Programação Geral

Caras e caros colegas, bem-vindos!

Confira a Programação Geral do 43º Encontro Anual da ANPOCS no menu ao lado, ou acesse os cadernos de programação, conforme os links abaixo.


Caderno completo da programação

 

Caderno resumido da programação

 

Quadro geral de atividades

 


Fiquem atentas/os às atualizações da página!

 



Caras(os) colegas,

Esta mensagem de boas-vindas ao 43º Encontro Anual da ANPOCS, ao invés de, como em anos anteriores, anunciar a programação do evento, pontuará justamente a importância de sua realização, com a magnitude de costume, em um contexto sociopolítico e econômico muito adverso à ciência, em geral, e às ciências sociais, em particular.

Neste contexto, que inclusive será objeto de várias atividades do Encontro, a sua própria realização se viu ameaçada por cortes de verbas de agências que historicamente o financiavam e que também atingiram vários programas filiados, docentes, pesquisadoras(es) e estudantes. Portanto, e antes de mais nada, agradecemos a participação de todas(os), pois sem suas contribuições individuais o evento não se viabilizaria, bem como pedimos sua compreensão e solidariedade diante de algumas novas limitações logísticas.

Diante desse quadro, entendemos que, mais do que um Encontro de quatro dias, esta reunião deve ser um marco na afirmação da ANPOCS como associação estrategicamente articuladora das ciências sociais. Seu papel, além de propiciar um encontro anual, deve e precisa ser o de protagonizar trocas constantes entre a antropologia, a ciência política, a sociologia e áreas afins em prol de produções interdisciplinares cada vez mais intensas e qualificadas.

É nessa direção que a atual diretoria vem agindo, desde janeiro deste ano, não apenas no que diz respeito ao 43º Encontro – que se propõe mais inclusivo e acessível a colegas de regiões distantes do país e com perfis que historicamente dificultam seu acesso ao meio acadêmico –, como também no que se refere ao reforço da parceria com a ABA, ABCP, SBS e ao protagonismo dessas entidades na articulação com a SBPC, em audiências públicas no Congresso Nacional, em diálogo com diferentes organismos de financiamento e em diversas manifestações realizadas em defesa da educação e da ciência brasileiras.

Os tempos atuais nos exigem firmeza na defesa de direitos arduamente conquistados e frontalmente ameaçados. O empenho para, apesar dos muitos pesares, estarmos aqui reunidas(os), deve sinalizar a nossa resiliência, a nossa força e a nossa capacidade de lutar pela garantia desses direitos, especialmente no campo que diretamente nos compete: a pós-graduação e a pesquisa em ciências sociais.

Que este 43º Encontro Anual da ANPOCS seja, para todas(os) nós, um tempo de renovação de esperanças e de energias graças à solidariedade e aos diálogos que desenvolveremos ao longo da semana.

Novamente, sejam muito bem-vindas(os)!

A Diretoria

 

 


 

21 de outubro – segunda-feira (ida)

10h00    Saída do ônibus RJ3 em frente à Unirio – Av. Pasteur, 296 – Urca, Rio de Janeiro
11h00    Saída do ônibus RJ1 do Aeroporto Tom Jobim - Rio de Janeiro
12h00    Saída do ônibus RJ2 do Aeroporto Tom Jobim - Rio de Janeiro

10h00   Saída do ônibus USP - em frente ao portão 1 USP, Campus Butantã  – São Paulo
10h30   Saída do ônibus Cumbica 1 do Aeroporto de Guarulhos/SP
12h00    Saída do ônibus Cumbica 2 do Aeroporto de Guarulhos/SP
13h30    Saída do ônibus Cumbica 3 do Aeroporto de Guarulhos/SP
23h50    Saída do ônibus Cumbica 4 do Aeroporto de Guarulhos/SP (NOVO)

14h00    Credenciamento, Secretaria do Encontro – Hotel Glória
                Início da Feira de Livros, quadra de esportes – Hotel Glória
                Abertura das Exposições permanentes – Hotel Glória
20h30    Abertura oficial do 43º Encontro Anual da ANPOCS
               Cerimônia de entrega do “Prêmio ANPOCS de Excelência Acadêmica”
22h00    Lançamento coletivo de livros e revistas -Hotel Glória


22 de outubro – terça-feira (1º dia)

8h00 - 11h00        Seminários Temáticos (ST) 1ª sessão
8h30 – 10h30        Mesas Redondas (MR)
8h30 – 11h00        Simpósios Pesquisas Pós-Graduadas (SPGs)
9h00 – 10h30        Mostra de Filmes (MF), Atividades de Publicações (AP).
11h10 - 12h00        Conferência (CF)
12h10 - 13h00        Sessão Especial (SE)
12h10 - 14h30        Sessão de Cinema Especial (La Manuela)
13h00 – 14h00       Reunião Especial (RE)
13h00 – 14h30       Reunião Especial (RE)
14h00 – 17h00       Seminários Temáticos (ST) - 1ª sessão
14h30 – 17h00       Simpósios Pesquisas Pós-Graduadas (SPGs)
15h00 – 17h00       Mesas Redondas (MR), Atividade de Publicações (AP)
15h30 – 17h00       Curso (CS)
17h30 – 18h30       Conversa com a Autora (CA)
17h30 – 19h00      Atividades de Publicações (AP), Colóquio (CQ), Fórum(FR), Mostra de Filmes (MF), Sessão Especial (SE)
20h00 -  21h30      Simpósio Conjuntura (SP)

23 de outubro – quarta-feira (2º dia)

8h00 - 11h00         Seminários Temáticos (ST) 2ª sessão
8h30 – 10h30        Mesas Redondas (MR)
8h30 – 11h00        Simpósios Pesquisas Pós-Graduadas (SPGs)
9h00 – 10h30        Mostra de Filmes (MF)
11h00 - 12h00        Reunião Especial (RE)
12h00 - 13h00        Reunião Especial (RE)
12h10 - 13h00        Conferência (CF)
13h00 – 14h00       Reunião Especial (RE)
13h00 – 14h30      Reunião Especial (RE)
14h00 – 15h00      Atividade de Publicações (AP) - 100º Número da RBCS
14h00 – 17h00      Seminários Temáticos (ST) - 2ª sessão
14h30 – 17h00      Simpósios Pesquisas Pós-Graduadas (SPGs)
15h00 – 17h00      Mesas Redondas (MR)    
17h30 – 18h30      Conversa com o Autor (CA)
17h30 – 19h00      Atividades de Publicações (AP), Colóquio (CQ), Fórum(FR), Mostra de Filmes (MF), Simpósio (SP)
                                 Workshop (WS)
19h30 -  21h00      Atividade de Publicações (AP), Curso (CS), Sessão Especial    , Workshop (WS)


24 de outubro – quinta-feira (3º dia)

8h00 - 11h00        Seminários Temáticos (ST) 3ª sessão
8h30 – 10h30        Atividade de Publicações (AP) , Mesas Redondas (MR)
8h30 – 11h00        Simpósios Pesquisas Pós-Graduadas (SPGs)
9h00 – 10h30        Mostra de Filmes (MF)
11h10 - 12h00        Conferência (CF)
12h00 – 13h00      Reunião Especial (RE)
12h10 - 13h00        Conferência (CF)
13h00 – 14h00      Reunião Especial (RE)
13h00 – 14h30      Reunião Especial (RE)
14h00 – 15h00      Atividade de Publicações (AP) - 100º Número da RBCS
14h00 – 17h00      Seminários Temáticos (ST) - 3ª sessão
14h30 – 17h00      Simpósios Pesquisas Pós-Graduadas (SPGs)
15h00 – 17h00      Mesas Redondas (MR)    
15h30 – 17h00      Colóquio (CQ)
15h00 – 16h30      Atividades de Publicações (AP), Fórum(FR)
15h30 – 17h00      Colóquio (CQ)
16h00 -  17h30      Curso (CS)
17h30 – 18h30      Conversa com a Autora (CA)
17h30 – 19h00      Forum (FR), Colóquio (CQ), Sessão Especial, Simpósio (SP)
19h30    - 21h00    Assembleia Geral Ordinária da ANPOCS
22h30                      Baile de Encerramento
23h00                     Retorno do ônibus Cumbica 4 do Aeroporto de Guarulhos/SP (NOVO)


25 de outubro – sexta-feira (retorno)

12h00    Retorno ônibus RJ3 em frente à Unirio – Av. Pasteur, 296 – Urca, Rio de Janeiro
9h00       Retorno ônibus RJ1 do Aeroporto Tom Jobim (GIG) - Rio de Janeiro
9h30      Retorno  ônibus RJ2 do Aeroporto Tom Jobim (GIG) - Rio de Janeiro

10h00    Retorno ônibus USP - Campus Butantã  – São Paulo
  9h00     Retorno do ônibus Cumbica 1 do Aeroporto de Guarulhos/SP
  9h30    Retorno do ônibus Cumbica 2 do Aeroporto de Guarulhos/SP
10h00    Retorno do ônibus Cumbica 3 do Aeroporto de Guarulhos/SP

 

 


PRÊMIO ANPOCS DE EXCELÊNCIA ACADÊMICA
Dia 21/10, segunda-feira, às 20h30, sala 4 – anfiteatro Glória

Essa premiação é destinada a reconhecer colegas por suas contribuições acadêmicas, o impacto de sua des¬tacada produção intelectual, e por seu trabalho institucional em prol das ciências sociais.

Os nomes dos prêmios levam em consideração dois aspectos: a notável produção intelectual e a contribuição que fizeram ao desenvolvimento insti¬tucional da Anpocs.

Em sua última reunião na sede da Anpocs, em São Paulo, a Diretoria da Anpocs e o Comitê Acadêmico outorgaram os prêmios de 2018 aos colegas:

Prêmio Anpocs de Excelência Acadêmica Gilberto Velho em Antropologia
Agraciado: Luiz Fernando Dias Duarte (MN/UFRJ)
Apresentador: Roque Laraia (UnB, UCG)

Prêmio Anpocs de Excelência Acadêmica Gildo Marçal Brandão em Ciência Política
Agraciado: Charles Pessanha (UFRJ)
Apresentadora: Breno Bringel (IESP-UERJ)

Prêmio Anpocs de Excelência Acadêmica Antônio Flávio Pierucci em Sociologia
Agraciado/a: Silke Weber (UFPE)
Apresentador/a: Carlos Benedito Martins (UnB)

 

 

 



CONCURSO ANPOCS DE OBRAS CIENTÍFICAS E TESES UNIVERSITÁRIAS EM CIÊNCIAS SOCIAIS

A ANPOCS, tradicionalmente, premia com menção honrosa o melhor livro produzido nas ciências sociais no ano anterior ao evento, inscrito no concurso. Ao Comitê Acadêmico da Anpocs cabe a decisão sobre o melhor livro. Um júri composto de integrantes das três áreas das Ciências Sociais elege a melhor tese de doutorado e a melhor dissertação de mestrado previamente indicadas pelos programas de pós-graduação filiados. O processo todo é feito em etapas, com a ajuda de pareceristas ad hoc para a indicação dos finalistas. A reunião final para a escolha dos trabalhos vencedores é realizada durante o evento.

