexualidade na sociedade e na universidade
Dia 24/10, quarta-feira, das 17h30 às 19h30, sala 7 – Hotel Glória

Coordenação de sessão: Lia Zanotta Machado (UnB/ABA)
Expositores: Miriam Pillar Grossi (UFSC)
Expositore(a)s: Marcia Lima (USP), Laura Moutinho (USP), Regina Facchini (Unicamp)e Sergio Carrara (UERJ)


3ª Sessão: As Ciências Sociais e a produção de conhecimento sobre conservadorismo e democracia. Novo ciclo de democracia ou autoritarismo?
Dia 25/10, quinta-feira, das 17h30 às 19h30, sala 7 – Hotel Glória

Coordenação de sessão: Regina Facchini (Unicamp/ABA)
Expositore(a)s: Flavia Biroli (UnB/ABCP), Ricardo Mariano (USP/ANPOCS), Lia Zanotta Machado (UnB/ABA), Fabiano Santos (UERJ/ANPOCS), Carlos Benedito Martins (UnB/SBS), Renato Monseff Perissinotto (UFPR/ABCP)

 


 

FR05 - FÓRUM ABCP/ANPOCS


1ª sessão: O conceito de “crise política” e seus usos
Dia 23/10, terça-feira, das 17h30 às 19h30, sala 6 – Hotel Glória

Muito se tem dito sobre a suposta “crise política brasileira”. Esta mesa pretende debater o conceito de crise na Ciência Política: existe em nossa disciplina uma clara definição de crise política? Se sim, qual seria essa definição e como operacionalizá-la na pesquisa empírica? Se não há uma clara definição de crise política, o que os cientistas políticos querem dizer quando usam essa locução para pensar realidades concretas? À luz dessa discussão, como poderíamos qualificar a conjuntura brasileira atual? Estaria o presidencialismo de coalizão em crise? Estariam nossas instituições em crise ou, ao contrário, estariam funcionando normalmente? Com essas questões, a mesa pretende conjugar as dimensões teóricas e empíricas da discussão para debater a realidade brasileira.

Coordenação de sessão: Alvaro Bianchi (Unicamp)
Expositore(a)s:

Crises em sequência: a democracia de 1988 em questão
Brasílio Sallum Jr. (USP)

Crise, tempo e representação
Bernardo Ferreira (UERJ)

Pensar (n)a crise.
Eunice Ostrensky (USP)

Debatedor: Alvaro Bianchi (Unicamp)


2ª sessão: Política e gênero
Dia 24/10, quarta-feira, das 17h30 às 19h30, sala 6 – Hotel Glória

A sessão faz um balanço dos problemas e desafios atuais para os estudo das relações entre política e gênero no Brasil hoje. Para tanto, reúne discussões sobre participação política, violência contra as mulheres na política, a centralidade do gênero nos embates políticos atuais e as convergências entre gênero e outros marcadores das desigualdades, como raça, classe e sexualidade.

Coordenação de sessão: Flávia Biroli (UnB)
Expositore(a)s:

O que permaneceu e o que mudou na difícil relação das mulheres com a política no Brasil pós 1988?
Céli Regina Jardim Pinto (UFRGS)

Gênero, Representação política e presença institucional - desafios para o feminismo no Brasil
Clara Araújo (UERJ)

Por que as mulheres não se elegem no Brasil? Um estudo longitudinal do voto e perspectivas para 2018.
Teresa Sacchet (USP)

Debatedora: Marlise Matos (UFMG)

 

3ª sessão: Constituição de 1988: 30 anos depois
Dia 25/10, quinta-feira, das 17h30 às 19h30, sala 6 – Hotel Glória

Esta sessão se dedica a debater a Constituição de 1988, suas mutações e forma atual. Mais especificamente, atenta para trajetórias dos sistemas representativo e judiciário e reflete sobre as disputas de interpretação sobre o texto constitucional nos últimos trinta anos.

Coordenação de sessão: Oswaldo Martins Estanislau do Amaral (Unicamp)
Expositore(a)s:

Eleições e representação política na Nova República
Oswaldo Martins Estanislau do Amaral (Unicamp)

Política, Direito e Judiciário – centralidade e ambivalências do jurídico na ordem constitucional de 1988
Andrei Koerner (Unicamp)

O pensamento político-constitucional da República de 1988: um balanço preliminar (1988-2017)
Christian Eduward Cyril Lynch (IESP-UERJ)

 


 


FR06 - FÓRUM SBS /ANPOCS - Internacionalização da Sociologia Brasileira: desafios e perspectivas

A SBS nos seus últimos Congressos vem procurando discutir as condições sociais e institucionais que permeiam a produção sociológica que vem ocorrendo nos dias atuais em distintos contextose também num espaço transnacional da disciplina em plena constituição ao longo dos últimos anos enquanto uma dimensãosignificativa da atividade sociológica. Este Forum, inicialmente tem o objetivo de refletir sobre determinadas transformações que estão ocorrendo no contexto da pós-graduação da sociologia realizada no Brasil. Neste sentido procura destacar determinadas mudanças na (re) configuração do contexto institucional da pós-graduação de sociologia no país, tais como: (i) a aposentadoria de um número expressivo de professores seniors – que tiveram participação relevante na montagem da pós-graduação de sociologia em diferentes regiões; (ii) surgimento de uma nova geração de sociólogos qualificados em centros nacionais e/ou internacionais; (iii) deslocamento geográfico dessa coorte de doutores recém-concursados, rumo a diferentes programas localizados em diferentes regiões do país (iv) incremento de participaçãodesta nova geração em eventos acadêmicos internacionais da disciplina, bem como participação em redes transnacionais de pesquisa. Em seguida, o Forum pretende discutir a questão dos desafios da internacionalização da sociologia realizada no Brasil. diante da pressão por parte de agências federais e estaduais de fomento visando promover a internacionalização da atividade científica produzida no país. Para a SBS, o enfrentamento da complexa questão da internacionalização da sociologia brasileira implica um duplo e simultâneo trabalho de reflexão, ou seja, desenvolver um adequado conhecimento sobre a constituição do espaço transnacional da sociologia, suas regras de funcionamento e estruturas de poder existente em seu interior e ao mesmo tempo, desenvolver um olhar crítico sobre a sociologia que vem sendo realizada atualmente no Brasil. O Forum propõe refletir a respeito dos desafios institucionais que a sociologia que se realiza nos paistem diante de si, visando inserir-se de forma relevante neste novo espaço transnacional da disciplina.

 

1ª Sessão: Experiências de Internacionalização da Sociologia em outros contextos nacionais (França/Argentina/Alemanha)
Dia 23/10, terça-feira, das 20h30 às 22h30, sala 9 – Hotel Glória

Coordenador da Sessão: Carlos Benedito Martins(UnB)
Expositores: Abilio Baeta Neves (Capes), Catherine Paradeise (França), Alejandro Blanco (UBA), Tom Dwyer (Unicamp)
Debatedor: Sergio Miceli (USP)



2ª Sessão: Reconfiguração da Pós-graduação de Sociologia no Brasil
Dia 24/10, quarta-feira, das 20h30 às 22h30, sala 9 – Hotel Glória

Coordenador da Sessão: Carlos Eduardo Sell (UFSC)
Expositores: Michel Nicolau Netto (UNICAMP), Jacob Carlos Lima (UFSCAR), Sergio Adorno (USP)
Debatedora: Maria Helena Bomeny (UERJ)

 

3ª Sessão; Desafios da Internacionalização da Sociologia realizada no Brasil
Dia 25/10, quinta-feira, das 17h30 às 19h30, sala 9 – Hotel Glória


Coordenador da Sessão: Sergio Miceli (USP)
Expositores: Breno Bringel (IESP-UERJ), Afrânio Garcia (EHESS), Frédéric Vandenberghe (IESP-UERJ)
Debatedora: Sônia Guimarães (UFRGS)




 

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ENSAIOS FOTOGRÁFICOS 

 

As vozes do Rio de Janeiro em 2013. (Curadoria)

De Daniela Fichino e Veronica Freitas (PPGS/USP). 2013, Rio de Janeiro

 

Bloco Ilú Obá de Min, mão femininas que tocam tambores para Xangô.

De Yara Schreiber Dines (LISA/USP). 2018; São Paulo

 

Caixa- preta sevilhana.

De Edilson Pereira (UERJ), 2018; Sevilha/Espanha

 

Colonos: um ensaio sobre os rostos da “fronteira” Amazônica.

De Pedro Frizo (UFRGS); 2017; Apuí/AM

 

Com a proteção de Jorge.

De Ana Paula Campos e Cleiton Maia (PPGCS/UERJ). 2017 e 2018; Rio de Janeiro/RJ

 

Entre etnografia e história Apyâma: vislumbramento de traços da cosmopolítica indígena.

De Paula Grazielle Vianna Reis (PPGAn/UFMG); 2017 ; Arquivo da Prov. Frei Batolomeu: Belo Horizonte/MG e Terra Indigena Urubu Branco/MT

 

Entrechos anônimos em territorialidade.

De Natalia Negretti (PPGCS/Unicamp); 2017; 2018 São Paulo/SP

 

Ocupar o porto.

De Ana Clara Chequetti (PPCIS/UERJ), 2015; Rio de Janeiro/RJ

 

Para quem os congos dançam?

De Izabela Tamaso (UFG); 2017; Cidade de Goiás/GO

 

Pela alma da cidade.

De Athos Vieira (IESP-UERJ); 2018; Rio de Janeiro

 

Perecível.

De Felipe Camilo Kardozo; 2017; Fortaleza/CE

 

Stênio Diniz: vislumbres.

De Jeanine Torres Geammal (PPGSA/UFRJ, EBA/UFRJ); 2018; Juazeiro do Norte/CE

 

Territórios proibidos.

De Duvan Escobar; 2014; Colômbia

 

Vamos ocupar a cidade.

De Jonatha Vasconcelos (UFS); 2017; Aracaju e Região Metropolitana


 

MOSTRA DE FILMES 

 

1ª sessão: Populações tradicionais, cosmologias e religião
Dia 23/10, terça-feira das 20h30 às 22h30, sala 5 - anfiteatro Caxambu

 

A cidade indígena de São Gabriel da Cachoeira

De José Carlos Matos Pereira (MN/UFRJ); 2017; São Gabriel da Cachoeira/AM; 29min.42seg.

Neste documentário apresentamos como vivem os indígenas na cidade de São Gabriel da Cachoeira (AM): onde moram, quais são suas dificuldades, como se organizam politicamente, suas reinvidicações e pautas políticas, que práticas oriundas da aldeia permanecem na cidade e que relações mantém com a aldeia. Resultado pós-doc no PPGAS/MN/UFRJ, sob supervisão de Moacir Palmeira e José Sérgio Leite Lopes, financiado pela Capes/Faperj e contou com o apoio de diversas organizações indígenas que se dispuseram a relatar as suas lutas e seu modo de vida na cidade.

 

 

Monocultura da fé

De Joana Moncau (USP), Spensy Pimentel (UFSB), Gabriela Moncau (USP), Izaque João (UFGD); 2017; São Paulo/SP e Dourados. 23 min.

O filme é parceria entre jornalistas e pesquisadores e é resultado de pesquisa inicialmente conduzida por Spensy Pimentel e pelo historiador kaiowa Izaque João para o Museu do Índio e depois finalizada a partir de apoio do Fundo Brasil de Direitos Humanos em 2016, para apurar violações cometidas contra os xamãs guarani-kaiowa por parte de grupos evangélicos. A gravação foi realizada a pedido dos xamãs indígenas e busca divulgar suas denúncias, chamando atenção para o problema da intolerância religiosa nas comunidades indígenas do sul de Mato Grosso do Sul.

 


Nosso Sagrado

De Fernando Sousa (UERJ); Jorge Santana (UERJ) e Gabriel Barbosa (UFF); 2017; Rio de Janeiro/RJ; 30min.