Divulgação do resutado durante a Assembleia Geral da ANPOCS
Dia 24/10 quinta-feira, às 19h30, sala 4 – anfiteatro Glória

 



CONCURSO ANPOCS DE FILMES E FOTOS

Destinado aos participantes das mostras de filmes e de fotografias do evento anual, o Concurso, instituído em 2016, tem o objetivo de premiar um participante de cada categoria. Os prêmios serão oferecidos pelo Instituto Moreira Salles. O júri será composto pelos integrantes da Comissão de Imagem e Som, por um representante da diretoria da Anpocs e por um representante do Instituto Moreira Salles. A reunião para a escolha dos trabalhos vencedores será realizada durante o evento.

Divulgação do resutado durante a Assembleia Geral da ANPOCS
Dia 24/10 quinta-feira, às 19h30, sala 4 – anfiteatro Glória

 


CONCURSO ANPOCS DE PAINÉIS

Desde 2014 é realizado o concurso a fim de premiar um painel (banner) de destaque em cada área das Ciências Sociais, dentre os apresentados no evento anual. Assim, cada coordenador(a) de ST indica o melhor de seu grupo.
Os três melhores trabalhos serão escolhidos, durante o evento, por uma Comissão previamente destacada para esse fim.

Divulgação do resutado durante a Assembleia Geral da ANPOCS
Dia 24/10 quinta-feira, às 19h30, sala 4 – anfiteatro Glória

 


 

CONFERÊNCIAS - CF

 

CF01 MICHEL BOZON (INED/Paris)

Apresentadora: Miriam Pillar Grossi (UFSC, Anpocs)
Dia 22/10, terça-feira, das 11h10 às 12h00, sala 5  – Anfiteatro Caxambu -  Hotel Glória

Título: As transformações resistíveis do gênero e da sexualidade. Uma reflexão entre Brasil e França

Trabalho há mais de 25 anos sobre sexualidade e gênero tanto na França como na América do Sul, especialmente no Brasil.  É incontestável que se produziu nos dois países uma ampliação dos horizontes de possíveis das mulheres e das minorias LGBT, mas as resistências à igualdade também estão revestidas de novas ex¬pressões, como outras formas de sexismo, pânicos morais, movimentos anti-gênero, o anti-aborto,  violências homofóbicas, que põem em evidência os limites das mudanças anteriores.  Nunca há progresso automático em termos de gênero e sexualidade.  
 
Michel Bozon é sociólogo, pesquisador sênior (directeur de recherche) do Institut National d’Etudes Démographiques (INED/Paris). Tem se dedicado aos estudos de gênero e à sociologia da sexualidade na França e na América do Sul. Publicou Enquête sur la sexualité en France (com Nathalie Bajos, La Découverte, 2008), Pratique de l’amour (Payot, 2016), Sociologie de la sexualité (quarta edição, Armand Colin, 2018)



CF02 LUENA NASCIMENTO NUNES PEREIRA (UFRRJ)

Apresentadora: Ana Lucia Pastore Schritzmeyer (USP, Anpocs)
Dia 23/10, quarta-feira, das 12h10 às 13h00, sala 4  – Anfiteatrol Glória - Hotel Glória

Título: Alteridade e raça entre África e Brasil: branquidade e descentramentos nas ciências sociais brasileiras

A partir da experiência de campo em Angola, busco problematizar a tradicional caracterização da antropologia brasileira – e por extensão das ciências sociais – como feita por “brasileiros” sobre o “Brasil”, refletindo sobre o novo perfil dos cientistas sociais, que tem se pluralizado nos últimos 20 anos, quanto ao pertencimento étnico, racial e de classe. Defendo a importância descentrar as ciências sociais neste contexto de crise, o que passa pelo reconhecimento e politização da branquidade hegemônica das ciências sociais como condição para sua revisão crítica.

Luena Nascimento Nunes Pereira é professora do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Formada em Ciências Sociais pela UFRJ, mestre e doutora em Antropologia Social pela USP, realiza pesquisa sobre Angola, identidade étnica e nacionalismo. Participou da fundação da Associação Brasileira de Estudos Africanos (ABE-África), publicou o livro Os Bakongo de Angola: Etnicidade, Política e Parentesco num bairro de Luanda. Também tem pesquisado e orientado sobre raça e interseccionalidade.



CF03 ANTHONY PEREIRA (Brazil Institute King's College London)

Apresentador: Renato Sergio de Lima (FGV-SP, Anpocs)
Dia 24/10, quinta-feira, das 11h10 às 12h00, sala 5  – Anfiteatro Caxambu - Hotel Glória

Título: Samuel Huntington, Brazilian “Decompression” and Democracy

The Harvard political science professor Samuel P. Huntington (1927-2008) was a leading theorist of the “third wave” of democratization. Some observers see his 1972 and 1974 visits to Brazil to advise the leaders of the authoritarian regime about “decompression”, or regime liberalization, as an important part of the third wave and the beginning of Brazil’s transition to democracy. This talk argues instead that Huntington’s commitment to democracy in this period was much weaker than most theorize. Elements of Huntington’s thinking revealed in his personal papers and in later publications remind us that commitments to democracy during the third wave were weaker than many believed, not only at the level of mass attitudes but also amongst intellectuals such as Huntington. This weakness has been revealed by the rise of nationalist-populist movements, politicians and discourse in many democracies in recent years.     

Anthony W. Pereira is a Professor and Director of the Brazil Institute at King’s College London. He has a B.A. in Politics from Sussex University and an M.A. and Ph.D. in Government from Harvard University. He has held positions at the New School for Social Research, the Fletcher School of Law and Diplomacy, Tulane University, and the University of East Anglia. His books include Ditadura e Repressão (Paz e Terra, 2010); (with Lauro Mattei) The Brazilian Economy Today: Towards a New Socio-Economic Model? (Palgrave Macmillan, 2015); and (with Jeff Garmany) Understanding Contemporary Brazil (Routledge, 2018).



CF04 MÁRCIA LIMA (USP)

Apresentador: Paulo Sergio Costa Neves (UFABC, UFS)
Dia 24/10, quinta-feira, das 12h10 às 13h00, sala 4  – Anfiteatro Glória - Hotel Glória

Título: Racismo, discriminação e desigualdades raciais: desafios da sociologia brasileira no contexto atual

O objetivo desta conferencia é discutir os desafios dos estudos sociológicos que tratam das questões raciais no Brasil. Para isso, será feita uma reflexão sobre o impacto das mudanças políticas, sociais e econômicas, ocorridas recentemente no país, nos rumos das desigualdades e das relações raciais.

Márcia Lima é professora do Departamento de Sociologia da Universidade de São Paulo (USP). É pesquisadora sênior do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) onde coordena o AFRO - Núcleo de Pesquisa e Formação em Raça, Gênero e Justiça Racial.

 

 


CONVERSA COM AUTORA E AUTOR - CA

 

CA01 –  Maria Rosario Carvalho (UFBA)
Dia 22/10, terça-feira, das 17h30 às 18h30, sala 2 – Hotel Glória
Apresentador: Antonio Carlos de Souza Lima (MN/UFRJ)


CA02 Sebastião Velasco e Cruz (Unicamp)
Dia 23/10, quarta-feira, das 17h30 às 18h30, sala 3 – Hotel Glória
Apresentador: Álvaro Bianchi (Unicamp)


CA03 – Vera Telles (USP)
Dia 24/10, quinta-feira, das 17h30 às 18h30, sala2 – Hotel Glória
Apresentador: Marcos César Alvarez (USP)

 


 

 


SESSÃO ESPECIAL - SE

SE01 50 anos da pós-graduação em Ciências Sociais no Brasil : IESP/IUPERJ
Dia 23/10, quarta-feira, das 19h30 às 21h00, sala 5 - Anfiteatro Caxambu - Hotel Glória

A moderna pós-graduação em Ciências Sociais começou a se consolidar no Brasil no final dos anos 1960. Criado em 1968, o Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS) do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro foi o primeiro curso de pós-graduação em Antropologia Social do país. No ano seguinte é fundada a primeira pós-graduação em Ciência Política do país, o Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ), na década seguinte a instituição adicionaria um programa de pós-graduação em Sociologia. Ambas instituições foram concebidas para integrar pesquisa científica e ensino de pós-graduação, algo inovador na tradição intelectual nacional. As apresentações desta mesa redonda refletem sobre a trajetória do IESP/IUPERJ, tanto do ponto de vista do contexto histórico e político quanto do epistemológico.

Coordenação: João Feres Júnior (IESP-UERJ)
Expositore/as:  Luiz Augusto de Souza C. de Campos (IESP-UERJ), Breno Bringel (IESP-UERJ)
Debatedora: Maria Regina Soares de Lima (IESP-UERJ)
    

SE02 50 anos da pós-graduação em ciências sociais no Brasil: o Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS)/Museu Nacional-UFRJ
Dia 23/10, quarta-feira, das 19h30 às 21h00, sala 4 – Anfiteatro Glória

A moderna pós-graduação em Ciências Sociais começou a se consolidar no Brasil no final dos anos 1960, ao longo do período mais repressivo do regime autoritário que se instaurou em meados da década, parcialmente na esteira do estabelecimento de condições para a expansão científico-tecnológica associada ao desenvolvimentismo com o seu corolário de grandes obras infraestruturais. Neste cenário, duas instituições fundadas no Rio de Janeiro se destacam pelo pioneirismo das iniciativas: o PPGAS/Museu Nacional – Universidade Federal do Rio de Janeiro (1968), e o Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ, hoje IESP/UERJ, 1969), voltando-se à conjugação entre pesquisa científica e ensino de pós-graduação. Seu surgimento refletiu os efeitos de confluência de processos entretecidos por agentes e agências públicos e privados, dentre os quais a discussão do lugar da formação de elites científicas, materializadas em documentos como o chamado Parecer Sucupira, de 1965, teve um papel de destaque. Celebrando o passado, pretendemos pensar o cenário presente e prospectar futuros possíveis para as ciências sociais no Brasil.

Coordenação: Antonio Carlos de Souza Lima (MN/UFRJ)
Palestrantes: Afrânio Raul Garcia Junior (IESP-UERJ), Jose Sergio Leite Lopes (MN/UFRJ),
João Pacheco de Oliveira (MN/UFRJ)
    

SE03  60 anos de A apresentação do self na vida cotidiana – a atualidade da sociologia de Erving Goffman
Dia 22/10, terça-feira, das 17h30 às 19h00, sala 3 – Hotel Glória

Em 2019, a publicação do primeiro livro de Erving Goffman, The presentation of self in everyday life, completa 60 anos. A data oferece uma oportunidade para rememorar a importância de Goffman para a sociologia e para demonstrar a atualidade de seu pensamento para o estudo dos problemas sociológicos contemporâneos. Com o objetivo de celebrar a data, a mesa redonda proposta irá promover uma discussão a respeito da importância desta obra de Erving Goffman a partir da análise e reconstrução de temas centrais do livro que permitem explorar seus desdobramentos para o pensamento sociológico e sua potencialidade para compreensão da vida social contemporânea. As comunicações que compõem essa mesa redonda se centram na análise de dois temas fundamentais do livro: o fracasso e a regionalização das performances em “fachada” e “bastidores”. Relacionados à metáfora dramatúrgica, esses temas remetem ao caráter necessariamente expressivo que Goffman atribui à vida social. As comunicações envolvem tanto a reconstrução teórica dessas noções quanto a reflexão sobre sua fecundidade para analisar temas da sociologia contemporâneos como a comunicação nas redes sociais e as relações de gênero.