Na Primeira República (1889-1930) como também na Era Vargas (1930-1945) as comunidades tradicionais de terreiro eram criminalizadas, seus religiosos perseguidos e seus objetos sagrados eram apreendidos. No Rio de Janeiro, há registros de que mais de 200 objetos foram apreendidos pela polícia, que após o final da criminalização oficial passaram a fazer parte do acervo no Museu da Polícia Civil. O documentário Nosso Sagrado aborda o passado de perseguição das comunidades tradicionais de terreiro, a coleção "Magia Negra" que se encontra no Museu da Polícia, a dificuldade de acesso ao acervo por religiosos, pesquisadores e a população em geral, bem como a luta para libertar os objetos sagrados que estão há 100 anos sob posse da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.

 


Wapu: O açaí dos Waiana 

De Andre Lopes (USP) e Tyna Apalai Wayana; 2017; Macapá/AP e São Paulo/SP; 29 min.

Ao decidirem realizar um documentário sobre o açaí, um fruto amplamente consumido na Amazônia, jovens indígenas do povo Wayana filmam pela primeira vez como coletam e preparam a sua bebida. Nas entrevistas com um ancião da aldeia, eles descobrem uma música que antigamente era cantada para o fruto e hoje não é mais praticada pelas novas gerações. Instigados pela oportunidade de gravarem uma versão moderna do canto, eles resolvem compor uma música na aldeia, mesclando convenções e invenções na sua nova criação.

 

 


2ª sessão: Imagens das cidades, espaços da memória
Dia 24/10, quarta-feira das 8h30 às 10h30, sala 5 - anfiteatro Caxambu


Bastidores

De Coletivo Olhares - João Pedro Diaz (CPDOC/FGV-RJ), Luã Leal (Unicamp), Sergio Faria (CPDOC/FGV-RJ) ; 2016; Rio de Janeiro/RJ 27min.36seg

O documentário “Bastidores” propõe um cinema de encontros no universo teatral. Entre o palco e a coxia, o Coletivo Olhares acompanhou os técnicos. Nilton, Tainã e Luiz em suas rotinas que atravessam as fronteiras dos mundos da arte e do trabalho. Anônimos e invisíveis para o público, nossos protagonistas reproduzem o espetacular a cada dia de labuta sem receber os aplausos ao final do espetáculo.

 


Bicha Braba

De Soraya Fleischer (UnB); 2015; Brasilia/DF; 30 min.

Como é conviver com um problema de pressão ou com açúcar no sangue? Como é cuidar de distúrbios tidos como crônicos e incuráveis para o resto da vida? E naqueles dias em que a bicha fica braba? Cerca de metade da população brasileira com mais de 60 anos precisa lidar com duas doenças crônicas e metabólicas, a diabetes e/ou a pressão alta diariamente. Sete moradores da Guariroba, bairro histórico da Ceilândia (Distrito Federal), contam como têm inventado táticas para lidar com o que notam afetar a pressão ou a diabetes: o alimento, o medicamento, os conflitos em casa, na vizinhança ou com os profissionais de saúde. Considerados como experts, pelo tempo com que percebem e interpretam sinais emitidos pelo próprio corpo, essas senhoras e senhores ensinam sobre envelhecimento, autocuidado e ativismo. Lembram que diabetes e/ou pressão alta são complexidades ontológicas muito além das fronteiras da fisiologia. O filme foi produzido a partir de uma etnografia realizada no bairro da Guariroba entre 2008 e 2014, coordenada pela Profa. Soraya Fleischer e acompanhada de vários estudantes de graduação. Um projeto, portanto, fílmico, mas também pedagógico, importante como uma formação profissional multimídia para estudantes de Antropologia.

 

Memórias e identidades da metrópole: cartografando espaços de significações no Distrito Federal 

De Edson Farias (UnB), Bruno Couto (UnB); Mauricio Chade (UnB) e Renato Perroto (UnB); 2018; Brasilia/DF; 28min.19seg.

O projeto de pesquisa “Memórias e identidade(s) da metrópole: cartografando espaços de significações no Distrito Federal” teve como objetivo construir uma nova abordagem de investigação a respeito da trama sócio-urbana de Brasília e do Distrito Federal. Através de um conjunto de trabalhos de cunho sociológico e historiográfico, esta proposta coletiva de pesquisa mapeou e interpretou memórias e experiências históricas de indivíduos e grupos inscritos na rede urbana do Distrito Federal. Por meio do que denominou-se “etnografias históricas e cartografias de memórias”, foram feitos a reconstituição e mapeamento de um conjunto de trajetórias individuais e coletivas, analisando como as vivências e memórias a elas vinculadas contribuíram para a composição da diversidade histórico-cultural de Brasília e do Distrito Federal nas últimas cinco décadas. Enquadraram-se neste escopo agentes e grupos artístico-culturais, geracionais, dentre outros, com o propósito de registrar e compreender como se deram sua inserção e experiências dentro da trama metropolitana que habitam. Portanto, trata-se de uma pesquisa coletiva pautada especificamente na tentativa de cartografar os “espaços de significações” – espaços simbólicos, tramas de significados – que compõem a vida urbana da metrópole. A pesquisa resultou em um web-documentário de 6 episódios, dos quais 3 aqui apresentamos.

 

 

O Sabiá do Samba

De Diego Tavares (UFF), Beto Waite (UFF) e Pedro Bálaco (UFF); 2016; Niteroi/RJ; 14min.10seg.

Djalma Sabiá, o último remanescente vivo da fundação da Escola de Samba carioca Acadêmicos do Salgueiro, vive em sua casa que é tanto sua moradia quanto seu museu do carnaval carioca. Para a câmera ele reflete sobre a memória, a passagem do tempo, e sobre sua história, que se confunde com a própria história do samba.

 

Palmira, a cidade inventada

De Caue Nunes (Unicamp); 2018; Campinas/SP; 10 min.

Falso documentário que conta a história de um sírio refugiado no Brasil. Ele é fundador de uma organização na cidade de Palmira, que milita pela paz, contra a invasão do Estado Islâmico, mas também contra o governo de Beshar al-Assad. Ele conta sobre a prisão, a tortura e sua fuga, além de refletir sobre a destruição dos monumentos históricos da cidade. (Baseado em um relato real).

 

 

3ª sessão: Direito à Imagem, Memória e visibilidade
Dia 25/10, quinta-feira das 17h30 às 19h30, sala 5 - anfiteatro Caxambu

 

Nossos mortos têm voz 

De Gabriel Barbosa (UFF) e Fernando Sousa (UERJ); 2018; Rio de Janeiro/RJ; 28 min.

A narrativa do documentário é construída a partir do depoimento e do protagonismo das mães e familiares vítimas da violência de Estado da Baixada Fluminense. Tendo como ponto de partida esses casos, mas não se limitando à crueza da violência praticada, o documentário pretende trabalhar com as histórias atravessadas por essas perdas. Pretende-se resgatar a memória dessas vidas interrompidas trazendo uma visão crítica sobre a atuação do Estado através das polícias na Baixada Fluminense, sobretudo no que diz respeito à violência contra jovens negros.

 

 

Tantos e quantos: os mineiros do Morro Velho

De Tádzio Peters Coelho (PoEMAS e Movimento pela Soberania Popular na Mineração); 2017; Raposos/MG; 30 min.

O documentário trata da luta por justiça dos trabalhadores de uma das maiores minas de ouro do Brasil, a Morro Velho, onde os mineiros adquiriram a doença silicose. Assim, o documentário retrata os limites da justiça do trabalho, a _influência de grandes empresas no âmbio jurídico e das memórias e lutas dos mineiros do Morro Velho.

 


É golpe? - 8 Opiniões durante a manifestação de 4/9/2016 na Av. Paulista - São Paulo - "Fora Temer"

De Allan Ferreira, Ana Carolina Trevisan, Camilo Ferreira ( NUPEPA/ImaRgens; USP); 2016; São Paulo/SP; 24min.44seg.

O filme apresenta oito entrevistas realizadas durante manifestação de repúdio à posse de Michel Temer. Quatro dias após ascender oficialmente ao cargo de presidente da república foram convocadas manifestações em todo o país. O que pensam pessoas que estiveram na Avenida Paulista durante a manifestação de 4/9/16? (manifestação convocada pelas redes sociais para “repudiar o governo ilegítimo de Michel Temer”). O que pensam os que estavam presentes no ato incidentalmente ou para de fato participar do protesto? Um jornalista, uma advogada, uma estudante, uma professora, um artista de rua, um médico, uma comerciante ambulante francesa e um aposentado. Quais as impressões e opiniões destas pessoas sobre o processo de impeachment de Dilma Roussef? A condenação sem comprovação de crime de responsabilidade é um golpe? Qual a impressão das pessoas sobre o contexto político atual? E o papel da mídia, qual é? Este minidocumentário independente feito para o ImaRgens por dois de seus participantes se propõe a discutir a questão da maneira mais aprofundada que o formato de documentário permite alcançar em comparação com materiais jornalísticos tradicionais. O arquivo audiovisual permite observar do ponto de vista sociológico narrativas apresentadas pelos participantes naquele momento histórico.

 

 

Memórias de um Rio Fabril

De Paulo Fontes (CpDoc/FGV-RJ); Thais Blank (CpDoc/FGV-RJ); Isabel Joffily (CpDoc/FGV-RJ). 2017; Rio de Janeiro/RJ; 22min.

Três fábricas no Rio de Janeiro Mostram a força do passado industrial e a sua importância para a vida social carioca. Cada uma delas deve um destino após seu fechamento, mas todas são capazes de falar sobre a cidade na qual nasceram e morreram.

 

 


 

RE1 43ª Assembleia Geral Ordinária da ANPOCS – 1ª sessão
Dia 23/10,terça-feira, das 19h30 às 20h30 – sala 4, Anfiteatro Glória

 

RE2 43ª Assembleia Geral Ordinária da ANPOCS – 2ª sessão
Dia 25/10, quinta-feira, às 19h30 às 21h00 – sala 4, Anfiteatro Glória

 

RE3 Reunião da Diretoria e Conselho Fiscal da ANPOCS
(Interna – sala A)

 

RE4 Reunião do Comitê Acadêmico da ANPOCS
(Interna – sala A)

 

RE5 Reunião da Comissão Julgadora do Concurso ANPOCS de Teses e Obras Científicas
(Interna – sala A)

 

RE6 Reunião da Comissão Editorial da RBCS
(Interna)

 

RE7 Reunião do Conselho Diretor da ABA, Associação Brasileira de Antropologia
Dia 24/10, quarta-feira, das 12h00 às 13h00, sala 1- Hotel Glória

 

RE8 III Reunião da Rede Brasileira de Pesquisadores Latino-Americanistas e Caribeanistas (Rede BLAC)
Dia 23/10, terça-feira, das 20h30 às 22h00, sala 11- Hotel Lopes

 


RE9 Reunião Diretoria da SBS, Sociedade Brasileira de Sociologia
Dia 23/10, terça-feira, das 12h00 às 13h00, sala 2- Hotel Glória

 

RE10 Reunião Assembleia da SBS, Sociedade Brasileira de Sociologia
Dia 25/10, quinta-feira, das 11h00 às 12h30 sala 6 - Hotel Glória

 

RE11 Reunião dos Programas de Pós-Graduação em Ciências Sociais
Dia 24/10, quarta-feira, das 11h00 às 12h00, sala 3 - Hotel Glória

 

RE12 Reunião Comissão Julgadora do Concurso de Painéis
Dia 25/10, quinta-feira, das 11h00 às 12h00, sala 2 – Hotel Glória

 

RE13 Reunião dos coordenadores dos Programas de Pós-Graduação em Antropologia
Dia 24/10, quarta-feira, das 20h00 às 21h00, sala 7- Hotel Glória

 

RE14 Reunião dos coordenadores dos Programas de Pós-Graduação em Sociologia
Dia 23/10, terça-feira, das 19h30 às 21h30, sala 7 – Hotel Glória

 

RE15 Reunião dos coordenadores dos Programas de Pós-Graduação em Ciência Política e Relações Internacionais
Dia 23/10, terça-feira, das 18h00 às 19h00, sala 10 – Hotel Lopes

 


RE16 Reunião ALAS: Rede e agendas latino-americanistas em contextos de crise
Dia 24/10, quarta-feira, das 20h30 às 22h00, sala 11- Hotel Lopes

 

RE 17 Reunião Diretoria da ABCP, Associação Brasileira de Ciência Política
Dia 24/10, quarta-feira, das 11h00 às 13h00, sala 6 – Hotel Glória

 

RE18 Reunião Assembleia Geral da ABCP, Associação Brasileira de Ciência Política
Dia 25/10, quinta-feira, das 11h00 às 13h00, sala 8 - Hotel Glória

 

RE 19 Reunião Regionais ABCP, Associação Brasileira de Ciência Política
Dia 24/10, quarta-feira, das 20h30 às 22h30, sala 10 – Hotel Lopes

 

RE 20 Reunião Assembleia ANEPCP, Assoc. Nac. de Ensino e Pesquisa do Campo de Públicas
Dia 24/10, quarta-feira, das 21h00 às 22h30, sala 22 – Hotel Palace

 

 


 MESA REDONDA 


MR01 - 10 anos do retorno das ciências sociais aos currículos escolares: um balanço da experiência recente
Dia 23/10, terça-feira, das 8h30 às 10h30, sala 2 – Hotel Glória

A obrigatoriedade da sociologia no ensino médio a partir de 2008 possibilitou o reingresso das ciências sociais ao currículo escolar, suscitando um intenso debate nas diversas sociedades científicas da área. Esta atividade conjunta, organizada pelos comitês de ensino da Sociedade Brasileira de Sociologia (SBS) e de educação, ciência e tecnologia da Associação Brasileira de Antropologia (ABA), visa realizar um balanço da experiência de uma década da presença das ciências sociais nas escolas brasileiras. A mesa se propõe a conduzir essa reflexão por meio de alguns eixos específicos: a) os processos de disputas e elaboração de um currículo nacional de sociologia; b) os desafios para a formação de professores de ciências sociais; c) a produção científica sobre ensino das ciências sociais/sociologia.

Coordenação: Amurabi Pereira de Oliveira (UFSC)
Expositor(a)s: Ileizi Luciana Fiorelli Silva (UEL), Amurabi Pereira de Oliveira (UFSC), Ceres Karam Brum (UFSM)
Debatedor: Rodrigo Pereira da Rocha Rosistolato (UFRJ




MR02 - 50 anos depois: O que fica de "O Direito à Cidade", de Henri Lefebvre, e das manifestações de 1968?
Dia 25/10, quinta-feira, das 8h30 às 10h30, sala 6 – Hotel Glória


Atenção: Será apresentado o filme “No intenso agora” na sala 5 no dia 24/10 a partir das 21h00.

Nas ciências sociais, nas humanas em geral e nas artes ocidentais atuais, o ano de 1968 é envolto por uma mística que se assenta sobretudo nos escombros das barricadas estudantis de Paris e de Praga, embora, para os estudiosos do mundo urbano, pese ainda O Direito à Cidade, que o filósofo e sociólogo Henri Lefebvre (1901-1991) publicou dois meses antes do Maio parisiense, após anunciá-lo em artigo de 1967. A aura gira em torno das potencialidades de ruptura histórica supostamente contidas na publicação e nos protestos. O livro-manifesto teria induzido inédita agenda de prática e pesquisa em prol do "direito à cidade" – em meio às múltiplas acepções que a noção assumiu ao longo das décadas. Já as manifestações sinalizariam para o último grande empenho coletivo em prol de "um outro mundo possível", para além dos dogmatismos do capitalismo e do comunismo. Visa-se aqui debater criticamente essa dupla mística, cinquenta anos depois, ao congregar olhares da sociologia, dos estudos urbanos, da historiografia e do cinema em torno da seguinte questão: O que fica, hoje, desses tipos de acontecimentos? O debate será potencializado pela exibição prévia do filme "No intenso agora" (2017).

Coordenação: Fraya Frehse (USP)
Expositor(a)s: José de Souza Martins (USP), Angélica Müller (UFF), João Moreira Salles (cineasta)
Debatedor(a): William Héctor Gómez Soto (UFPEL)

 


MR03 - A agenda do Estado para a agricultura e o Brasil rural – quais as tendências em curso e as principais questões que se projetam para o contexto pós eleições?
Dia 25/10, quinta-feira, das 8h30 às 10h30, sala 20 – Hotel Palace

Durante a primeira década e meia deste século o governo federal pôs em prática um amplo conjunto de inovações em políticas públicas para a agricultura e o desenvolvimento rural, período em que houve também forte expansão dos recursos aplicados. O balanço dos êxitos e limites deste ciclo ainda vem sendo produzido pela literatura. Nos anos mais recentes, por outro lado, ocorre uma descontinuidade ou mesmo o desmonte de várias destas iniciativas, algo cujo impacto também começa a ser objeto de reflexão. O objetivo da mesa é propiciar um espaço que favoreça o diálogo crítico em torno dos aprendizados produzidos com estes dois momentos. Pretende-se retomar o balanço dos momentos de inovação e de desmonte das políticas, analisar tendências que se projetam a partir daí, e como elas se traduzem em questões cujo enfrentamento dará a forma e o conteúdo da ação do Estado sobre o tema no contexto pós eleições. Algo especialmente relevante quando se considera a crescente participação da agropecuária num quadro de desindustrialização da economia, e também o papel desempenhado pela representação política deste segmento, com a ampliação da chamada Bancada Ruralista e da sua influência.

Coordenação: Arilson Favareto (UFABC)
Expositor(a)s: Catia Grisa (UFRGS), Sergio Pereira Leite (UFRRJ), Ramonildes Gomes (UFCG)




MR04 - A longa história da violência pacificadora no Brasil
Dia 23/10, terça-feira, das 8h30 às 10h30, sala 1 – Hotel Glória

A adoção de “práticas pacificadoras” acompanha toda a história do Brasil. Se portugueses já pacificavam indígenas no período colonial, o Estado brasileiro na primeira metade do século XIX expandiu essa ação fundando uma política de pacificação, responsável pela repressão a diversos tipos de movimentos insurrecionais. À frente dela, seu principal agente – o duque de Caxias – foi transformado, no século XX, por um Estado republicano, em herói nacional. Bem mais recentemente, em 2008, acompanhamos a implantação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) no Rio de Janeiro e, há dois anos, após o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, assistimos a uma nova retomada da ideia de pacificação nacional. A mesa aqui proposta visa refletir sobre essa recorrência, sobre a elaboração de políticas e ações de pacificação, colocadas em prática por meio de agências estatais (polícia, militares, órgãos do Poder Executivo, entre outros), além de refletir sobre procedimentos interpretativos e representativos acionados quando essas políticas e práticas são colocadas em ação.

Coordenação: João Pacheco de Oliveira (MN/ UFRJ)
Expositor(a)s: Adriana Barreto de Souza (UFRRJ), Ludmila Mendonça Lopes Ribeiro (UFMG) Maria Luiza de Oliveira (UNIFESP)

 


MR05 - A Nação como problema e projeto
Dia 25/10, quinta-feira, das 8h30 às 10h30, sala 2 Hotel Glória

A questão nacional atravessa o Pensamento Político Brasileiro. A produção de ideias em um país periférico faz com que em torno do lugar do pensamento estejam, implícita ou explicitamente, presentes nas mais diversas formulações sobre o tema. Se, por um lado, são muitos os modos de organizar a história do pensamento político brasileiro, não resta dúvida que a nação se destaca como uma das chaves mais prolíficas, capaz de revelar vínculos entre distintos contextos e autores. Dentre as muitas perspectivas possíveis para refletir sobre tão rico tema, a mesa pretende debater a ideia de nação a partir de duas dimensões: a do problema e a do projeto. A nação como problema vincula-se à consciência de uma especificidade das ideias, práticas e instituições no contexto de nações que são construídas na periferia da modernidade ocidental. A nação como problema passa a disputar espaço com a ideia de nação como projeto, pensada não apenas como acúmulo pregresso de experiências que distinguem um povo, mas enquanto caminho para superar as mazelas do atraso, como então diagnosticava um cenário intelectual ainda fortemente atravessado pela retórica do dualismo.

Coordenação: Christian Edward Cyril Lynch (IESP-UERJ)
Expositor(a)s: Maria Fernanda Lombardi Fernandes (Unifesp), Jorge Gomes de Souza Chaloub (UFJF) Paulo Henrique Paschoeto Cassimiro (IESP-UERJ)

 


MR06 - Água, sociedade e desigualdade no Brasil: a atualização dos conflitos e as emergências políticas em contextos de ruralidade
Dia 23/10, terça-feira, das 8h30 às 10h30, sala 23 – Pq. das Àguas

Temas relativos aos conflitos pelo acesso à água no Brasil têm recebido crescente atenção das ciências sociais. Esta atenção pode ser acompanhada tanto nas pesquisas da sociologia, ciência política ou antropologia dedicadas aos temas socioambientais, quanto nos esforços renovados das ciências sociais para a compreensão da questão ambiental no rural contemporâneo. Tendo em vista o diálogo entre estes campos de investigação, o objetivo da mesa redonda é debater estudos recentes sobre conflitos e desigualdades sociais no acesso à água em conextos de ruralidade. Para tanto, abordará conflitos e desigualdades socioambientais no Brasil tomando como referência a relação sociedade e recursos hídricos a partir dos territórios rurais do sudeste (marcados pela expansão do agronegócio), das políticas públicas de democratização do acesso à água no semi-árido nordestino (com destaque para o debate recente sobre cidadania hídrica igualitária) e dos conflitos de regulação do uso e acesso à água na Amazônia (em particular no que concerne ao avanço das UHE’s na região).

Coordenação: Rodrigo Constante Martins (UFSCar)
Expositor(a)s: Lorena Cândido Fleury UFRGS) , Luís Henrique Cunha (UFCG) , Rodrigo Constante Martins (UFSCar)

 


MR07 Antropologia das práticas de poder: novas e velhas assimetrias no Brasil democrático
Dia 23/10, terça-feira, das 8h30 às 10h30, sala 10 – Hotel Lopes

À medida que novas experiências democráticas se deparam e se articulam com formas mais antigas de governo, observa-se uma preocupação renovada com mediadores, participação, direitos e poder, em especial na interface entre movimentos sociais e formuladores de políticas públicas. Embora estas experiências fossem encontradas antes de 1980, o Brasil pós-constituinte tem se destacado na proliferação de espaços de participação social e de reivindicação de direitos nas interfaces entre instituições de governo e formas de articulação política. O objetivo da Mesa Redonda é refletir sobre os limites e possibilidades desses espaços a partir de três etnografias: da participação indígena nas políticas de saúde, da relação entre indígenas e profissionais de saúde nas aldeias; e entre movimentos sociais e a demanda por direitos específicos, enfatizando a reconfiguração das assimetrias de poder que surgem nas práticas de inclusão política. Pretende-se contribuir para a compreensão das ambiguidades dessas arenas que podem engendrar relações que não são nem objetivamente novas, nem efetivamente democráticas, mas ao mesmo tempo parecer potentes para renovar a democracia como forma de governo.

Coordenação: Carlos Guilherme Octaviano do Valle (UFRN)
Expositor(a)s: Carla Costa Teixeira (UnB), Carlos Guilherme Octaviano do Valle (UFRN), Cristina Dias da SIlva (UFJF),
Debatedor: Antonio Carlos de Souza Lima (UFRJ)

 


MR08 Burocracia e políticas públicas no Brasil
Dia 23/10, terça-feira, das 8h30 às 10h30, sala 7 – Hotel Glória

A Mesa busca dialogar com a produção nacional já consolidada sobre a burocracia, contribuindo para reflexões e agendas futuras de discussão sobre o tema e suas múltiplas interfaces com os processos de produção de políticas públicas. Pretende, assim, apresentar um panorama atualizado dos debates, refletindo sobre o Estado e suas ações o Brasil. Mais especificamente, tratará das seguintes questões: o debate teórico sobre burocracia e democracia, trazendo-o para o caso brasileiro; a relação entre burocracia, insulamento e governança democrática; a relação entre burocracia e desigualdades; e, por fim, o tema da accountability e dos controles da e pela burocracia no Brasil. Por meio desse debate, o objetivo é entender melhor o papel da burocracia nos processos de formulação e implementação das políticas públicas e no desenvolvimento da democracia brasileira.