Coordenação de Bruna Gisi Martins de Almeida (USP)
Palestrantes: Jordão Horta Nunes (UFG), Mauro Guilherme Pinheiro Koury (UFPB), Juliana Vinuto Lima (UFF)
Debatedor: Cesar Pinheiro Teixeira  (UFRJ)
    

SE04    Gilberto Velho hoje: contribuições e desdobramentos de sua obra para as ciências sociais no Brasil
Dia 24/10, quinta-feira, das 17h30 às 19h00, sala 9 – Hotel Glória

Tendo como base a trajetória intelectual do antropólogo Gilberto Velho (1945-2012), esta mesa visa refletir sobre as principais contribuições e desdobramentos de sua obra para os debates desenvolvidos nas ciências sociais contemporâneas. Velho foi uma personalidade central para a consolidação das humanidades no Brasil a partir dos anos 1970, sendo responsável pela orientação e formação de mais de cem alunos no âmbito do PPGAS/MN/UFRJ, além de ter ocupado importantes cargos institucionais como o de presidente da ANPOCS (1994-96) e da ABA (1982-84). Nesse sentido, esta mesa se constitui como uma homenagem póstuma a Velho mas, sobretudo, como uma tentativa de reflexão mais acurada sobre a construção do campo da Antropologia Urbana no Brasil, sobre o legado que o autor deixou para as ciências sociais brasileiras em geral e, principalmente, sobre a atualidade de sua obra, que segue inspirando novas gerações de pesquisadores. Assim, as apresentações da mesa versam sobre os arquivos pessoais de Velho recentemente depositados no CPDOC/ FGV, as aproximações do autor com o campo da filosofia bem como os desdobramentos na atualidade de seus estudos sobre o “comportamento desviante”.

Coordenação: Raphael Bispo dos Santos (UFJF)
Palestrantes: Sílvia Monnerat Barbosa (FGV-RJ), Isis Ribeiro Martins (UFRJ), Oswaldo Zampiroli Cerqueira (UFRJ)
Debatedora: Raquel Sant’Ana da Silva  (CEBRAP)


SE05    Pensando com Heleieth Saffioti: a mulher na sociedade de classes, cinquenta anos depois
Dia 22/10, terça-feira, das 17h30 às 19h00, sala 9 – Hotel Glória

"A Mulher na Sociedade de Classes: Mito e Realidade", de Heleieth Saffioti, é uma obra que marcou a história da sociologia brasileira. Revisitá-la, no cinquentenário da sua primeira edição como livro, permite avançar no entendimento das distintas formas de desigualdades que marcam a sociedade brasileira, consolidando o lugar longevo dos estudos de gênero nesta reflexão. Na mesa, três novas abordagens serão apresentadas e discutidas pela antropóloga Cecília Sardenberg (UFBA). Em “ "A Mulher na Sociedade de Classes': uma obra clássica da sociologia", Bila Sorj (UFRJ/IFCS) argumentará que podemos inserir essa obra na tradição de pensamento que se convencionou chamar “Sociologia Clássica”. Em " 'A mulher na sociedade de classes'. Inspirações e impactos internacionais", Helena Hirata (CRESPPA/CNRS) e Nadya Araujo Guimarães (USP/Cebrap), explorarão os diálogos entre mundos intelectuais na ciência social internacional, facultados por esse livro. Em “Um encontro inusitado entre Lélia Gonzalez e Heleieth Saffioti: mulheres negras na sociedade de classes”, Renata Gonçalves (UNIFESP) retomará os primórdios do feminismo negro no Brasil, à luz da leitura de Saffioti por Lélia Gonzalez.

Coordenação: Nadya Araujo Guimarães (USP)
Palestrantes: Bila Sorj (UFRJ), Helena Sumiko Hirata (CNRS), Renata Gonçalves (UNIFESP)
Debatedora: Cecilia Maria Bacellar Sardenberg (UFBA)    


SE06  Um clássico há 40 anos: Intelectuais e classe dirigente no Brasil (1920-1945), de Sergio Miceli
Dia 23/10, quarta-feira, das 19h30 às 21h00, sala 8 – Hotel Glória

Em 2019, o livro Intelectuais e classe dirigente no Brasil (1920-1945), de Sergio Miceli, completa 40 anos de sua primeira publicação, na prestigiada Coleção Corpo e Alma do Brasil, da editora Difel. Trata-se, possivelmente, de um dos últimos trabalhos resultantes de um regime de produção acadêmica no qual ainda era possível que as teses se tornassem “clássicos”.  Como se sabe, por um lado, o adensamento e a especialização da produção científica concorreram para que as “teses” perdessem crescentemente o peso que possuíam, tanto na carreira dos praticantes quanto em suas respectivas disciplinas e áreas de interlocução. Por outro lado, não são quaisquer circunstâncias que dão origem a “clássicos” e, caso uma obra/autor tenham a fortuna de alcançarem tal estatuto, como é o caso da obra em questão, a longevidade da/o mesma/o não está garantida. E, no entanto, a tese/livro de que se trata é investida de um vigor extraordinário, demonstrado por sua capacidade de suscitar controvérsias, desde sua publicação, e releituras, ao longo dessas décadas.

Coordenação:  André Pereira Botelho (UFRJ)
Palestrantes:
Afrânio Mendes Catani (USP): O ponto de vista de um participante
André Pereira Botelho (UFRJ): O ponto de vista do pensamento social
Lidiane Soares Rodrigues (UFSCar): O ponto de vista historiográfico
Maria Eduarda da Mota Rocha (UFPE):  O ponto de vista da sociologia da cultura


SE07 Sobre o livro “Uma grande viagem pela América Latina: invenção, reprodução e fundadores das ciências sociais" (no prelo da Editora da UFRGS)
Dia 22/10, terça-feira, das 17h30 às 19h00, sala 7 – Hotel Glória

O novo livro do Prof. Helgio Trindade, produzido após duas décadas de pesquisa, intitulado - Uma longa viagem pela América Latina: invenção, reprodução e fundadores das ciências sociais (no prelo da Editora da UFRGS).

Coordenação: Helgio Trindade (UFRGS)
Palestrantes: André Pereira Botelho (UFRJ), Maria Arminda Nascimento Arruda (USP), Maria Hermínia Tavares de Almeida (USP)


SE08 Homenagens In Memorian - Antropologia
Dia 23/10, quarta-feira, das 19h30 às 20h30, sala 7 – Hotel Glória

Mireya Suárez (NEPEM,UnB) – expositora: Lourdes Maria Bandeira (NEPEM,UnB)
Simoni Lahud Guedes (UFF) – expositora: Delma Pessanha Neves (UFF)
Custódia Selma Sena do Amaral (UFG) –  expositora: Izabela Tamaso (UFG)


SE09 Homenagens In Memorian: Ciência Política
Dia 23/10, quarta-feira, das 19h30 às 20h30, sala 9 – Hotel Glória

José Renato de Araújo (USP) - expositor: Wagner Mancuso (USP)
Reginaldo Moraes (Unicamp) - expositor: Álvaro Bianchi (Unicamp)


SE10 Homenagens In Memorian -  Sociologia
Dia 23/10, quarta-feira, das 19h30 às 20h30, sala 6 – Hotel Glória

Chico de Oliveira (USP) – expositor: Ruy Braga (USP)
Maria Isaura Pereira de Queiroz (USP) – expositora: Maria Arminda Nascimento Arruda (USP)
Maria Celia Paoli (USP) – expositor: Luiz Carlos Jackson (USP)
Otavio Soares Dulci (PUC Minas, UFMG) – expositor: Luis Flávio Sapori (PUC Minas)


SE11 Avaliação da CAPES nas áreas de Ciências Sociais
Dia 22/10, terça-feira, das 12h10 às 13h00, sala 4, Anfiteatro Glória – Hotel Glória

Coordenação: Bela Feldman- Bianco (Unicamp)
Palestrantes:  
Adriano Nervo Codato (UFPR) representante de Ciência Política/Relações Internacionais
Antonio Carlos de Souza Lima (MN/UFRJ) representante Antropologia
Marcelo Carvalho Rosa (UnB) representante Sociologia


SE12  Questões de Gênero: diálogos entre a comunidade e a ANPOCS
Dia 23/10, quarta-feira, das 19h30 às 21h00, sala 3 – Hotel Glória

Sonia Maria Araújo Messias (CRAS/CREAS de Caxambu)
Ana Lúcia Pastore Schritzmeyer (ANPOCS, USP)
Gabriela Rosa (ANPOCS, USP)
Heloísa Buarque de Almeida (USP)
Marilene Alberini (USP, Defensoria Pública de SP)


 

 


SIMPÓSIO - SP

 

SP01 Simpósio de Conjuntura
Dia 22/10, terça-feira, das 20h00 às 21h30, sala 4 – Anfiteatro Glória
Coordenação: Miriam Pillar Grossi (ANPOCS, UFSC)
Palestrantes: Carlos Benedito Martins (SBS, UnB), Flavia Biroli (ABCP, UnB), Maria Filomena Gregori (ABA, Unicamp)


SP02 Mulheres Deputadas (legislatura 2019/2022): trajetórias, desafios e perspectivas da participação das mulheres na política.
Dia 24/10, quinta-feira, das 17h30 às 19h00, sala 4 – Anfiteatro Glória - Hotel Glória
Coordenação: Flavia Biroli (UnB)
Palestrantes:
Áurea Carolina de Freitas e Silva (Câmara Federal)
Maria do Rosário Nunes (Câmara Federal)
Debatedora: Celi Pinto (UFRGS)


SP03  Ciências Sociais da Região Norte
Dia 23/10, quarta-feira, das 17h30 às 19h00, sala 7 – Hotel Glória

No simpósio deseja-se dar visibilidade, no interior da ANPOCS, ao que vem sendo feito no campo das Ciências Sociais na região Norte. Apresentar como as ciências sociais são ensinadas (graduação e/ou pós) nessas instituições e quais são os principais temas e desafios enfrentados pelos/as pesquisadores/as na consolidação das Ciências Sociais na região.

Palestrantes: Aline Barbosa (IFRO), Ed Carlos Guimarães (UNIFAP), Edna Maria Ramos de Castro (UFPA), João Batista de Jesus Felix (UFT), João Carlos Jarochinski Silva (UFRR), Luciana Carvalho (UFOPA)

 

 



MESAS-REDONDAS (MR)

 

MR01 1996 e 2014: Dois momentos da mobilidade social e da desigualdade intergeracional no Brasil.
Dia 22/10, terça-feira, das 8h30 às 10h30, sala7 – Hotel Glória

Por quase duas décadas, o IBGE não realizou pesquisas nacionais sobre mobilidade social e transmissão intergeracional da desigualdade no Brasil. A última havia sido a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 1996. Em 2014, o IBGE voltou a realizar uma pesquisa nacional com dados que permitem a análise da mobilidade social e da transmissão intergeracional da desigualdade socioeconômica, a PNAD-2014. Foi basicamente a partir de 2016 que os cientistas sociais começaram a se debruçar sobre esses microdados do suplemento sobre mobilidade social da PNAD-2014. Hoje, já há alguns trabalhos desenvolvidos que permitem um primeiro entendimento mais amplo das diferenças mais marcantes entre os dois pontos do tempo, 1996 e 2014. Esta mesa reúne cientistas sociais que desenvolvem análises de microdados da PNAD a partir de perspectivas socioeconômicas, sociopolíticas e sociodemográficas. Essas nuances permitirão uma análise ampla – com enfoques em elementos socioeconômicos, processos demográficos e interações com as políticas públicas – dos fenômenos da mobilidade social e da transmissão intergeracional da desigualdade no Brasil em 1996 e em 2014.

Coordenação: Jorge Alexandre Barbosa Neves (UFMG)
Palestrantes: Carlos Antonio Costa Ribeiro Filho  (IESP-UERJ), Luciana Conceição de Lima (UFRN), Flavio Cireno Fernandes (FUNDAJ)



MR02    A Nova Era dos Extremos: novas formas de populismo, extremismo e formação de identidades em perspectiva comparativa.
Dia 22/10, terça-feira, das 08h30 às 10h30, sala 8  – Hotel Glória

A mesa pretende estimular o debate e a análise da emergência de novas e exacerbadas formas de populismo, por meio de um diálogo crítico sul-sul tanto quanto sul-norte. Queremos pensar comparativamente, tanto com relação ao passado, investigando quanto e como estas novas formas de fazer política e os novos líderes que as caracterizam, inovam ou mostram elementos de continuidade com relação ao passado, assim como com relação a outros Países de Norte e, sobretudo, do Sul Global.

Coordenação: Livio Sansone (UFBA),
Palestrantes: Omar Ribeiro Thomaz (Unicamp), Laura Moutinho (USP), Cynthia Andersen Sarti (UNIFESP)



MR03    A regionalização da ciência política
Dia 22/10, terça-feira, das 8h30 às 10h30, sala 3 – Hotel Glória

A proposta desta mesa redonda é, por um lado, analisar o impacto das políticas de expansão do ensino superior sobre a interiorização da Ciência Política nas regiões Centro-Oeste e Norte (com recorte específico nos estados de Goiás, Amapá e Pará), e, por outro, discutir a própria episteme a partir de um contexto regional não hegemônico. A discussão é mediada pela relação estabelecida entre a atuação do Estado nestas unidades federativas e as possibilidades de alternativas para a superação do fenômeno das desigualdades regionais na periferia do Brasil. A discussão desta mesa redonda possui como itinerário analisar a Ciência Política em seu processo de interiorização ao longo do Século XXI, com foco nos elos estabelecidos com a dinâmica regional, a partir da relação do Estado com a formulação de políticas públicas para Amazônia, dos impactos gerados nesta região, principalmente balizados pelo programa do REUNI (Programa de Apoio a Planos de Expansão e Reestruturação das Universidades Federais) em contextos de assimetrias socioeconômicas.

Coordenação: Nírvia Ravena (UFPA),
Palestrantes: Ivan Henrique de Mattos e Silva (UNIFAP), Rafael Gonçalves Gumiero (UNIFESSPA), Gustavo Louis Henrique Pinto (IFG)
Debatedor: Jorgiene dos Santos Oliveira (UFOPA)



MR04    Abordagens sociológicas e relevância atual dos estudos sobre classes sociais
Dia 22/10, terça-feira, das 8h30 às 10h30, sala 9 – Hotel Glória

Nos dias atuais, o tema das classes sociais volta a ter indiscutível protagonismo. Tendências globais de fragmentação social, desproteção do trabalho, expansão do lumpenproletariado e expropriação territorial de comunidades, ao lado da crise generalizada de representação política, têm produzido acentuada polarização social. Com isso, levaram as análises de classes a readquirir relevância internacional na sociologia, à medida que focalizam os nexos estruturais entre desigualdades econômicas, políticas e culturais. Em consonância com esse cenário, além do incremento das pesquisas empíricas no Brasil, a reflexão teórica é fundamental. Nesse sentido, a mesa redonda se propõe a examinar os principais enfoques teórico-conceituais sobre classes sociais, considerando os movimentos de ascenso e refluxo dos estudos sobre classes e examinando as contribuições de referência nesse campo de estudos, sobretudo nas vertentes marxista, weberiana e bourdieusiana. Além disso, a mesa apresentará um panorama atual das abordagens sobre as classes no Brasil e identificará questões de atualidade em que os estudos sobre classes sociais se mostram indispensáveis.

Coordenação: Luiz Inácio Germany Gaiger (UNISINOS)
Palestrantes:  Nildo Silva Viana (UFG), Carlos Eduardo Sell (UFSC), Edison Ricardo Emiliano Bertoncelo (USP)   


 

MR05    Arte e distopia: a Sociologia da Cultura em tempos difíceis
Dia 22/10, terça-feira, das 8h30 às 10h30, sala2 – Hotel Glória

A ideia de distopia é o tema da mesa-redonda, que tem como proposta identificar, a partir de reflexões sobre a produção de bens de cultura, como o termo, próprio aos nossos tempos, pode ser lido em formas artísticas, literárias, imagéticas e sonoras. Notadamente, a temática não é nova nos campos das artes, da literatura e do cinema. Verificam-se, assim, modos pelos quais distopias se constituem como meios para a realização de obras bem como para análises de grupos sociais. Para tanto, serão enfatizadas leituras sociocríticas a pressuporem que elementos sociais se encontram nas (ou dentro das) próprias obras, mas podem ser igualmente observados como exteriores às mesmas, na contemporaneidade. Deste modo, considerando que expressões artísticas não são reflexos mecânicos da sociedade, mas modos de experimentação e construção de determinados contextos sociais, a distopia será debatida a partir de leituras plurais sobre artes plurais por pesquisadores da Sociologia da Cultura que refletirão sobre a atualidade de seu métier e as constantes crises do mundo empírico.

Coordenação: Eliska Altmann de Carvalho (UFRRJ)
Palestrantes: Enio Passiani (UFRGS), Mauro Luiz Rovai (UNIFESP), Sabrina Marques Parracho Sant Anna (UFRRJ)
Debatedora: Eliska Altmann de Carvalho (UFRRJ)


 

MR06    As ciências sociais ao sul: vozes insurgentes, debates emergentes
Dia 23/10, quarta-feira, das 15h00 às 17h00, sala 2 – Hotel Glória

As ciências sociais têm passado por um movimento complexo de revisitação de seus projetos originários, inextrincavelmente relacionados ao contexto da modernidade nascente nas metrópoles, que ocultavam de seus grandes tratados (de Mill a Marx; de Durkheim a Weber) o “fato total” do colonialismo, ratificando a negação da existência a imensos contingentes populacionais no planeta. O presente painel busca realizar um movimento dentro e através das ciências sociais, buscando pensar as possibilidades de diálogos ao Sul, partindo tanto de trabalhos teóricos quanto empíricos que se localizam nessa seara. Tais diálogos podem ser realizados tanto em relação a outras tradições intelectuais em termos transnacionais e nacionais, quanto dentro da própria polifonia existente nas ciências sociais situadas no Sul Global.

Coordenação: Amurabi Pereira de Oliveira (UFSC)
Palestrantes: Adélia Maria Miglievich Ribeiro (UFES), Amurabi Pereira de Oliveira (UFSC), Luciane Soares da Silva (UENF)


 

MR07    As ciências sociais brasileiras diante do retrocesso autoritário
Dia 23/10, quarta-feira, das 15h00 às 17h00, sala 1 – Hotel Glória

O Brasil vive um momento de erosão da democracia: crescente pressão social para impedir a expressão pública de determinadas posições, impossibilidade de diálogo entre diferentes, aparelho de Estado que age de forma cada vez menos disfarçada como guardião das hierarquias, acesso ao poder político de grupos comprometidos com a agenda do retrocesso e com a criminalização dos adversários. O cenário coloca múltiplos desafios para as ciências sociais, diretamente ameaçadas por projetos de cerceamento da liberdade acadêmica e de criminalização do pensamento crítico e pelo anti-intelectualismo ascendente. A mesa discute os dilemas que se colocam para as ciências sociais nestas circunstâncias. Como reagir à conjuntura sem que nossas agendas de pesquisa se tornem prisioneiras dela? Como combinar a intervenção mais contínua no debate público, que o momento exige, com o rigor científico próprio ao nosso exercício profissional? Como garantir a independência da reflexão acadêmica em momento de intensa polarização? Como equilibrar a defesa da autonomia universitária, da liberdade para ensinar e da pesquisa com as pautas gerais da democracia e com a solidariedade ativa aos grupos mais vulneráveis?

Coordenação: Luis Felipe Miguel (UnB)
Palestrantes: Adalberto Moreira Cardoso (IESP-UERJ), Isabela Kalil (FESP, Maíra Kubík Taveira Mano (UFBA),


 

MR08    As ciências sociais e os estudos sobre o turismo no Brasil: desafios, limites e possibilidades
Dia 23/10, quarta-feira, das 8h30 às 10h30, sala 6 – Hotel Glória

Os anos 2000 foram marcados por um esforço, da parte do Estado brasileiro, para implementar políticas governamentais visando a expansão do turismo. Um marco, neste sentido, foi a criação do Ministério do Turismo em 2003 e os Planos Nacionais, que criaram os parâmetros para uma política nacional de turismo com enfoque territorial. Esta iniciativa do Estado aconteceu via-à-vis com a expansão e a centralidade que o turismo ganhou na sociedade, impulsionado pela ampliação do acesso a bens e serviços para um número maior de pessoas. Soma-se a isto, a perspectiva de retornos político e econômico aos investimentos realizados pelo país na Copa do Mundo de 2014 e nas Olimpíadas de 2016. Estes eventos desencadearam dinâmicas sociais, políticas, culturais e econômicas que são sentidos até os dias atuais nos mais diversos âmbitos do mundo social. Apesar da importância econômica, política, social e cultural que o turismo alcançou nas últimas décadas, o fenômeno turístico tem sido pouco debatido nas ciências sociais. Esta Mesa Redonda tem como objetivo contribuir para o avanço dos estudos nesta área, reunindo pesquisadores que se dedicaram a pesquisar estes processos no período recente.

Coordenação: Carlos Alberto Steil (UNIFESP),
Palestrantes: Rodrigo de Azeredo Grünewald (UFCG), Álvaro Banducci (UFMS), Felipe José Comunello (UFRGS)


 

MR09    As ciências sociais podem ser medidas?
Dia 22/10, terça-feira, das 15h00 às 17h00, sala 4  – Anfiteatro Glória

É possível encontrar uma medida comum para avaliar o impacto da produção científica que englobe todas as Humanidades, as Ciências Sociais Aplicadas, as Ciências da Vida e as Exatas? Usualmente o Fator de Impacto de artigos científicos (IF JCR) é utilizado. Mas é a medida mais efetiva? Atualmente a CAPES está promovendo uma grande alteração nos parâmetros do Qualis Periódicos. A medida comum que deverá ser adotada é a medida de prestígio do periódico, o Scimago Journal Ranking (SJR), da Scopus. Que impactos isso terá na avaliação dos Programas de Pós-Graduação da área de Humanidades? Como medir impacto da produção acadêmica que não por meio do Fator de Impacto de artigos científicos (IF JCR)? E o que é e como medir o impacto social da produção das ciências sociais? Essas são questões centrais para o debate sobre o impacto das pesquisas em ciências sociais que a mesa “As ciências sociais podem ser medidas?” busca enfrentar.