Coordenador: Fernando Luiz Abrucio (FGV)
Expositor(a)s: Vanessa Elias de Oliveira (UFABC), Fernando Filgueiras (Enap), Roberto Dutra Torres Junior (UENF)




MR09 Capitalismo autoritário e questão agrária hoje
Dia 23/10, terça-feira, das 8h30 às 10h30, sala 8 – Hotel Glória

A mesa se propõe a discutir os conceitos de capitalismo autoritário e sistema de repressão da força de trabalho para entender algumas das transformações recentes ocorridas no meio rural brasileiro em que a acumulação dos grupos dominantes depende de uma espécie de "rentismo da economia", não apenas baseada na financeirização, mas também no acesso ao monopólio de terra ou de recursos naturais, o que é garantido pelo Estado. Logo, o poder de acessar o Estado é determinante para a estratégia destes diversos atores capitalistas. O enfoque do debate será sobre a construção de áreas consideradas como de "fronteira agrícola", pautando também uma reflexão em torno dos efeitos políticos promovidos pelo fortalecimento da economia do agronegócio na última década, tendo em vista as recentes mudanças regulatórias promovidas pelo governo atual no que tange à política agrária

Coordenação: Débora Franco Lerrer (UFRRJ)
Expositor(a)s: Lauro Mattei (UFSC), Guilherme Costa Delgado (IPEA), Otavio Velho (MN/UFRJ)




MR10 Capitalismo, (não) reconhecimento e as transformações atuais da sociedade
Dia 25/10, quinta-feira, das 8h30 às 10h30, sala 3 – Hotel Glória

Nesta mesa, nos propomos a discutir um aspecto central da teoria do reconhecimento, que ainda merece especial atenção: as diversas formas contemporâneas de negação do reconhecimento social como efeitos objetivos da especificidade da moralidade e da cultura do capitalismo contemporâneo. Nesta direção, a articulação entre os conceitos de capitalismo e negação do reconhecimento não se encontra totalmente resolvida na teoria social. A ideia de crítica social precisa considerar a reconstrução e atualização constante do conceito de capitalismo, em suas dimensões econômicas e morais, como uma tarefa central. Com isso, propomos uma discussão inicial que possa articular as ideias de "reconhecimento como ideologia" (HONNETH, 2010), "não reconhecimento", "negação do reconhecimento", "desreconhecimento" e "reconhecimento fake" como uma possibilidade de compreensão dos efeitos na experiência subjetiva produzidos pelos imperativos morais cada vez mais seletivos do capitalismo em sua forma atual.

Coordenação: Fabrício Barbosa Maciel (UENF)
Expositor(a)s: Sílvio César Camargo, Luiz Gustavo da Cunha de Souza (UFSC) e Fabrício Barbosa Maciel (UENF)
Debatedora: Patrícia Castro Mattos (UFSJ)

 


MR11 - Circulação Internacional de Intelectuais e da Produção Científica: Relações do Brasil com França, Alemanha e Estados Unidos
Dia 23/10, terça-feira, das 8h30 às 10h30, sala 9 – Hotel Glória

A presente proposta de mesa-redonda aborda as relações intelectuais internacionais pela perspectiva da história e da sociologia das ciências sociais, através da análise de três casos paradigmáticos de circulação internacional de intelectuais e da produção científica envolvendo o Brasil no século XX: o intercâmbio com a França (Consolim, 2017), a Alemanha (Muñoz, 2015) e os Estados Unidos (Carlotto, 2015; Carlotto & Garcia, 2015). O objetivo é olhar para as disputas propriamente cognitivas a partir de suas condicionantes sociais, em particular de ordem política (Hass, 1992; Dezalay & Garth, 2002; Guilhot, 2005; 2011), disciplinar e institucional (Charle, 1994), buscando entender as transformações dos padrões de internacionalização do conhecimento no período que abrange desde a véspera da Primeira Guerra até os anos que se seguem à Segunda Guerra Mundial.

Coordenação: Adriano Nervo Codato (UFPR)
Expositor(a)s: Marcia Consolim (UNIFESP), Maria Carlotto (UFABC), Pedro Muñoz (PUC-RIO)
Debatedor(a): Fabiano Engelmann (UFRGS)

 


MR12 - Cultura, poder e estratificação social
Dia 23/10, terça-feira, das 8h30 às 10h30, sala 11 – Hotel Lopes

Recolocando a pergunta feita por Pierre Bourdieu, relativa à homologia entre espaço social e espaço simbólico, a mesa visa contribuir para uma revisão crítica do arcabouço teórico-metodológico do autor. A pergunta que se coloca refere-se ao lugar ocupado pelo capital cultural nas dinâmicas de classe e estratificação no Brasil, ou seja, se hierarquias, pertenças e exclusões sociais são demarcadas por práticas culturais consideradas legítimas. A questão se justifica na medida em que processos sociais contemporâneos parecem fragmentar a relação entre cultura e classes sociais. A mundialização, a disseminação das TICs e a expansão do que se entende por cultura parecem ser elementos que complexificam o debate. Além disto, cabe indagar se em uma sociedade tão profundamente desigual como a brasileira, existiria um substrato comum mínimo a todas as classes que permitiria a legitimação de determinados gostos e práticas culturais a ponto de operarem como capital simbólico, a despeito das práticas diferenciais. Temas como as relações entre capital cultural, econômico e social, estilo de vida e consumo cultural, serão debatidos à luz das transformações sociais recentes ocorridas no Brasil.

Coordenação: Ana Lúcia de Castro (UNESP)
Expositor(a)s: Edison Ricardo Emiliano Bertoncelo (USP), Michel Nicolau Netto (UNICAMP), Maria Salete de Souza Nery (UFRB),
Debatedor(a): Maria Celeste Mira (PUCSP)

 


MR13 - Da dependência cultural ao cosmopolitismo periférico? 40 anos de Uma literatura nos trópicos, de Silviano Santiago
Dia 23/10, terça-feira, das 8h30 às 10h30, sala 4 – Anfiteatro Glória

Ao lembrar os 40 anos de publicação do livro Uma literatura nos trópicos (1978), de Silviano Santiago, no qual foi recolhido o influente ensaio “O entre-lugar do discurso latino-americano”, a mesa propõe o debate sobre tema ainda central também nas ciências sociais brasileiras: qual o lugar da produção cultural e intelectual brasileira (e latino-americana em geral) na dinâmica mundial? Trata-se, como se sabe, de problema central nas áreas do pensamento social, da teoria social, da sociologia do conhecimento e da sociologia da cultura, para citar as principais. Assim, a mesa propõe a revisão do debate interno nas ciências sociais a partir do confronto com a área interdisciplinar dos chamados “estudos culturais”, de que Uma literatura nos trópicos é livro fundante na América Latina.

Coordenação: Elide Rugai Bastos (UNICAMP)
Expositor(a)s: Lilia Schwarcz (USP), Wander Mello Miranda (UFMG), Maurício Hoelz (UFRJ)

 


MR14 - Drogas, saúde e ciências sociais: Aspectos políticos, morais e comportamentais
Dia 23/10, terça-feira, das 8h30 às 10h30, sala 13 – Hotel União

As ciências sociais vêm se dedicando nas últimas décadas a tecer importantes contribuições para os estudos da grande temática das drogas.A Sociologia e a Antropologia no Brasil, especificamente, têm dado grandes contribuições para compreender as relações que se estabelecem entre substâncias, indivíduos, práticas sociais e morais no entorno do que se classifica como drogas. Nesse sentido, dialoga com outros campos de produção de conhecimento como a biologia, a medicina e a psicologia.A proposta da mesa é debater como a análise sociológica e antropológica no Brasil vêm contribuindo para verificar a relação entre saúde, cuidado e políticas públicas no âmbito dos enfrentamentos morais que influenciam a abordagem das substâncias psicoativas. A mesa contará com três apresentações. Na primeira se discutirá as comunidades terapêuticas como modelo de cuidado.A segunda apresentação objetiva tratar a relação entre políticas de drogas com o incremento de um agravo importante à saúde, os homicídios no Brasil.A terceira apresenta abordará a questão das políticas de saúde no Brasil e o uso medicinal da maconha.

Coordenação: Paulo Fraga (UFJF)
Expositor(a)s: Marcelo da Silveira Campos (UFGD), Frederico Policarpo Mendonça Filho (UFF), Maria Paula Gomes dos Santos (IPEA)

 


MR15 - Estratégias de Reprodução Social das Elites no Brasil
Dia 23/10, terça-feira, das 8h30 às 10h30, sala 14 – Hotel União

tempos de crise política é pertinente refletir sobre as tentativas de perenização empregadas por agentes individuais e coletivos no espaço do poder, que envolvem lutas deflagradas tanto no plano mais amplo do espaço social do país – com a ativação de modalidades coletivas de gestão das mudanças toleradas (adaptações, reconversões, alianças, etc.) – como no plano mais específico, de preservação de patrimônios econômicos, sociais, políticos e simbólicos acionados por determinados grupos dominantes. As comunicações dos pesquisadores de diferentes áreas das ciências sociais, que examinam universos empíricos discrepantes e situados em distintos períodos históricos, indagam sobre: como determinados agentes conquistam notabilidades em variados e interseccionados domínios econômicos, políticos e culturais? E: de que modo há transmissão não só de espólios materiais e simbólicos, mas também de disposições compatíveis com determinadas atividades (apetências ou repulsas)? Nesta mesa, a ênfase recai sobre as estratégias de reprodução mobilizadas por "grupos familiares", cujos membros ocupam posições de destaque em diferentes segmentos de "elites".

Coordenação: Igor Gastal Grill (UFMA)
Expositor(a)s: Mario Grynszpan (UFF), Marcos Botton Piccin (UFSM), Rodrigo da Rosa Bordignon (UFSC)

 


MR16 - Experiências intelectuais negras em perspectiva transnacional
Dia 23/10, terça-feira, das 8h30 às 10h30, sala 15 – Hotel União

Em 2018 aniversariam-se 130 anos da Abolição formal da escravidão africana no Brasil. Um dos aspectos importantes deste fato é a consequente luta, no pós-abolição, pela vida material e simbólica da população negra. Desse aspecto da luta, não se podem esquecer o direito à memória, aos projetos futuros, revisões do passado. A experiência intelectual negra brasileira é um tema de pesquisa que vem sendo, nos últimos anos, sistematicamente debatida por diferentes ramos de conhecimento, em particular pelas Ciências Sociais e História. Ela tem composto um campo desafiador, seja pelas fontes de difícil acesso, pela invisibilização histórica de sua existência. Além de investigações sobre trajetórias e biografias, obras de autorias individuais, tem sido cada vez mais fecundo o debate sobre experiências coletivas e associativas de intelectuais negros afrodescendentes nacionais e suas conexões transnacionais. Propomos apresentar alguns desses debates, tratando de questões de solidariedade, associativismos de intelectuais negros e negras que refletiram sobre sua condição e experiência, pugilaram contra o racismo e a discriminação, formataram projetos de luta antirracista.