Coordenação: Vanessa Elias de Oliveira (UFABC)
Palestrantes: Rita Barradas Barata (FCMSCSP), Adriano Nervo Codato (UFPR),  Marcelo Carvalho Rosa (UnB)


 

MR10    Ativismos feministas, política e poder
Dia 22/10, terça-feira, das 15h00 às 17h00, sala 3 – Hotel Glória
É crescente o interesse acadêmico pela temática de gênero, estudos raciais e política no Brasil. O pequeno número de mulheres e de negros que participam do processo decisório na arena governamental ou no Parlamento, levou pesquisadoras feministas a voltarem-se para essa temática apontando suas causas e apontando estratégias para mudanças. A diversidade teórico-metodológica e a pluralidade de temas são as marcas desses estudos.A Ciência Política tradicional costuma desconsiderar temáticas relacionadas ao feminismo, a sexualidade e a racialidade, expondo assim os limites desse campo acadêmico. Para ampliá-lo e fortalecê-lo como instrumento analítico faz-se necessário incorporar um olhar interseccional sobre os estudos de Gênero. É nesse contexto que propomos a Mesa Ativismos Feministas, Política e Poder com o objetivo principal de discutir os movimentos feministas e suas intersecções em relação à política partidária e sua interação com a área governamental. Através do diálogo entre a Ciência Política e a Sociologia acreditamos que a Mesa ora proposta trará elementos teóricos e práticos para uma reflexão sobre as lutas dos feminismos e seus desafios no contexto político atual.

Coordenação: Maria Lúcia Moritz (UFRGS),
Palestrantes: Lourdes Maria Bandeira (UnB), Carla Simara Luciana da Silva Salasario Ayres (UFSC), Ana Cláudia Lemos Pacheco (UNEB)
Debatedora: Teresa Sacchet (UFBA)


 

MR11    Conflitos e resistências em tempos críticos: antigas e novas ameaças aos povos indígenas, quilombolas e outras comunidades tradicionais
Dia 22/10, terça-feira, das 15h00 às 17h00, sala 1 – Hotel Glória

A mesa discute conflitos e resistências em tempos críticos para indígenas, quilombolas e outras comunidades tradicionais a partir de um contexto de invisibilização da questão agrária e legitimação do agronegócio, que recrudesceu as tensões e reorganizou as forças políticas na disputa em torno do mercado de terras e da regulação ambiental. Problematiza-se o processo de privatização do patrimônio público fundiário a partir do Programa Terra Legal (2009) e das recentes mudanças legislativas (Lei 13.465/2017), que favorecem a concentração desse ativo. Esta dinâmica vem se aprofundando a partir da influência da bancada ruralista, da concertação do agronegócio como um todo e das iniciativas de desregulação ambiental que favorecem a abertura dos territórios tradicionais para a produção agropecuária e a mineração. Serão apresentadas pesquisas de campo junto à bancada ruralista e às populações tradicionais, dentre as quais os Makuxi e Wapichana (RR), ameaçados pela expansão do cultivo da soja; os Waimiri-Atroari (AM/RR), atingidos pela hidrelétrica de Balbina e pela Mineração Taboca; além das comunidades desterritorializadas no contexto do desastre da SAMARCO (MG).

Coordenação: Stephen Grant Baines (UnB)
Palestrantes: Raquel Oliveira Santos Teixeira(UFMG), Caio Pompeia Ribeiro Neto (USP), Débora Franco Lerrer (UFRRJ),
Debatedor: Aderval Costa Filho (UFMG)


 

MR12    Crise do capitalismo, democracia e neofascismo no Brasil
Dia 22/10, terça-feira, das 15h00 às 17h00, sala 5  – Anfiteatro Caxambu -  Hotel Glória

Esta Mesa-Redonda tem por objetivo relacionar a atual fase do capitalismo à crise da democracia e ascensão da extrema-direita no Brasil. O objetivo é contribuir com as análises acerca da longa turbulência política pela qual passa o país. O pressuposto é que a atual fase do capitalismo, seus padrões de desenvolvimento, de acumulação e reprodução pemitem compreender as figurações contemporâneas dos conflitos distributivos entre as diferentes frações de classes, abrindo o caminho para o entendimento da conjuntura nacional. Trata-se de um esforço para juntar reflexões sobre a estrutura do capitalismo brasileiro com percepções de ordem conjuntural. A ênfase recai sobre a democracia e a emergência de possíveis tendências fascistizantes. Tal como em outros lugares do mundo, o neoliberalismo ortodoxo traz para o centro da disputa o combate às organizações das classes trabalhadoras e suas conquistas em termos de direitos sociais, políticos e econômicos.

Coordenação: André Vitor Singer (USP)
Palestrantes: Armando Boito Júnior (UNICAMP), Marcus Ianoni (UFF), Vladimir Ferrari Puzone (UnB)


 

MR13    Dependência e colonialidade no pensamento crítico latino-americano
Dia 23/10, quarta-feira, das 8h30 às 10h30, sala 1 – Hotel Glória

O objetivo da Mesa Redonda é fazer uma reflexão e balanço sobre as principais abordagens do pensamento crítico latino-americano, com atenção especial da assim chamada “teoria da dependência” (entre 1960 e 1970) e da “teoria da colonialidade” (entre 1990 e 2000). O debate centra-se na análise da trajetória e da produção intelectual de alguns autores – Florestan Fernandes (1920-1995), Theotonio dos Santos (1936-2018) e Aníbal Quijano (1930-2018) – que estabeleceram como tema chave as antinomias da modernidade latino-americana, bem como sua especificidade econômica, política, social, cultural e/ou ideológica. Através da tensão entre centro e periferia, desenvolvimento e subdesenvolvimento, colonialidade e modernidade; do diálogo com a tradição marxista; dos ciclos econômicos e das experiências políticas durante as últimas décadas, a produção intelectual das ciências sociais latino-americanas, tomando os três autores como exemplares, têm contribuído para a consolidação de formas genuínas de conhecimento de sua própria história a contrapelo das teorias eurocêntricas.

Coordenador: Sedi Hirano (USP)
Palestrantes:  Carlos Eduardo da Rosa Martins(UFRJ), Deni Alfaro Rubbo (UEMS),  Diogo Valença de Azevedo Costa (UFRB)
Debatedor: Sedi Hirano (USP)


 

MR14 (Des) Integração regional e lógicas nacionalistas: América Latina e Europa em perspectiva comparada
Dia 23/10, quarta-feira, das 8h30 às 10h30, sala 4 – Anfiteatro Glória
Os tabuleiros de xadrez do regionalismo europeu e latino-americano são distintos. Por um lado tem-se a existência de um projeto único que, até o Brexit, alarga-se dentro de uma dinâmica de vocação política e federalista, onde Estados-membros cedem, em muitos aspectos, parte de suas soberanias. Por outro, há uma pletora de iniciativas regionalistas voláteis que se sobrepõem e metamorfoseiam seus objetivos, onde Estados-membros agem dentro de uma estratégia cooperativa, mas essencialmente soberana. Assim, é provável que o significado de desintegração não seja o mesmo para os dois tabuleiros, posto que cada um deles está sujeito a processos distintos de integração. Contudo, isso não significa que, tomada as devidas precauções metodológicas, a União Europeia deva ser descartada como um referencial de mensuração. O objetivo desta Mesa Redonda é, usando a União Europeia como parâmetro comparativo, investigar como a matriz de arquitetura de integração regional da América Latina reage às forças de desintegração doméstica e sistêmica, concentrando-se especialmente no Mercosul e no Brasil, e dando atenção especial ao papel do nacionalismo nessas falências.

Coordenação: Marcelo de Almeida Medeiros (UFPE)
Palestrantes: Amâncio Oliveira (USP), Alexsandro Pereira (UFPR), Carlos Roberto Sanchez Milani (IESP-UERJ)
Debatedora: Janina Onuki (USP)


 

MR15    Dinheiro e política: a influência do poder econômico no Congresso Nacional
Dia 22/10, terça-feira, das 15h00 às 17h00, sala 6  – Hotel Glória

Esta Mesa reúne trabalhos desenvolvidos no âmbito do projeto "Dinheiro e política: a influência do poder econômico no Congresso Nacional", financiado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). O primeiro relaciona o financiamento eleitoral recebido por deputados federais com a pertença dos parlamentares a comissões temáticas permanentes da Câmara. O segundo investiga a influência de grupos de interesse no interior das comissões da Câmara, a partir de dados relativos à participação desses grupos em audiências públicas. O terceiro focaliza o efeito de uma decisão de 2015 do Supremo Tribunal Federal (STF), que vedou o financiamento empresarial no Brasil, por meio da comparação de dados relativos ao perfil, ao desempenho eleitoral e ao financiamento de candidatos que concorreram nas eleições municipais de 2008, 2012 e 2016 e nacionais de 2010, 2014 e 2018.

Coordenação: Wagner Pralon Mancuso (USP)
Palestrantes: Manoel Leonardo Santos (UFMG), Bruno Pinheiro Wanderley Reis (UFMG), Wagner Pralon Mancuso (USP
Debatedor: Acir dos Santos Almeida (IPEA)



MR16    Dos desastres do desenvolvimento ao desenvolvimento dos desastres
Dia 23/10, quarta-feira, das 8h30 às 10h30, sala 2 – Hotel Glória

Da perspectiva das Ciências Sociais os desastres são acontecimentos sociais trágicos, sejam quais forem os eventos físicos associados. O foco predominante sobre tais acontecimentos tem estado nos sentidos dramáticos que entrecruzam narrativas imagéticas e verbais dos participantes diretos da crise aguda, seja porque sofrem, são responsáveis ou porque estes mitigam aspectos de privação súbita, intensa e coletiva. Tão relevante quanto isso é o esforço de identificação e interpretação ampliada dos processos e das lógicas sociais subjacentes ao conjunto dos casos recentes, sobretudo num contexto em que estes se repetem preocupantemente, o que aponta para a face perversa do modelo de desenvolvimento associado a tais dramas. Propomo-nos a discutir três aspectos do problema desde o seu atrelamento à lógica de desenvolvimento ao seu desenrolar no nível local, referente: a) às vinculações socioeconômicas entre os desastres e seu modo de espraiamento espacial; b) ao processo centralizado de gestão de emergências; c) aos conflitos concretos e potenciais entre as práticas técnicas de alerta antecipado e os direitos essenciais do lugar.

Coordenação: Norma Valencio (UFSCar)
Palestrantes:  Ana Paula Baltazar dos Santos (UFMG), Marcos Mattedi (FURB), Norma Valencio (UFSCar)


 

MR17    Drogas: alguns efeitos da sua proibição
Dia 24/10, quinta-feira, das 15h00 às 17h00, sala 3 – Hotel Glória

Nos países em que são proibidos, a produção, a comercialização e o consumo de drogas disparam vários agenciamentos sociais, além da criminalização dos indivíduos engajados nestas atividades, promovendo sua fusão na categoria mais ampla de “classes perigosas”- grupos sociais considerados ameaçadores da ordem social. Na sociedade brasileira, estes segmentos são assim classificados, historicamente, também por força de atributos como renda (baixa ou inexistente), local de moradia (favelas e periferias) e cor de pele (preta ou parda). As representações sobre o indivíduo perigoso, entre nós, estão em grande medida associadas a estes atributos, e dispensam, muitas vezes, qualquer demonstração efetiva do poder ofensivo dos indivíduos representados. Os trabalhos reunidos nesta mesa redonda mostram, de forma bastante convergente, como estas representações movem o sistema brasileiro de justiça criminal nos processos referentes à Lei de Drogas. Construídos a partir de pesquisas sociológicas e antropológicas empíricas, eles apontam como esta Lei tem contribuído para a implementação do controle penal das “classes perigosas” nacionais.

Coordenação: Maria Paula Santos (IPEA)
Palestrantes: Maria Gorete Marques de Jesus (USP), Luzania Barreto Rodrigues (UNIVASF), Marcos Alexandre Verissimo da Silva (UFF)


 

MR18    Ecologia política da mineração: conflitos e desastres de norte a sul do Brasil
Dia 23/10, quarta-feira, das 15h00 às 17h00, sala 5, Anfiteatro Caxambu - Hotel Glória

Nos últimos anos, a expansão dos projetos de desenvolvimento tem sido responsável pela abertura de novas fronteiras minerárias e a sobrexploração em regiões onde a mineração se encontra consolidada no país. Tal contexto faz emergir conflitos e desastres, como aqueles sequenciais em Minas Gerais, Barcarena no Pará e no Bioma Pampa. Na perspectiva da Ecologia Política, a mesa pretende reunir análises da sociologia, da antropologia e da biologia com enfoque em diferentes regiões do país para debater as consequências do neoextrativismo que associa mineração, agronegócio e hidronegócio em torno de um modelo econômico que promete emprego e renda, mas cujo alcance ameaça, de fato, vidas e a sociobiodiversidade. Examinaremos os efeitos destrutivos para grupos locais (comunidades tradicionais,quilombolas e indígenas) e os arranjos e procedimentos institucionais desenhados com a finalidade de gerenciar os conflitos e os desastres decorrentes da mineração. A proposta objetiva debater a produção socio-política da vulnerabilidade social e ambiental nos contextos das fronteiras minerárias e a flexibilização das leis ambientais com o consequente desmanche do sistema regulatório em curso no país

Coordenação: Andréa Zhouri (UFMG)
Palestrantes: Edna Castro (UFPA), Sérgio Botton Barcellos (FURG/UFPel); Andréa Zhouri (UFMG)
Debatedor: Henri Acselrad (UFRJ)


 

MR19    Elites jurídicas no regime democrático: ativismo, reconversões políticas e corporativas
Dia 24/10, quinta-feira, das 15h00 às 17h00, sala 5 - Anfiteatro Caxambu - Hotel Glória

A mesa redonda pretende discutir a trajetória das elites jurídicas na política brasileira no período pós-regime militar. A proposta contempla dois objetivos centrais. O primeiro consiste em contribuir para um balanço teórico-metodológico dos estudos que enfocam o recrutamento e a formação das elites jurídicas e a relação dessa dimensão com os processos decisórios e os marcadores da identidade corporativa e ativismo político. O segundo objetivo consiste em contribuir para a análise dos cenários mais recentes do ativismo político das elites jurídicas e seus limites e possibilidades na democracia brasileira.

Coordenação: Fabiano Engelmann (UFRGS),
Palestrantes: Cristiana Losekann (UFES), Fernando de Castro Fontainha (IESP-UERJ), Frederico Normanha Ribeiro de Almeida (UNICAMP)


 

MR20    Emprego ou direitos? As novas agendas de pesquisa em Sociologia do Trabalho
Dia 23/10, quarta-feira, das 8h30 às 10h30, sala 7 – Hotel Glória

Nos últimos anos, a tradicional associação entre emprego e direitos vem sendo substituída pela antinomia “emprego OU direitos”. O discurso que buscava legitimar a Reforma Trabalhista de 2017, e que tem sido sustentado pelo atual governo, é pautado no argumento de que o “excesso” de direitos sociais e trabalhistas seria um obstáculo ao crescimento econômico e à diminuição do desemprego. Assim, atividades pouco protegidas ou marcadamente informais passam a ser vistas como positivas e desejadas, entendidas como “oportunidades” por indivíduos sempre estimulados a assumirem um comportamento empreendedor. Em um contexto de transformações organizacionais e inovações tecnológicas, surgem novas ocupações e formas de produzir e de trabalhar, mudanças na relação entre capital e trabalho e nas identidades. Diante disso, as formas de resistência individuais e coletivas passam a ser, cada vez mais, desafiadas. Em um mundo do trabalho em constante transformação, esta mesa propõe-se a refletir sobre essas e outras questões urgentes e emergentes, a partir de novas agendas de pesquisa centradas nos temas da tecnologia, das formas de ação coletiva e da relação entre trabalho e desenvolvimento.

Coordenação: Jacob Carlos Lima  (UFSCar),
Palestrantes:  Aline Suelen Pires (UFSCar), Maurício Rombaldi (UFPB), Rodrigo Salles Pereira dos Santos (UFRJ)
Debatedor: Roberto Veras de Oliveira (UFPB)



MR21    Figuras do regresso: fascismo é conceito válido para pensar o Brasil hoje?
Dia 22/10, terça-feira, das 8h30 às 10h30, sala 4 – Anfiteatro Glória

Há quase cinco anos, o Brasil ingressou em período conturbado ao longo do qual crise econômica e política se combinaram para provocar grandes mudanças socioeconômicas e sérios abalos institucionais. A partir da recessão de 2014, a taxa de desemprego se eleva, a participação da indústria cai, enquanto assistimos à desarticulação de políticas sociais, à escalada de tensões entre os poderes da República e à profunda a degradação na qualidade do debate público e nos padrões de convivência política. O estudo das interconexões entre esses processos continuará desafiando a análise política e social. O objetivo desta mesa é mais modesto. Pretendemos refletir sobre o valor de categorias analíticas que têm sido sugeridas para a caracterização da dimensão política desse macroprocesso. Particularmente, a sessão visa refletir sobre a contribuição do conceito de fascismo para se entender o Brasil hoje. Assim, as análises visam repensar a problemática à luz das realidades contemporâneas da geopolítica internacional, do extremado protagonismo judicial e de imposição de narrativas por parte dos monopólios de comunicação.

Coordenação: Maria Rita G. Loureiro Durand (FGV-SP)
Palestrantes:  Sebastião Carlos Velasco e Cruz (UNICAMP), Laurindo Leal Filho (USP),
Marcio Sotelo Felippe (PGE)
Debatedora: Walquiria Domingues Leão Rego (CEDEC)


 

MR22    Greves de canavieiros e metalúrgicos: memória e futuro
Dia 23/10, quarta-feira, das 15h00 às 17h00, sala 6 – Hotel Glória

Ao fazer uma análise comparativa dos ciclos de greves promovidos por metalúrgicos de São Paulo capital e do ABC e por canavieiros de Pernambuco na virada dos anos 70 para os anos 80, esta mesa reúne os achados parciais de um projeto de pesquisa para coloca-los em debate. A bibliografia sobre o sindicalismo dos metalúrgicos do ABC e de São Paulo é extensa, mas não se pode dizer o mesmo dos estudos sobre o movimento dos canavieiros; o que suscita a necessidade de estudos comparativos entre esses dois ciclos de greves. Também constitui nosso objetivo não somente uma análise da memória desses movimentos recorrendo às trajetórias de vida de seus participantes, mas também observar que recepção tem tal memória pelas gerações seguintes. Dentre os temas apresentados pelos palestrantes estão a participação das mulheres na militância, o papel de organizações de base nas greves de 1978 e 1979 em São Paulo; a importância da federação e da confederação nos movimentos dos canavieiros; o impacto do ciclo de greves no encaminhamento do processo político da redemocratização; as dificuldades e potencialidades de articulação de greves unificadas em vastos territórios e grandes categorias.

Coordenação: Jose Sergio Leite Lopes (MN/UFRJ)
Palestrantes: Roberto Veras de Oliveira (UFPB), Marilda Aparecida de Menezes (UFABC), Jaime Santos Junior (UFPR),
Debatedor: Murilo Leal Pereira Neto (EPPEN)


 

MR23    Internet, desinformação e redes sociais online: da esperança à distopia
Dia 23/10, quarta-feira, das 15h00 às 17h00, sala 7 – Hotel Glória

A mesa tratará do cenário atual das redes digitais no Brasil e no mundo. As perspectivas democratizantes contidas na comunicação distribuída apresentadas por inúmeros pesquisadores (Castells, 2005; Levy, 2010; Benkler, 2006) estão sendo anuladas pela presença de processos de desinformação em escala, pelo crescente domínio das plataformas que concentram a atenção de milhões de pessoas e retomaram a verticalização comunicacional, características dos oligopólios da comunicação de massas, bem como pelo surgimento de um grande mercado de dados pessoais gerenciados por algoritmos que culminam em uma economia da vigilância (Zuboff, 2019; Silveira, 2017; Srnicek, 2017). A mesa, também tratará dos ataques à governança da Internet no Brasil praticados pelo atual governo e por corporações interessadas em alterar importantes conquistas consolidadas pelo Marco Civil da Internet, tais como, a neutralidade da rede e o modelo multissetorial de governança. A centralidade da Internet e das tecnologias digitais na sociedade contemporânea impõem uma agenda crítica para as Ciências Sociais no estudo das transformações nas dimensões econômica, sociais, políticas e culturais.

Coordenação: Claudio Luis de Camargo  Penteado (UFABC),
Palestrantes: Tanara Lauschner (UFAM), Marcos Dantas Loureiro (UFRJ), Sergio Amadeu da Silveira (UFABC)


 

MR24    Justiça e Segurança Pública sob o Bolsonarismo
Dia 24/10, quinta-feira, das 8h30 às 10h30, sala 4 – Anfiteatro Glória

O objetivo da mesa é realizar um primeiro balanço da experiência das instituições de Justiça e de Segurança Pública sob a égide do bolsonarismo. Responsáveis por fazer avançar o combate à corrupção e ao crime organizado nos últimos anos, mas também desafiadas a enfrentar os graves problemas da segurança pública neste período, tais instituições se veem agora diante de iniciativas que desafiam os ideais de 1988 e adotam uma nova visão da ordem pública e social. Instituições e políticas erguidas ao longo dos anos 1990 e 2000, nos campos da Justiça e da Segurança pública, têm sido postas à prova. Na encruzilhada em que se encontram, entre os princípios constitucionais de 1988 e a nova ideologia que ascendeu ao poder, como têm reagido tais instituições? Afinal, têm atuado como estribo ou freio no contexto dessa nova cavalgadura?

Coordenação: Rogério Bastos Arantes (USP)
Palestrantes: Ligia Mori Madeira (UFRGS), Rodrigo Ghiringhelli de Azevedo (PUC-RS), Fabio José Kerche Nunes (FCRB), Rogério Bastos Arantes (USP)



MR25    Limites e instabilidades de "família": uma categoria sob problematizações etnográficas e políticas
Dia 23/10, quarta-feira, das 15h00 às 17h00, sala 3 – Hotel Glória

O objetivo desta mesa-redonda é discutir definições, configurações e limites da categoria “família” a partir de perspectivas etnográficas e políticas. Tematizada desde o surgimento das ciências sociais em geral e da antropologia em particular, a categoria “família” se constitui ora como conceito ora como termo descritivo de relações e agrupamentos orientados por relações de parentesco, bem como por outras relacionalidades, iluminando diversos fenômenos e configurações sociais. Nos últimos anos, tem havido um interesse analítico renovado por temas em torno dessa categoria, ao mesmo tempo em que ela permeia debates na esfera pública, bem como ações estatais. A relevância desta mesa, portanto, se justifica por uma crescente centralidade da categoria "família" não só analiticamente, como também em políticas públicas, nas arenas econômicas de mercado, disputas jurídicas e nos debates políticos contemporâneos opondo e articulando múltiplas moralidades, categorizações e intersecções. Espera-se estabelecer um momento de reflexão de uma categoria conceitual e empírica tão importante e necessária à compreensão e ao enfrentamento de desafios e questões políticas e existenciais contemporâneas.