Coordenação: Valter Roberto Silvério (UFSCar)
Expositor(a)s: Flavia Mateus Rios (UFF), Mário Augusto Medeiros da Silva (UNICAMP), Matheus Gato de Jesus (USP)

 


MR17 - Feminismos e conservadorismo: a disputa pelo olhar das Ciências Sociais
Dia 23/10, terça-feira, das 8h30 às 10h30, sala 16 – Hotel União

No Brasil e na América Latina, vivenciamos o que tem sido considerado como uma "ofensiva conservadora e reacionária", que se estabelece em diferentes fronts e que compõe um quadro de disputas que envolvem visões de mundo e projetos sócio-históricos distintos. Há o crescimento de um discurso público que mobiliza uma concepção heteronormativa e patriarcal da ordem social, mas também desenvolvimento e alastramentos de grupos e discussões sobre sexualidades, corpo, autonomia, racismo e feminismos. Para além da disputa pública de sentidos, há uma série de medidas práticas que atestam uma agenda de retrocessos de direitos, e ainda, uma tentativa de deslegitimação dos campos de pesquisa ligados a gênero e sexualidade. O projeto de lei "Escola Sem Partido" e a centralidade da chamada "ideologia de gênero", na agenda de partidos e grupos declaradamente conservadores, são alguns exemplos. Percebemos aqui uma conexão com o acirramento da prática reacionária, que coloca a democracia brasileira em xeque. A partir disso, esta mesa constitui-se como um espaço de discussão entre acadêmicas feministas de diferentes perspectivas, num diálogo entre a Ciência Política e a Sociologia, principalmente.

Coordenação: Maria Ligia Ganacim Granado Rodrigues Elias (UnB)
Expositoras: Maria das Dores Campos Machado (UFRJ), Maíra Kubík Taveira Mano (UFBA), Marcela C. M. Amaral (UFG)
Debatedor(a): Viviane Gonçalves Freitas (UFMG)

 


MR18 - Foucault inédito: o surgimento tardio da História da Sexualidade 4
Dia 23/10, terça-feira, das 8h30 às 10h30, sala 17 – Hotel Caxambu

Após 34 anos de sua morte, Michel Foucault produz um fenômeno editorial poucas vezes visto no mundo acadêmico com a tão esperada publicação do volume 4 da História da sexualidade. Essa publicação ajuda a lançar luzes sobre o projeto do autor quando muda o curso da sua pesquisa anunciada em 1976, trazendo à luz, em 1984, os volumes 2 e 3 da História da Sexualidade, nos quais apresenta uma incursão pela Antiguidade Clássica (onde crava o marco zero de uma genealogia do sujeito moderno não mais pensada nos termos da relação entre saber e poder, como fizera em grande parta da década de 1970, mas por meio da correlação entre formas de subjetivação, práticas de governo e manifestação da verdade) e pela Antiguidade greco-romana para chegar finalmente aos primeiros séculos da era cristã no livro que acaba de vir a público. Essa publicação oferece ao leitor maior clareza quanto ao caminho genealógico que Foucault percorria para delinear os espaços e as possibilidades de liberdade dos sujeitos contemporâneos. O objetivo desta mesa redonda é o de discutir o alcance temático, conceitual e metodológico desse livro em face do conjunto da obra de Foucault.

Coordenação: Ana Lucia de Freitas Teixeira (UNIFESP)
Expositor(a)s: Philippe Chevallier (BnF), Luzia Margareth Rago (UNICAMP), Gilvanildo Oliveira Avelino (UFPB)
Debatedor(a): Marcos César Alvarez (USP)

 


MR19 - Governo e subjetividades no Brasil (1988-2018): olhares sobre nossa questão social a partir das margens do estado
Dia 23/10, terça-feira, das 8h30 às 10h30, sala 18 – Hotel Caxambu

A mesa pretende examinar a experiência brasileira nos últimos trinta anos, tomando como marco o aparecimento da Constituição Federal de 1988, para identificar continuidades e descontinuidades nas práticas de governo, produção de subjetividades e configurações do estado, efeitos de certa formulação de nossa questão social que se tornou possível naquele final de década. A mesa-redonda propõe, assim, que os participantes organizem suas apresentações em torno de dois eixos de questões: de um lado, um empírico, que implica na análise das linhas de força que se desdobraram de certa moral de estado presente na Constituição de 1988, cujo valor principal talvez resida na fórmula de “resgate da dívida social”; de outro, um eixo que podemos nomear como teórico-metodológico, que impele à reflexão sobre os diferentes referenciais mobilizados ao longo deste período para examinar os cenários que iam se delineando de modo mais ou menos claro e aqui nos interessa especialmente o esforço em sistematizar de modo mais preciso os ganhos analíticos de perspectivas que se localizam nas margens e que buscam, deste lugar, iluminar processos que estão no coração das transformações vividas.

Coordenação: Mariana Côrtes (UFU)
Expositor(a)s: Edson Miagusko (UFRRJ), Cibele Rizek (UFSCAR), Márcia Leite (UERJ)
Debatedora: Fabiana Jardim (USP)




MR20 - Ideologia de partidos políticos: a temática a partir de diferentes metodologias
Dia 23/10, terça-feira, das 8h30 às 10h30, sala 19 – Hotel Caxambu

Antes da ascensão do PT ao poder no executivo nacional, ainda nas eleições presidenciais de 2002, chamou atenção as coligações partidárias. Naquele momento, ficou patente que partidos, compreendidos como de ideologias díspares, estavam pondo de lado algumas crenças para alcançar o poder. Passou-se a questionar essas formações, uma vez que elas não apresentavam uma unicidade ideológica – o que, a princípio, deveria pautar tais decisões. Situações como a coligação "Lula Presidente" em 2002, que foi formada por diversos matizes, suscitaram um questionamento que requer maior aprofundamento do que aceitar o fato (lógico) de que os partidos buscam alcançar o poder. Tal situação ocorreu em diferentes eleições e níveis de disputa. Com isso, vimos surgir, no campo da Ciência Política, pesquisas que versam especificamente sobre a/s ideologia/s dos partidos políticos no Brasil. Retomar tal discussão e atualizá-la se faz necessário para compreender os cenários que se apresentam. Esta mesa busca, assim, apresentar diferentes metodologias para o estudo da ideologia dos partidos políticos no país. A multiplicidade de possibilidades mostra a amplitude do debate, sua relevância e atualidade.

Coordenação: Bianca de Freitas Linhares (UFPel),
Expositor(a)s: Marcia Ribeiro Dias (Unirio), Soraia Marcelino Vieira (UFF), Fernando Scheeffer (UDESC),
Debatedor(a): Rafael Machado Madeira (PUC-RS)

 


MR21 - Implementação de políticas e reprodução de desigualdades: o papel dos arranjos institucionais e suas dinâmicas relacionais
Dia 23/10, terça-feira, das 8h30 às 10h30, sala 20 – Hotel Palace

O objetivo da mesa-redonda é contribuir para o avanço da reflexão sobre as inter-relações entre processos de implementação de políticas públicas e reprodução (ou redução) de desigualdades. O foco analítico recai sobre os arranjos institucionais e as dinâmicas relacionais que eles conformam, ressaltando a complexa relação entre estruturas, regras e as formas como atores diversos se relacionam nos processos de execução de ações governamentais e serviços públicos. Considerando que essas configurações afetam diretamente as possibilidades de concretização e as feições específicas que políticas e serviços públicos adquirem no cotidiano, pretende-se indagar de que forma o (re)desenho e a operação de arranjos introduz riscos de reprodução de desigualdades nos processos de implementação? Por meio da apresentação e discussão de análises de arranjos institucionais e suas dinâmicas relacionais em políticas públicas de saúde, educação e assistência social, almeja-se sistematizar um conjunto de orientações teóricas e metodológicas para o aprofundamento de estudos que inter-relacionem a perpetuação (ou mitigação) de desigualdades sociais com as operações de implementação de políticas no Brasil.

Coordenação: Gabriela Spanghero Lotta (UFABC)
Expositor(a)s: Alicia Bonamino (PUC-Rio), Renata Bichir (EACH/USP e CEM), Roberto Pires (IPEA)

 


MR22 - Inovação social no Brasil: teoria e prática
Dia 23/10, terça-feira, das 8h30 às 10h30, sala 21 – Hotel Palace

Experiências de inovação social ampliam-se ao redor do mundo, entendidas como práticas voltadas para a criação de novas respostas aos problemas públicos, de forma colaborativa e inventiva, gerando novos processos, produtos, relações sociais ou padrões culturais para grupos, territórios e sociedades. Ao Norte, é vigorosa a produção de conhecimento sobre o tema. Ao Sul, mais especificamente no Brasil, multiplicam-se experiências socialmente inovadoras, mas análises no campo das ciências sociais são ainda incipientes. Esta mesa-redonda busca fomentar o debate sociológico brasileiro crítico e reflexivo sobre a inovação social através da apresentação das suas bases conceituais-analíticas e de experiências desenvolvidas no Brasil no âmbito das Universidades em conjunto com atores do ecossistema de inovação social (Observatório de Inovação Social de Florianópolis) e das políticas públicas (pesquisa realizada pela Secretaria Nacional de Articulação Social/ SNAS). Os produtos esperados são: (1) lançar luzes sobre limites e possibilidades do aporte da inovação social no Brasil atual; (2) contribuir para a conexão entre pesquisadores e redes de pesquisa ao Norte e ao Sul.

Coordenação: Adriane Vieira Ferrarini (UNISINOS)
Expositor(a)s: Lars Hulgaard (Roskilde university), Sergio Kelner Silveira (SNAS/SEGOV/PR), Júlia Furlanetto Graeff (UFSC)

 


MR23 - Intelectuais e agenda de pesquisa sobre a América Latina no Brasil: os dilemas da regionalização
Dia 25/10, quinta-feira, das 8h30 às 10h30, sala 24 – Pq. das Águas

A proposta objetiva trazer o debate acerca da agenda de pesquisa brasileira sobre a América Latina, com foco nos processos de integração regional. Propõe-se apresentar um balanço das contribuições teóricas de brasileiros desde as décadas de 1960 e 1970 chegando à produção contemporânea. Na contramão da invisibilidade da temática, é objetivo da mesa mapear a produção do conhecimento "sobre", "na" e "a partir da" América Latina no Brasil mediante o exame de: i) trajetórias intelectuais e perspectivas teóricas de expoentes do pensamento social latino-americano; ii) perfis das instituições acadêmicas que produzem e difundem conhecimento e informação sobre a América Latina no Brasil, suas agendas e abordagens; iii) tipos de produção acadêmico-científica das Ciências Sociais brasileiras com enfoque regionalista e suas conexões interinstitucionais na correlação com possíveis dimensões sócio-político-culturais-científicas de processos de integração regional; iv) correlações entre processos de ascensão e queda de governos de esquerda e a vitalidade do conhecimento sobre a região bem como impactos nos processos de integração e nas diferentes perspectivas latino-americanistas.

Coordenação: Adelia Maria Miglievich Ribeiro (UFES)
Expositor(a)s: Lília Gonçalves Magalhães Tavolaro (UnB), Wagner Tadeu Iglecias (USP), Adelia Maria Miglievich Ribeiro (UFES),
Debatedor(a): Flávia Lessa de Barros (UnB)

 


MR24 - Limites e possibilidades da ofensiva neoconservadora no Brasil e na América Latina
Dia 23/10, terça-feira, das 8h30 às 10h30, sala 3 Hotel Glória

Desde o final da primeira década do século XXI iniciou-se uma ofensiva neoconservadora na América Latina que se materializou nos golpes de Estado em Honduras e no Paraguai, em 2008 e 2012. Ela ganhou força com o isolamento da Revolução bolivariana na Venezuela, a derrota do Kirchnerismo na Argentina em 2015, o golpe de Estado no Brasil em 2016, e a eleição de Sebastian Piñera no Chile em 2017. A mudança de orientação dos governos brasileiro, argentino, paraguaio e chileno levaram à suspensão da participação destes países na UNASUL, iniciativa às quais se somaram Colômbia e Peru. Tais mudanças vêm afetando profundamente o equilíbrio de forças no Cone Sul, o alinhamento internacional da região, os projetos de integração e de desenvolvimento em curso, os compromissos democráticos assumidos desde o fim dos anos 1980, as formas de governo e os regimes políticos hegemônicos. Esta mesa dedica-se a analisar as causas internas e externas desta onda neoconservadora, o seu caráter, suas possibilidades e impactos na América Latina e especificamente no Brasil, em particular na sua institucionalidade democrática e padrões de desenvolvimento

Coordenação: Sedi Hirano (USP)
Expositor(a)s: André Vitor Singer (USP) Carlos Eduardo da Rosa Martins (UFRJ), Danilo Enrico Martuscelli (UFFS)




MR25 - Memória Social, Reparação e Justiça
Dia 25/10, quinta-feira, das 8h30 às 10h30, sala 23 – Pq. das Àguas

Esta Mesa-Redonda se propõe a discutir e refletir, de forma plural, o campo de análise, pesquisa e debate da temática da Memória Social e Coletiva frente às demandas contemporâneas sobre identidade, reparação, justiça e reconhecimento, trazendo para o debate trabalhos que versam sobre o papel das instituições, grupos e atores sociais que articulam nas suas diversas lutas sociais, em contextos históricos de alargamento dos vínculos e valores democráticos, mudanças de estratégias na publicização de suas reivindicações e na promoção de vínculos afetivos ou reações junto a cena pública. Além disso, busca-se refletir as novas abordagens teóricas e conceituais sobre o campo da Memória em um contexto mais amplo das lutas democráticas. Pensar como as reivindicações culturais, simbólicas e jurídicas são produzidas, rememoradas, disputadas, manipuladas, esquecidas e instrumentalizadas por grupos, instituições e atores sociais em arenas públicas cada vez mais difusas por conta nas novas mídias e redes sociais. E, de que maneira, estas reivindicações vêm acompanhadas de novas formas de percepção da relação entre espaço e tempo, e, consequentemente, da definição memória.