Coordenação: Carlos Roberto Filadelfo de Aquino (UFPI)
Palestrantes:  Ana Claudia Duarte Rocha Marques (USP), Bruno Puccinelli (UNICAMP), Michele Escoura Bueno (UFPA)
Debatedora: Ana Carneiro Cerqueira  (UFSB)



MR26    Mercados ilegais
Dia 23/10, quarta-feira, das 8h30 às 10h30, sala 8 – Hotel Glória

Nessa proposta o objeto em questão são os mercados ilegais que se formam em torno dos ilegalismos, justamente as trocas que os fazem funcionar. O fundamental nesse objeto é a venda e receptação de produtos, portanto, as redes que se formam para comercialização. Jogo do bicho, tráfico de drogas, roubo de cargas, milícias que cobram por proteção aos comércios e moradores, são exemplos de mercados ilegais. A segurança tornou-se mercadoria, fator importante nessa discussão e que tem que ser considerado nas pesquisas sobre o crime organizado. Importa dizer que não se trata apenas do delito, mas das relações comerciais que os fazem funcionar. Para que existam, tais mercados necessitam contar com a cooperação de atores legais, formando uma zona cinzenta entre a legalidade e os ilegalismos, questão fundamental para essa discussão. Assim, essa proposta de mesa redonda busca debater os mercados ilegais no Brasil hoje, bem como, situações em que aparecem no exterior. Ela visa, dessa maneira, contribuir para a discussão sobre o crime organizado atualmente em nosso país

Coordenação: Leonardo Damasceno de Sá (UFC)
Palestrantes: Eduardo Paes Machado (UFBA), José Luiz de Amorim Ratton Jr. (UFPE), Leonardo José Ostronoff (USP),
Debatedora: Adriana dos Santos Fernandes (UERJ)



MR27    Movimentos sociais e institucionalização: Políticas sociais, raça e gênero no Brasil
Dia 23/10, quarta-feira, das 8h30 às 10h30, sala 9 – Hotel Glória

A institucionalização de formas de participação e incidência social sobre políticas públicas é fenômeno dos mais notáveis do Brasil pós-transição. Pressupostos analíticos das teorias de movimentos sociais ora eclipsam os processos de institucionalização, ora reduzem sua diversidade. Essas lentes não permitem apreender a especificidade dos padrões de interação socioestatais que moldam a atuação setorial do Estado – como nos casos debatidos na mesa (assistência social, saúde, saúde da população negra, HIV). Nossa abordagem atenta para processos de institucionalização que geram configurações de encaixes de médio alcance. Configurações de encaixes derivadas de processos de interação socioestatal, institucionalmente cristalizadas em níveis de hierarquia intermediários constituem domínios de agência, cujas propriedades definem a capacidade de ação dos atores aos que se reconhece agência em um âmbito de atuação específico. Como domínios de agência são produto de conflito, aprendizagem e cooperação, eles possuem perfis distintos. Argumentamos que a perspectiva de encaixes e domínios de agência permite diagnosticar os processos empíricos de institucionalização ocorridos no Brasil pós-1988.

Coordenação: Adrian Gurza Lavalle (USP)
Palestrantes: Euzeneia Carlos (UFES), Jose Eduardo Leon Szwako (IESP-UERJ), Flavia Mateus Rios (UFF)



MR28    O que estamos fazendo quando fazemos teoria política? Uma reflexão sobre as práticas do campo.
Dia 23/10, quarta-feira, das 15h00 às 17h00, sala 8  – Hotel Glória

A teoria política ocupa um lugar central na ciência política desde sua emergência como um campo científico próprio. Seja como instrumento de compreensão dos processos históricos de constituição das mais diversas formas de ordem política – e de suas concepções da autoridade, de soberania, de justiça, de representação, etc. - seja em seu aspecto normativo, estabelecendo vínculos diversos com a filosofia moral, a teoria do direito e a teoria social. Esta mesa propõe uma reflexão sobre a situação atual da pesquisa no campo da teoria política, resgatando diferentes discussões sobre a natureza do objeto da teoria política e as características de algumas de suas principais abordagens. Buscaremos refletir sobre algumas das modalidades da teoria política mais praticadas hoje no país, como as abordagens históricas e contextuais da teoria política a partir do estudo da história dos conceitos e do contextualismo linguístico; a abordagem da teoria normativa e sua dimensão construtivista; e a perspectiva da teoria crítica e seus vínculos com a teoria social. Ao fim, pretendemos estimular os pesquisadores e o público a uma reflexão epistemológica e metodológica sobre o campo da teoria política.

Coordenação: Ricardo Virgilino da Silva  (UFSC)
Palestrantes: San Romanelli Assumpção (IESP-UERJ), Ingrid Cyfer (UNIFESP), Paulo Henrique Paschoeto Cassimiro (IESP-UERJ)


 

MR29    Os atores da nova direita: de onde vieram, quem é seu público e qual sua doutrina ideológica?
Dia 23/10, quarta-feira, das 15h00 às 17h00, sala 9  – Hotel Glória

Durante o exercício da Presidência pelo Partido dos Trabalhadores (PT), a “nova direita” brasileira constituiu-se e sedimentou-se. Em espaços e em práticas nos quais a esquerda tinha preponderância desde a redemocratização, ela foi capaz de se impor: dos movimentos de rua ao jornalismo; do poder legislativo ao executivo. Além disso, ela desenvolveu recursos próprios de disputa, intervenção e atuação, como os ofertados pelas novas tecnologias. Apesar da visibilidade e estridência das diversas manifestações à direita do espectro político, sobretudo a partir de 2013, elas não podem ser compreendidas sem certo recuo no tempo. A militância de direita em questão remonta, pelo menos, ao primeiro episódio público de corrupção durante o governo do PT – o chamado “Mensalão”. Desde então, grupos outrora relegados às margens do debate público ganharam crescente importância, através de retóricas neoconservadoras ou ultraliberais, e construiu-se um “mercado de opiniões políticas reativas” às gestões presidenciais petistas e, mais, à própria ordem republicana brasileira. Esta Mesa-Redonda propõe a reunião de pesquisas que investigam este fenômeno multifacetado, abordando-o de diversos ângulos.

Coordenação: Lidiane Soares Rodrigues (UFSCAR)
Palestrantes: Flávia Biroli (UnB), Jorge Gomes de Souza Chaloub (UFJF), Camila Rocha de Oliveira (CEBRAP)



MR30    Os estudos urbanos e os debates epistemológicos contemporâneos: interferências e inspirações
Dia 24/10, quinta-feira, das 8h30 às 10h30, sala 2 – Hotel Glória
Vários campos temáticos onde se localizam pesquisas antropológicas e sociológicas têm sido renovados em termos metodológicos e conceituais, assim como novas frentes de investigação foram inauguradas no ímpeto trazido pelas propostas em torno da Teoria Ator-Rede (identificada a Bruno Latour, John Law e seus parceiros), das contribuições de Tim Ingold sobre ambiente e movimento e da sociologia pragmática (Boltanski, Thevenot, Cefai, Queré, Karsenti). A proposta da mesa é convocar reflexões sobre as interferências desses movimentos epistemológicos na pesquisa em cenários urbanos, identificando elementos que revelem inspirações vindas desses debates em pesquisas recentes. As apresentações são organizadas em torno das seguintes temáticas: expansão urbana sob o ponto de vista das práticas espaciais, das regulações territoriais e da vida cotidiana; circuitos sociais de grupos urbanos considerados marginais na cidade contemporânea; práticas de mobilidade entre espaços-tempos urbanos.

Coordenação: Candice Vidal e Souza (PUC-Minas)
Palestrantes: Thomas Jacques Cortado (UNICAMP), Gabriel de Santis Feltran (UFSCar), Candice Vidal e Souza (PUC-Minas)



MR31    Partidos políticos e ideologia: lacunas e potencialidades de diferentes estratégias metodológicas
Dia 22/10, terça-feira, das 15h00 às 17h00, sala 9 – Hotel Glória
Ideologia política não se constitui em fenômeno auto-observável, ou de simples mensuração. Quando estudos acadêmicos buscam perscrutar a relação entre ideologia e partidos políticos, os critérios e protocolos adotados para a definição do desenho da investigação, da natureza dos dados a serem analisados, bem como das técnicas de pesquisa a serem implementadas são aspectos de fundamental importância. Seja através da mensuração do posicionamento ideológico dos partidos, ou de suas respectivas reputações ideológicas, tais estudos já apresentam um considerável acúmulo. Mas, a consolidação de espaços para que pesquisadores possam debater seus trabalhos e confrontar suas pesquisas de forma sistemática e contínua é imprescindível para que a disciplina avance ainda mais nesse terreno. Esta mesa tem como objetivo confrontar diferentes desenhos de pesquisa, distintas estratégias metodológicas e diferenças na natureza dos dados mobilizados pelos distintos grupos de pesquisa aqui relacionados. Tão importante quanto a comparação (e o debate sobre a comparabilidade) dos resultados obtidos em cada pesquisa, será a discussão sobre as potencialidades e as lacunas explicativas de cada investigação.

Coordenação: Rafael Machado Madeira (PUC-RS)
Palestrantes: Ednaldo Aparecido Ribeiro (UEM), Bianca de Freitas Linhares (UFPel), Soraia Marcelino Vieira (UFF)



MR32    Periferias e produção cultural em debate nas Ciências Sociais
Dia 22/10, terça-feira, das 15h00 às 17h00, sala 7 – Hotel Glória

Consideradas as edições do romance Capão Pecado (2000), das coletâneas Caros Amigos: Literatura Marginal (2001, 2002 e 2004) e início do Sarau da Cooperifa (2001), o protagonismo no cenário brasileiro, inicialmente paulistano, da produção cultural nas periferias urbanas aniversariará duas décadas. Ampliando-se a lente para a produção musical, tendo o rap como referência principal, a efeméride é ainda mais longeva, com mais de três décadas de consolidação no Brasil, sendo que um dos principais grupos do gênero, os Racionais Mc’s, comemoraram, em 2018, 30 anos de atuação. As pesquisas em ciências sociais sobre esses assuntos são praticamente sincrônicas aos movimentos coletivos e iniciativas individuais públicas que tornaram o tema conhecido nacionalmente. Assim como aqueles movimentos e iniciativas os debates nas áreas de Antropologia e Sociologia também se transformaram significativamente ao longo do tempo. Esta Mesa Redonda propõe um balanço do tema e do campo de pesquisa sobre a produção cultural das periferias.