Coordenador: Myrian Sepúlveda dos Santos (UERJ);
Expositor(a)s: Rogério Ferreira de Souza (IUPERJ), Carlos Alfredo Gadea Castro (UNISINOS), Menara Lube Guizardi (CONICET/ IDAES-UNSAM),
Debatedor(a): Livio Sansone (UFBA)

 


MR26 - Mercantilização e militarização das grandes cidades brasileiras: um balanço de dez anos de megaeventos
Dia 23/10, terça-feira, das 8h30 às 10h30, sala 22 – Hotel Palace

Na última década, cidades brasileiras experimentaram o que tem sido chamado de era dos megaeventos, uma sequencia de cerimônias e espetáculos sinalizada por seus promotores como oportunidades de desenvolvimento urbano. Para além de “legados”, esta era teve impactos na gestão e controle da vida urbana, reconfigurando práticas e indicando certas tendências. As operações consorciadas entre setores públicos e privados, o uso ostensivo das Forças Armadas na segurança das cidades e os projetos de ocupação policial de territórios de pobreza, propalados pelas Unidades de Policia Pacificadora no Rio de Janeiro e replicados em outros estados e cidades, são exemplos desse modus operandi. Mais do que condições de possibilidade, a promoção da “paz” e a lógica das “parcerias” se consolidaram e dispersaram no horizonte das práticas de gestão das cidades, ao mesmo tempo desafiando as forças de resistência. Na perspectiva dessa mesa, os megaeventos no Brasil se articularam a uma reorientação das condutas, e precisam ser analisadas para uma reflexão sobre seus efeitos vindouros, persistidos apesar do encerramento desse ciclo. Esta é a proposta, e o desafio, dessa mesa-redonda.

Coordenação: Lia de Mattos Rocha (UERJ),
Expositor(a)s: Frank Andrew Davies (UFPE), Wellington da Silva Conceição (UFT), Monique Batista Carvalho (MDS)




MR27 - Mulheres africanas vistas por mulheres brasileiras
Dia 23/10, terça-feira, das 8h30 às 10h30, sala 12 – Hotel Lopes

A proposta da mesa é reunir pesquisadoras brasileiras com investigações e experiências em contextos africanos para refletir sobra a temática do feminino em diferentes cenários deste continente. Nosso interesse é colocar em perspectiva reflexões diferenciadas sobre a produção de conhecimento por e sobre mulheres em África, abordar aspectos como gênero, sexualidade, parentalidades, relações com o estado, identidade, entre outros; bem como refletir a partir de percursos de vida, biografias, trajetórias e memórias. A própria constituição da mesa traz em si um olhar comparado sobre e a partir de uma perspectiva feminina. Nessa troca de olhares, a mesa propõe colocar em debate as complexidades internas que envolvem as vidas, o cotidiano e o imaginário de mulheres africanas, pelo olhar de mulheres brasileiras que vem pesquisando no continente há mais de uma década.

Coordenação: Andréa Lobo (UnB)
Expositor(a)s: Laura Moutinho (USP), Patrícia Godinho Gomes (UFBA/POSAFRO), Luena Pereira (UFRRJ)
Debatedor(a): Juliana Braz Dias (UnB)

 


MR28 - Mulheres, violência e prisão
Dia 25/10, quinta-feira, das 8h30 às 10h30, sala 19 – Hotel Caxambu

A proposta desta MR é fortalecer as discussões que vêm sendo travadas nos campos da punição, da violência e das relações de gênero, lançando luz às dinâmicas sociais que interconectam as mulheres aos fenômenos da vitimização, da criminalidade e da punição. Tomando como referência o acentuado aumento do encarceramento de mulheres no país nas últimas décadas, a MR pretende discutir as iniquidades de gênero, raça e classe que marcam seus perfis e trajetórias dentro e fora do sistema (sobrerrepresentação de negras, baixa escolaridade, histórico de violência doméstica e familiar, prevalecente chefia de família e envolvimento subalterno no tráfico de drogas). No mesmo sentido, pretende discutir a relação entre o envolvimento criminal dessas mulheres e o sustento e a provisão materiais de si e de sua família, deslocando as representações dominantes sobre a criminalidade feminina. Por fim, busca-se debater a relação das mulheres com as instituições policiais e prisionais, desde a seletividade do controle aos percursos institucionais marcados por mecanismos de sujeição que acentuam a violência baseada no gênero.

Coordenadora: Alessandra Teixeira (UFABC)
Expositor(a)s: Christiane Russomano Freire (PUC-RS), Juliana Melo (UFRN)
Debatedor(a): Fernanda Emy Matsuda (UNIFESP)

 


MR29 - Novas e velhas direitas no Brasil: uma análise multidisciplinar
Dia 25/10, quinta-feira, das 8h30 às 10h30, sala 7 – Hotel Glória

Esta mesa recolhe uma visão poliédrica e analítica das direitas brasileiras. Começaremos falando dos intelectuais e instituições que produzem os conhecimentos que circulam no campo, passaremos, a continuação, a analisar a emergência de novos partidos conservadores, de diversas matrizes, durante os governos petistas, para acabar refletindo sobre as características e narrativas da "alternative rigth" e suas potencialidades políticas entre os democratas insatisfeitos. Esperamos que esta mesa ajude a entender um fenômeno que com frequência foi e continua sendo muito mal interpretado, que nos causa perplexidade, mas cuja importância na atual conjuntura não podemos mais negar.

Coordenação: Esther Solano Gallego (UNIFESP),
Expositor(a)s: Vera Alves Cepêda (UFSCar), Silvana Krause (UFRGS), Helcimara de Souza Telles (UFMG)

 


MR30 - O novo cenário para os estudos das Relações Raciais no Brasil Pós-Cotas: consequências, desdobramentos e desafios
Dia 25/10, quinta-feira, das 8h30 às 10h30, sala 10 – Hotel Lopes

A questão racial, uma das temáticas fundantes das modernas ciências sociais no país, tem passado por grandes transformações nas últimas décadas. Os debates gerados pela introdução das ações afirmativas, as mobilizações contra as discriminações desde os 1980, o aparecimento de um feminismo negro, os movimentos culturais de jovens negros das periferias, a judicialização de políticas anti-racistas, evidenciam que a discussão racial no Brasil é muito mais complexa do que há 30 anos atrás. Ações afirmativas, por exemplo, são. Desde os debates sobre aplicabilidade, ao longo dos anos 1990 até a lei de cotas em 2012, investigações foram produzidas a fim de avaliar possibilidades e eficácia, tornando o campo da educação, o campo preferencial de observação. Este novo cenário traz, novos desafios para o estudo das relações raciais cujos indícios podem ser observados em várias esferas da vida social. Assim, o objetivo principal dessa mesa é o de, a partir de perspectivas diferentes e complementares, ligadas às pesquisas e aos campos de saberes mobilizados pelos participantes da mesa, incitar discussões que possam ajudar a compreender as novas configurações da questão racial entre nós.

Coordenação: Angela Figueiredo (UFRB),
Expositor(a)s: Andrea Lopes da Costa Vieira (UNIRIO), Paulo Sérgio da Costa Neves (UFS), José Jairo Vieira (UFRJ)

 


MR31 - O STF na crise. A crise no STF.
Dia 25/10, quinta-feira, das 8h30 às 10h30, sala 8 – Hotel Glória

O Supremo Tribunal Federal se encontra no centro da crise de regime que assola o país. Tribunal constitucional, órgão de cúpula do Judiciário e instância de julgamento de altas autoridades, o STF se tornou o desaguadouro inevitável de conflitos políticos de máxima grandeza. A crise institucional que se seguiu às eleições de 2014, aos desdobramentos da Lava Jato e ao afastamento de Dilma Rousseff, alçou o STF à condição de árbitro das grandes contendas políticas, submetendo-o igualmente a pressões inéditas. Neste processo, o tribunal também expôs suas fragilidades internas, seja na forma pouco transparente mas estratégica de condução da pauta de julgamentos, passando pelo comportamento errático de seus ministros, até a inconsistência de suas decisões. Talvez não seja exagero afirmar que nunca o tribunal foi tão importante numa situação de crise, assim como nunca passou por uma crise interna tão séria quanto a atual. A MR pretende reunir pesquisadores dedicados ao estudo das instituições judiciais, que trabalham sob diferentes pontos de vista, a fim de propiciar uma análise acurada e um debate vigoroso acerca do STF na crise e da crise no STF.

Coordenação: Rogério Arantes (USP)
Expositor(a)s: Eloisa Machado (FGV-SP), Diego Werneck Arguelhes (FGV-Rio), Ligia Mori Madeira (UFRGS)
Debatedor(a): Andrei Koerner (Unicamp)

 


MR32 - Os usos sociais da casa e as “boas-maneiras de morar"
Dia 25/10, quinta-feira, das 8h30 às 10h30, sala 13 – Hotel União

A mesa congrega pesquisas de ciências sociais que tomam a casa como objeto de estudo e discutem as categorias de percepção social subjacentes ao ato de morar e aos esquemas de apreciação do espaço residencial. A análise dos usos sociais da moradia e das “boas-maneiras de morar” é uma área de pesquisa promissora no Brasil, onde os estudos que abordam direta ou indiretamente a arquitetura doméstica concentram-se nas propriedades formais e construtivas das edificações, priorizando as características intrínsecas e técnicas em detrimento das visões de mundo associadas à moradia, e das disputas pela definição legítima de habitação. Se, na trilha de Gilberto Freyre, há que se considerar a arquitetura à luz das exigências sociais do tipo de cultura em que emerge, trata-se de abordar a gênese social e as dimensões simbólicas dos modelos de habitação, e de discutir a apropriação diferencial das residências a partir das propriedades sociais dos habitantes. Priorizou-se, assim, nesta mesa, trabalhos atentos às mudanças nas concepções sobre a casa em suas relações com a experiência social, aos repertórios prescritivos do “bem-morar” e aos vínculos dos arquitetos com suas clientelas.

Coordenação: Camila Gui Rosatti (USP)
Expositor(a)s: Heloisa Pontes (UNICAMP), Carolina Pulici (UNIFESP), Louise Maciel (UFPE)
Debatedor(a): José Carlos Durand (FGV-SP, USP)

 


MR33 - Política científica, ciência militante: desafios contemporâneos dos estudos sociais das ciências e das tecnologias
Dia 25/10, quinta-feira, das 8h30 às 10h30, sala 11 – Hotel Lopes

De caráter eminentemente interdisciplinar, e habitado por profissionais das mais diversas áreas de formação (Filosofia, História, Economia, Engenharia, Sociologia, Antropologia, Física, Química, Biologia, Ciências da Informação) o campo dos “Estudos Sociais de Ciência e Tecnologia” tem reverberado e produzido, no universo das Ciências Sociais contemporâneas, discussões promissoras. Seja pela presença, não inocente, do adjetivo “social” na forma como congrega uma intenção analítica (“estudos”) com um universo de conhecimentos e práticas (“ciência”) que produzem “coisas” e ações técnicas (“tecnologia”). Seja pela aposta, que se torna evidente na forma como esse campo se nomeia, na tentativa de reconexão de esferas que imaginamos como separadas: Ciência e Tecnologia + Sociedade. Atualizando essa intenção de conectar - ou, de tornar mais evidentes as conexões entre - ciência e tecnologia aos arranjos socio-político-antropológicos que as constituem, propomos nessa mesa problematizar os desafios contemporâneos que envolvem pensar, no e a partir do Brasil, os processos de produção e circulação dos conhecimentos e de artefatos tecnocientíficos.

Coordenação: Guilherme José da Silva (UnB),
Expositor(a)s: Ivan da Costa Marques (UFRJ), Daniela Alves de Alves (PPGED), Leila Saraiva (UnB),
Debatedor(a): Daniela Tonelli Manica (UFRJ)

 


MR34 - Políticas de Inclusão: práticas, sentidos e efeitos
Dia 23/10, terça-feira, das 8h30 às 10h30, Sala 27 Câmara Municipal

Esta mesa visa refletir sobre projetos, programas e modos de intervenção destinados a "incluir" e inscrever determinados sujeitos e populações como alvos de atenção e de políticas públicas. Propomos três eixos de engajamento possíveis sobre o tema: o primeiro, que diz respeito às formas de "fazer" o Estado e as políticas públicas; o segundo, que se refere aos modos e sentidos da mobilização política de sujeitos e populações; e, por fim, o terceiro, que se interessa em debater os efeitos das práticas e políticas de inclusão. A partir das inspirações provenientes da Revista Horizontes Antropológicos n. 50, propomos prosseguir o debate, focando-nos em campos diversos de pesquisa: a economia moral da auditoria pública na construção das políticas de transparência e combate à corrupção" no Brasil, a relação entre memória, cidadania e pertencimento a partir dos movimentos em prol do direito ao voto estando-se fora do país, no Uruguai, e a construção performativa dos direitos a partir dos usos dos direitos humanos nas lutas por inclusão das pessoas em situação de rua e das pessoas com deficiência no Brasil.

Coordenação: Patrice Schuch (UFRGS)
Expositor(a)s: Simone Gonçalves Brito (UFPB), Silvina Merenson (IDAES/UNSAM-CONICET, Argentina), Patrice Schuch (UFRGS)
Debatedor(a): Claudia Lee Williams Fonseca (UFRGS)

 


MR35 - Políticas Públicas de diversidade na Educação
Dia 23/10, terça-feira, das 8h30 às 10h30, sala 6 – Hotel Glória

A mesa discute as propostas de pesquisas conduzidas com apoio do Edital DH e Educação (Edital CAPES
38/2017), desenvolvidas por equipes da UFMG, UERJ e UFSC e de pesquisa sobre a presença de professores negros nas universidades brasileiras. As questões da diversidade e dos direitos humanos se tornaram candentes no contexto atual de guinada conservadora da sociedade e política brasileiras. A despeito dessa nova realidade, inciativas de promoção da diversidade continuam a ser implantadas no sistema educacional brasileiro. Depois de anos de avanços das pautas de inclusão na educação superior, particularmente com a implantação de políticas de ação afirmativa, novas demandas por respeito à diversidade e aos direitos de grupos marginalizados na educação surgiram nas instituições de ensino, do fundamental à pós-graduação.

Coordenação: Miriam Pillar Grossi (UFSC),
Expositor(a)s: Rousiley Ceii Moreira Maia (UFMG), João Feres Júnior UERJ/IESP), Luiz Mello de Almeida Neto (UFG)

 


MR36 - Políticas públicas e desigualdades no Brasil do século XXI: transformações, inovações e continuidades (II)
Dia 25/10, quinta-feira, das 8h30 às 10h30, sala 9 – Hotel Glória

O objetivo da Mesa é discutir o impacto da ação estatal, por meio de diversas políticas públicas setoriais, sobre as desigualdades sociais e econômicas no Brasil do século XXI. Tendo como referência inicial as mudanças introduzidas pela Constituição Federal de 1988 e levando em consideração os legados das políticas e instituições do regime militar, serão analisadas não apenas algumas das principais transformações setoriais, mas também inovações e continuidades promovidas pelos distintos governos do período. A discussão estará centrada nas seguintes questões: até que ponto estas transformações tornaram as políticas mais redistributivas e combateram mais fortemente as desigualdades, influenciando os legados clássicos da centralidade estatal nas políticas e a cidadania regulada nas políticas sociais? Houve ruptura paradigmática nas políticas e em que momento?

Coordenação: Carlos Aurélio Pimenta de Faria (PUC-Minas)
Expositor(a)s: Marta Arretche (USP,CEM), Rebecca Abers (UnB), Eduardo César Marques (USP e CEM)

 


MR37 - Políticas públicas, meio ambiente e desenvolvimento
Dia 25/10, quinta-feira, das 8h30 às 10h30, sala 14 – Hotel União

A questão do desenvolvimento tem estimulado o debate acadêmico intenso desde o final da década de 1940, quando era sinônimo de progresso. Na década de 1980 ocorre o processo de transição à democracia, particularmente na Península Ibérica e na América Latina, o que imporá um novo padrão de ação do Estado chancelado por um conjunto de mecanismos de que começam a se organizar em molduras institucionais legítimas para a disputa e conclusão dos governos e dos programas. A 'questão ambiental' se consolida institucionalmente da a partir desse momento a partir do contributo de novos movimentos sociais, e de concepções teóricas e políticas que se articulam e contradizem com base nos mais variados interesses conceituais, econômicos e políticos nacionais e internacionais. No âmbito internacional, os países do centro do sistema econômico recomendam parcimônia no uso dos recursos naturais e, de outro lado, os países na periferia do sistema preconizam que o meio ambiente não deve limitar o desenvolvimento. Nesse sentido, analisar como os Estados tematizam e desenvolvem suas políticas públicas sobre o meio ambiente e o desenvolvimento é um debate completamente atual.

Coordenação: Fábio Fonseca Figueiredo (UFRN),
Expositor(a)s: Valeria Pereira Bastos (PUC-Rio), Roberto Eduardo Castillo Pizarro (IFGoiano), Eugênia Rosa Cabral (UFPA),
Debatedor(a): Hemerson Luiz Pase (FURG)


MR38 - Povos Indígena, Quilombolas e Comunidades Tradicionais e o não-reconhecimento pelo Estado
Dia 25/10, quinta-feira, das 8h30 às 10h30, sala 15 – Hotel União

O não-reconhecimento de povos indígenas, comunidades quilombolas e outras comunidades tradicionais pelo Estado é característica que marca a história do colonialismo e se tornou mais evidente nas últimas décadas, sobretudo em decorrência de pressões econômicas de grandes empresas interessadas em explorar os recursos naturais nos seus territórios, sendo um dos fatores que leva muitas dessas comunidades a reafirmar sua identidade étnica e exigir proteção. A bancada ruralista, no Congresso brasileiro, e a pressão de grandes empresas de mineração, construção de hidrelétricas e agronegócio visam enfraquecer os direitos dos povos indígenas, comunidades quilombolas e tradicionais, assegurados na Constituição Federal de 1988, com proposições legislativas como a PEC 215/2000. A questão do reconhecimento é tema de alta relevância neste momento histórico marcado por tentativas de desconstrução de direitos e deslegitimação de reivindicações das populações tradicionais.

Coordenação: Aderval Costa Filho (UFMG)
Expositor(a)s: Eliane Cantarino O’Dwyer (UFF), Andrea Zhouri (UFMG) Stephen Grant Baines (UnB)
Debatedor(a)a: Ana Flávia Moreira Santos (UFMG)

 


MR39 - Seria o Lulismo Populista?
Dia 25/10, quinta-feira, das 8h30 às 10h30, sala 18 – Hotel Caxambu

Esta proposta de mesa redonda tem dois objetivos principais. O primeiro é realizar uma discussão acerca do "lulismo", um fenômeno recente na política brasileira. O lulismo, de forma geral, pode ser caracterizado como um tipo específico de adesão popular a um líder político, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Tal fenômeno, sugere André Singer, teria iniciado ainda na presidência de Lula. Seus efeitos, como podemos perceber, perduram nos dias de hoje, impactando de tal forma a política brasileira a ponto de dividir o país – nos âmbitos eleitoral e extra eleitoral – entre lulismo e anti lulismo. O segundo objetivo desta mesa é posicionar o debate acadêmico sobre o lulismo desde uma perspectiva dos novos estudos sobre o populismo. Esses novos estudos, conduzidos por autores de distintas matrizes teóricas, tais como Margaret Canovan, Cas Mudde e Cristóban Kaltwasser e Ernesto Laclau, têm ressignificado o populismo, atribuindo-lhe novas e mais refinadas capacidades interpretativas que inexistiam nas primeiras formulações do fenômeno.

Coordenação: Mayra Goulart da Silva (UFRRJ)
Expositor(a)s: Mayra Goulart da Silva (UFRRJ), Joanildo Albuquerque Burity (FUNDAJ), Daniel de Mendonça (UFPel )

 


MR40 - Sociologia da Educação no Brasil: entre permanências e novos objetos
Dia 25/10, quinta-feira, das 8h30 às 10h30, sala 17 – Hotel Caxambu

A análise das tendências observadas nos últimos 15 anos em Sociologia da Educação é o foco do debate proposto. A educação constitui um objeto caro à Sociologia brasileira, apresentando um fluxo constante de produção acadêmica. Assim, a perenidade da área – expressa em levantamentos anteriores (Gouveia, 1989; Neves, 2002; Martins, 2002; Martins & Weber, 2010) ou na constatação de sua presença no conjunto da Sociologia, ela aparece como temática de trabalho predominante em 11% dos sócios da SBS (Dwyer et al., 2013) – significa forte indício da reflexividade necessária acerca de suas disposições recentes. Extrapolando a mera descrição do exame de artigos e livros publicados e papers apresentados na Anpocs, a discussão abordará os seguintes eixos: o primeiro relativo às mudanças morfológicas (expansão, ampliação de acesso e permanência no sistema de ensino) e sua relação com as desigualdades e, o segundo, as respostas dadas pelos especialistas ao processo de escolarização, sejam os estritamente acadêmicos, sejam atores que buscam influenciar as políticas educacionais (policy makers, dirigentes estatais ou do setor privado).

Coordenação: Carlos Benedito Martins - (UnB)
Expositor(a)s: Ana Paula Hey (USP), Ana Maria Fonseca de Almeida (UNICAMP),Carlos Benedito Martins - (UnB)

 


MR41 - Tecnologias que fazem a polícia : produção de verdade, segurança pública e o trabalho policial
Dia 25/10, quinta-feira, das 8h30 às 10h30, sala 16 – Hotel União

Embora não tenha grande visibilidade, a tecnologia constitui parte fundamental do trabalho da polícia. Seja na busca por indícios criminais, na produção de arquivos, de verdades documentais (reveladas/comprovadas por métodos científicos), ou permitindo novas formas de organizar as agências de segurança e ocupar o território urbano, a atividade policial é composta por um muitas tecnologias que se comunicam, entrecruzam e formam, junto com as pessoas que trabalham na e para a polícia, uma extensa rede cujo objetivo declarado é a produção da ordem urbana e da segurança pública. A mesa apresenta pesquisas sobre diferentes contextos nos quais inovações científicas e tecnológicas ganham centralidade (o que não significa que sempre cumpram suas promessas) nas tarefas de investigação ou de gestão e na segurança da população. Assim, a compreensão de como, sob quais premissas e a partir de quais interesses, são produzidas, adotadas e replicadas as tecnologias policiais é também entender como funcionam as instituições de segurança a partir de pontos fundamentais da sua prática diária, fundamentais na própria composição das instituições policiais, suas tarefas, limitações, falhas e desafios.

Coordenação: Bruno de Vasconcelos Cardoso (UFRJ),
Expositor(a)s: Flavia Medeiros Santos (UFF), Pierre Piazza (Université de Cergy-), Larissa Nadai (UNICAMP)



MR42 - Uma sociologia e antropologia da moral da “humanidade elástica”: plasticidade, ampliação e redução de estados de humanos e de não humanos
Dia 25/10, quinta-feira, das 8h30 às 10h30, sala 22 – Hotel Palace

Considerando a crescente visibilidade, no debate público, de operações críticas e morais que podem simultaneamente desumanizar humanos, humanizar animais e/ou qualificar uns e outros em um eixo humanização/desumanização, a mesa reúne pesquisadores cujos trabalhos empíricos se voltam para a compreensão de diferentes dimensões da construção moral da humanidade e das não humanidades. Partindo-se das problematizações ordinariamente realizadas por atores que humanizam/inumanizam/desumanizam certos seres, a mesa tem como objetivo propor uma análise sobre as consequências dessas qualificações no que tange às elaborações de problemas públicos e/ou de linguagens de direito e às atuais coordenações, levando a sério pressupostos de simetrização. Esta reflexão representa um importante desafio das ciências sociais, considerando os pesos dessas qualificações no tocante a formas políticas emergentes que parecem se orientar por, de um lado, uma redução do estatuto de humano de determinadas pessoas; por outro, pela relativização da distância entre não humanos e humanos, indistinguindo-se essas esferas da existência e contribuindo para a compreensão de uma sociabilidade cada vez mais fragmentada.

Coordenação: Jussara Freire (UFF)
Expositor(a)s: Gabriel Noel (IDAES/UNSAM), Ana Paula Perrota (UFRRJ), Cesar Pinheiro Teixeira (UFRJ)
Debatedor(a): Alexandre Werneck (UFRJ)

 


MR43 - Tributação e Desigualdade
Dia 25/10, quinta-feira, das 8h30 às 10h30, sala 21 – Hotel Palace

Qual o grau de concentração da renda pessoal e como se comportou recentemente? Estudos recentes, com o uso dos registros fiscais do IR, mostram o quão elevada é a desigualdade de renda e como benefícios e isenções no imposto sobre a renda reduzem significativamente o efeito redistributivo do Imposto de Renda. Quais as consequências para a política social desses achados? Que mudanças nos tributos podem ter impactos distributivos e na redução das desigualdades sociais? Quais os impactos da tributação diferenciada do capital e do trabalho? Essas questões tratam das dificuldades na construção de um sistema tributário redistributivo, com destaque para a resiliência dos mais ricos em reduzir a participação na renda.

Coordenação: Pedro Herculano de Souza (IPEA)
Expositores: Rodrigo Orair (IFI/IPEA), Marcelo Medeiros (IPEA), Rober Ávila (UFRGS)
Debatedor: Fernando Gaiger Silveira (IPEA)

 

 


 

SESSÃO ESPECIAL - SE

 

SE01 - Balanços Bibliográficos em Questão
Dia 25/10, quinta-feira, das 8h30 às 10h30, sala 4 – Anfiteatro Glória

Trata-se de propor um debate sobre a produção e a função dos balanços bibliográficos nos dias atuais. Desde que o gênero foi fundado com a função de difundir o “estado da arte” em uma área de pesquisa, houve inúmeras mudanças nas concepções sobre a forma e a função de um balanço bibliográfico na pesquisa científica. Em geral, espera-se que ele introduza os jovens pesquisadores ou os iniciantes num determinado campo de pesquisa a partir da explicitação e discussão crítica dos debates ou divergências entre os autores considerados referência em uma determinada área de pesquisa. Atualmente, observa-se uma mudança rápida na forma e talvez se possa dizer também na função dos balanços para a pesquisa científica. Se, inicialmente, os balanços bibliográficos recuperavam na revisão bibliográfica um escopo menor de autores e operavam uma leitura mais fina dos textos, nos últimos anos, observa-se que os balanços bibliográficos têm feito uso cada vez mais intensivo de métodos quantitativos e de programas informacionais para a construção do corpus documental – caracterizado consequentemente por um conjunto de autores/textos muito mais amplo. Trata-se de discutir o significado dessas mudanças para a produção do gênero, bem como sua função na pesquisa científica contemporânea.

Coordenação: Marcia Consolim (Unifesp)

Expositores:
Balanço bibliográfico tridimensional: mapa heurístico, acerto de contas e capital intelectual
Sergio Miceli (USP)

O autor e seus valores nos balanços bibliográficos
Luiz Fernando Dias Duarte (MN/UFRJ)

Tão longe, tão perto: a sociologia na Revista Brasileira de Ciências Sociais
André Botelho e Antônio Brasil Jr. (UFRJ)

A Ciência Política da América Latina: um estudo cienciométrico da estrutura e da dinâmica da disciplina hoje
Adriano Nervo Codato (UFPR)

 


SE02 - Reforma do Processo de Avaliação da Capes
Dia 24/10, quarta-feira, das 8h30 às 10h30, sala 1 – Hotel Glória

Coordenação: Fabiano Santos (IESP-UERJ)
Expositores: Luis Manuel Fernandes (PUC-Rio), Antonio Carlos Souza Lima (UFRJ), Marcelo Carvalho Rosa (UnB)

 


SE03 - Homenagem a Maria Lucia Montes
Dia 23/10, terça-feira, das 21h00 às 22h00, sala 8 – Hotel Glória

Coordenação: Emilia Pietrafesa de Godói (UNICAMP)
Expositore(a)s: Lilia Schwarcz (USP), Reginaldo Prandi (USP)

 


SE04 - Homenagem a Pierre Sanchis
Dia 23/10, terça-feira, das 21h00 às 22h00, sala 6 – Hotel Glória

Coordenação: Carmen Rial (UFSC)
Expositore(a)s: Otavio Velho (MN/UFRJ), Paula Montero (USP)

 


SE05 - Homenagem a Sergio Ferretti
Dia 24/10, quarta-feira, das 21h00 às 22h00, sala 6 – Hotel Glória

Coordenação: Ricardo Mariano (USP)
Expositore(a)s: Reginaldo Prandi (USP), Antonio Motta (UFPE)

 


SE06 - Homenagem a Paul Singer
Dia 24/10, quarta-feira, das 21h00 às 22h00, sala 8 – Hotel Glória

Coordenação: Adrian Gurza Lavalle (USP)
Expositores: Ruy Braga (USP), André Ricardo de Souza (UFSCar)

 


SE07 - Documentário Mundo da Vida – A Sociologia de Alfred Schütz  (dir. Hermílio Santos, 56’, 2018)
Dia 23/10, terça-feira, das 17h30 às 19h30, sala 5 – Hotel Glória


O documentário traz entrevistas sobre diferentes aspectos da obra de Alfred Schütz, dividido em quatro partes: na primeira, apresenta um resumo biográfico do autor; na segunda parte os entrevistados explicam as principais influências teóricas sobre sua obra; a terceira parte é dedicada a apresentar dois dos principais conceitos em sua teoria sociológica. Na última parte do filme, sociólogos apresentam como a obra de Schütz tem sido utilizada em pesquisas teóricas e empíricas. O filme é falado em sete línguas (alemão, inglês, espanhol, japonês, italiano, francês e português) e será exibido com legendas em português. Durante dois anos, o diretor entrevistou especialistas de vários países na obra de Alfred Schütz e realizou imagens em Viena, Nova York, Tóquio, Buenos Aires, Porto Alegre e São Paulo. O teaser do documentário está disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=QNvBbGyO-IU&t=4s O lançamento do documentário coincide com o lançamento, pela Editora Vozes, do livro "A construção significativa do mundo social - Uma introdução à sociologia compreensiva", de Alfred Schütz, com tradução do alemão de Tomas da Costa e com apresentação e revisão técnica da tradução de Hermílio Santos.

 


SE08 - Sobre o Museu Nacional
Dia 24/10, quarta-feira, das 21h00 às 22h30, sala 4 – Anfiteatro Glória

Coordenação: Miriam Pillar Grossi (UFSC)
Expositore(a)s: Carlos Guilherme octaviano do Valle (UFRN), Luiz Fernando Dias Duarte (MN/UFRJ)

 


 

SE09 - Sócio-história do campo científico no Brasil: uma abordagem de dados de biografias coletivas
Dia 23/10, terça-feira, das 20h30 às 22h30, sala 7 – Hotel Glória

Coordenação: Afrânio Raul Garcia Jr. (EHESS)
Expositore(a)s: Letícia Bicalho Canedo (Unicamp), Nicolas Isola (pós-doc Unicamp), Jefferson Alves (MAST), Sérgio Lamarão ( MAST)

 

 


SIMPÓSIOS - SP

SP01 - Simpósio de Conjunturas

1ª sessão: Conflitos
Dia 23/10, terça-feira, das 17h30 às 19h30, sala 4 – Anfiteatro Glória

Coordenação: André Botelho
Expositores: Angela Alonso (USP), Celi Regina Jardim Pinto (UFRGS), Lilia Schwarcz (USP)

 

2ª sessão: Justiça
Dia 24/10, quarta-feira, das 17h30 às 19h30, sala 4 – Anfiteatro Glória

Coordenação: Emilia Pietrafesa de Godoi (Unicamp)
Expositores: Sérgio Adorno (USP), Lia Zanotta Machado (UnB), Ana Lucia Pastore Schritzmeyer (USP)

 

3ª sessão: Eleições
Dia 25/10, quinta-feira, das 17h30 às 19h15, sala 4 – Anfiteatro Glória

Coordenação: Buno Spek (USP)
Expositores: Leonardo Avritzer (UFMG), Lucio Rennó (UnB), Luciana Veiga (UniRio)

 

 


 

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WS01- Fotografia e Contexto Social (IMS - Instituto Moreira Salles)
Dia 24/10, quarta-feira, das 17h30 às 19h30, sala 2 – Hotel Glória

Ministrante: Roberta Zanatta (Instituto Moreira Salles)

* A participação neste workshop é gratuita para interessados já inscritos no 42º Encontro Anual da ANPOCS. Vagas limitadas a 30 pessoas pré-inscritas pelo e-mail workshop@anpocs.org.br

Quando se olha para o passado, percebe-se que quanto mais longínquo ele é, menos recursos para sua compreensão temos. O que encontramos são fragmentos de organizações sociais e de modos de vida. Os documentos ajudam a compreender esse passado, mas também trazem dúvidas, pois muitas vezes encontram-se desordenados, com partes faltantes, esmaecidos. Muitas são as suas lacunas. No caso das fotografias, frequentemente não sabemos quem são os retratados e nem a qual contexto específico a imagem se refere, mas podemos iniciar o trabalho de identificação a partir de um detalhe arquitetônico, do modo de vestir, do tipo de comércio ou de outras características do tema fotografado.
À medida que esses documentos se tornam acessíveis em formato digital e on-line, tem-se um maior número de análises, identificações e reinterpretações. O que resulta em releituras não só dos documentos em questão, como da própria história e de seus desdobramentos sociológicos, políticos e antropológicos no contexto da época e dos costumes que retratam. Com esse processo de releitura dos documentos e sua consequente valorização como fonte de pesquisa palpável, pode-se dizer que estamos vivendo um momento no qual presenciamos uma mudança significativa na forma de pesquisar e produzir trabalhos que interpretem e reflitam sobre as sociedades. O objetivo deste Workshop é analisar fotografias do acervo do Instituto Moreira Salles para tentar compreender o contexto social no qual foram produzidas, possíveis intenções e interpretações.

 


WS02 - Introdução ao uso do Banco de Dados ( CIS - Consórcio de Informações Sociais)
Dia 23/10, terça-feira, das 20h30 às 22h30, sala 20 – Hotel


Os certificados deste curso serão emitidos pelo CIS após o evento. O controle será fgeito por lista de presença.