Coordenação: Mário Augusto Medeiros da Silva (UNICAMP)
Palestrantes: Daniela Vieira dos Santos (UNICAMP), Érica Peçanha do Nascimento (USP), Tiaraju Pablo D’Andrea (UNIFESP)
Debatedor: Mário Augusto Medeiros da Silva (UNICAMP)



MR33    Pesquisas sobre crime organizado: desafios teóricos e metodológicos
Dia 23/10, quarta-feira, das 15h00 às 17h00, sala 4 – Anfiteatro Glória

A presença de grupos criminosos organizados nos cenários urbanos de muitos países no mundo contemporâneo tem desafiado as Ciências Sociais quanto às questões teóricas e metodológicas que orientam as pesquisas voltadas para a compreensão desses grupos e de sua atuação. Alguns dos desafios são de natureza analítica relacionados: à diversidade desses grupos em termos de sua origem social; às formas de organização e atividades desenvolvidas; aos territórios sobre os quais exercem sua influência e controle; às articulações que mantêm com as economias legais; aos vários arranjos que estabelecem tais grupos com agentes na esfera do estado; aos riscos que representam para o funcionamento das democracias. Outros desafios se colocam no terreno mesmo a metodologia de investigação sobre essas questões. A proposta da mesa é discutir as pesquisas já realizadas nessa temática na área das Ciências Sociais, bem como os possíveis caminhos teóricos e metodológicos em relação ao chamado crime organizado, tomando em consideração tanto a ampla produção acadêmica internacional como aquela voltada para a compreensão da experiência brasileira.

Coordenação: Fernando Afonso Salla  (USP)
Palestrantes: César Barreira  (UFC), Michel Misse (UFRJ), Sergio Adorno (USP)



MR34    Pluralismo, tolerância e democracia
Dia 24/10, quinta-feira, das 15h00 às 17h00, sala 6 – Hotel Glória

A teoria política é um instrumento fundamental das sociedades democráticas na medida em que contribui para o fortalecimento do debate público, oferecendo julgamentos avaliativos sobre uma série de questões em que impera o dissenso. Se a teoria política tem uma importância fundamental sob um arranjo político democrático, ela torna-se imprescindível em contextos nos quais esta institucionalidade está ameaçada. Em anos recentes, parecemos vivenciar um tipo de transformação na ordem política que tem sido encarada por muitos como uma espécie de recessão democrática. A mesa redonda aqui proposta pretende contribuir para a elaboração de uma visão crítica sobre os acordos e compromissos que envolvem a constituição, a estabilidade e a revitalização de uma sociedade democrática por meio dos instrumentos oferecidos por uma teoria política voltada para problemas. Nesse aspecto, vamos nos dedicar aos temas clássicos da teoria política contemporânea, como as ideias de liberdade, democracia, e tolerância, e às questões relacionadas à distribuição dos encargos e benefícios da cooperação social e aos dilemas associados às formas de desigualdade estrutural que vicejam nas sociedades contemporâneas.
Coordenação: Renato Francisquini (UFBA)
Palestrantes: Alvaro de Vita (USP), Ivo Coser (UFRJ), Luciana Maria de Aragão Ballestrim (UFPel)



MR35    Políticas migratórias no Brasil contemporâneo: desafios, retrocessos e perspectivas.
Dia 24/10, quinta-feira, das 15h00 às 17h00, sala 8 – Hotel Glória

Essa mesa redonda propõe uma discussão sobre o que tem acontecido no cenário legislativo nacional sobre migrações, deslocamentos, estrangeiros e refugiados desde o governo Temer, quando foi aprovada a nova lei de migrações com uma série de vetos e também sua regulamentação. Esse processo envolve uma série de embates públicos sobre o teor da lei, os vetos a pontos sensíveis pelo então presidente Temer e uma regulamentação que muitos afirmam ser flagrantemente ilegal. Depois do governo Temer, o atual governo apresenta inicialmente uma postura contrária à migração em geral, como demonstra o abandono do Pacto Mundial de Migração na ONU, do qual o Brasil era signatário, assim como as críticas severas à lei aprovada no governo Temer. Dado esse contexto de aversão clara aos fluxos migratórios, de uma desconfiança generalizada em relação aos migrantes (tanto aos estrangeiros que chegam quanto aos brasileiros que partem), nossa intenção é discutir o atual cenário político e legislativo, elaborando reflexões sobre quais são os desafios, perspectivas e os efeitos dessas políticas no país atualmente.

Coordenação: Igor José de Renó Machado (UFSCar)
Palestrantes: Angela Mercedes Facundo Navia (UFRN), Marcelo Alario Ennes (UFS),
Denise Fagundes Jardim (UFRGS)



MR36    Punição e trajetórias criminais
Dia 24/10, quinta-feira, das 8h30 às 10h30, sala 7 – Hotel Glória

A proposta é analisar formas de controle social em diferentes instâncias da vida social e observar como determinadas políticas de controle dos pobres produziram processos de encarceramento em massa e discursos públicos de que é possível “vencer” a violência “sem direitos humanos” que são acionados em múltiplos sistemas de privação de liberdade e para criminalizar grupos sociais específicos. A partir de uma análise multidisciplinar e que trata de diferentes contextos regionais (São Paulo, Ceará e Rio Grande do Norte), a Mesa aborda a realidade prisional e dos centros socioeducativos como formas de controle social que impactam de maneira singular a vida de jovens e suas famílias. Busca compreender ainda os efeitos sociais dessas práticas e da sujeição de pessoas nesses contextos, bem como refletir como essas dinâmicas (privativas e punitivas) contribuem para a criação de trajetórias criminais particulares, para a ascensão de grupos armados conhecidos como “facções criminosas” - que, cada vez mais, têm protagonismo no controle da massa prisional, na gestão de mercados ilegais e de populações classificadas como periféricas – e para a multiplicação de problemas sociais.

Coordenação: Juliana Gonçalves Melo (UFRN)
Palestrantes: Camila Caldeira Nunes Dias (UFABC), Liana de Paula (UNIFESP), Luiz Fábio Silva Paiva (UFC)



MR37    Relações interespecíficas no Brasil contemporâneo: um olhar a partir das tensões entre o urbano e o “natural”
Dia 24/10, quinta-feira, das 8h30 às 10h30, sala 3 – Hotel Glória
A Antropologia desde longa data tem mostrado que as cidades brasileiras constituem-se como nichos simbólico-práticos humanos a partir da significativa heterogeneidade sociocultural que nelas ocorre e se complexifica no decorrer do tempo. O fenômeno urbano implica construções de pessoas/indivíduos situados numa arena social que envolve constrangimentos e expressões de civilidade na urbe; a elaboração de trajetórias/mobilidades sociais frente aos campos de possibilidades que se apresentam aos sujeitos e pressupõem a agência humana a partir de um caráter específico, no entanto, a Antropologia tem se deparado com a presença/agência animal nas cidades, onde espécies companheiras constituem a urbe com os humanos, produzindo sentidos diversos e constrastivos diante do que entendemos como esferas humanas e/ou animais. Dos pets aos animais de labuta, dos animais tabu aos desejos carnistas, da simbólica do animal em extinção aos animais de experimentos laboratoriais, a animalidade figura como expressão de diferenças no mundo que nos tornam humanos, senão pela exacerbação do contraste, certamente pelo compartilhamento de mundos-próprios em interação na continuidade tensional da vida urbana.

Coordenação: Flávio Leonel Abreu da Silveira (UFPA)
Palestrantes: Felipe Ferreira Vander Velden (UFSCar), Ana Paula Perrota Franco  (UFRRJ), Ana Cláudia Rodrigues da Silva (UFPE),
Debatedora: Eliane Sebeika Rapchan  (UEM)



MR38    Representação e sub-representação na crise da democracia - novos atores e comportamento politico
Dia 24/10, quinta-feira, das 8h30 às 10h30, sala 9 – Hotel Glória

No momento em que as instituições democráticas estão sendo globalmente questionadas e novas formas de representação são legitimadas pela opinião pública, cabe levantar discussões acerca do futuro da democracia representativa e do vazio da representação. Neste contexto, esta mesa procura refletir sobre as encruzilhadas para a inclusão de minorias de diversos segmentos ideológicos no processo político, bem como debater sobre o papel dos novos atores que tanto questionam os procedimentos democráticos, como apostam em alargar a democracia. Além disso, a mesa busca interpretar o lugar dos grupos emergentes que buscam a representação na esfera pública e que demonstram sua força institucional ou dos segmentos que, ao contrário, são sub-representados na esfera institucional. Serão examinados a representação dos indígena e dos evangélicos, os grupos da nova direita radical, os influenciadores digitais e novos partidos emergentes. Os trabalhos apresentados são resultados de pesquisas com metodologias quantitativas e qualitativas, produzidos por pesquisadores de distintas instituições e regiões brasileiras.

Coordenação: Helcimara de Souza Telles (UFMG),
Palestrantes: Carlos Augusto da Silva Souza (UFPA), Claudio Luis de Camargo Penteado (UFABC), Paulo Victor Teixeira Pereira de Melo (FAMINAS BH)
Debatedor: Debora Messenberg Guimarães (UnB)



MR39 Sociologia e existência
Dia 24/10, quinta-feira, das 8h30 às 10h30, sala 8 – Hotel Glória

A presente mesa da ANPOCS pretende tratar de dimensões por vezes por discutidas das obras dos diversos sociólogos e filósofos (clássicos e contemporâneos), explorando a conexão entre seus retratos do mundo, de um lado, e as caracterizações "existenciais, implícitas ou explícitas, do ser humano como um animal sedento de amparo e significação, de outro. Deste maneira, pretende-se explorar as contribuições a essa família de perspectivas que vislumbram o vínculo entre a contingência da ordem social e o impulso existencial humano por segurança ontológica. Nessa perspectiva dialética que articula investimento existencial e ordenação do mundo - ou simplesmente entre sociologia e existência -, podemos ler toda a teoria social como um conjunto de intuições antropológico-filosóficas quanto às maneiras pelas quais as pessoas lidam com sua fragilidade existencial diante das incertezas e riscos inerentes à sua inserção no mundo, obedecendo a um impulso de vivenciar seus contextos de ação e de experiência, tanto quanto possível, como seguros, inteligíveis e confiáveis.

Coordenação: Frederic Vandenberghe (UFRJ)
Palestrantes: Gabriel Peters (UFPE), Artur Fragoso de Albuquerque Perrusi (UFPE), Miriam Cristina Marcilio Rabelo (UFBA)
Debatedor: Diogo Silva Correa (UVV)




MR40    Trabalhadores, sindicatos e ações coletivas no campo: agenda em face das reformas
Dia 24/10, quinta-feira, das 15h00 às 17h00, sala 1 – Hotel Glória

A mundialização capitalista tem transformado as relações sociais de produção, particularmente no que tange ao emprego e as condições de trabalho. Na cidade e no campo, o processo de reestruturação produtiva associado a mecanismos de dominação do capital globalizado vêm dificultando as estratégias de ação coletiva da classe trabalhadora, assim como suas modalidades de representação sindical. A PEC 06/2019, por sua vez, apresenta um conjunto de alterações nas regras da Previdência Rural que inviabiliza o acesso dos trabalhadores rurais, à proteção previdenciária. A proposta de reforma da previdência em discussão no Congresso Nacional, afetará a aposentadoria dos agricultores familiares. Neste contexto de perdas de direitos trabalhistas, a Rede de Estudos Rurais tem buscado refletir sobre os desdobramentos dessas mudanças. O objetivo da mesa é debater sobre as respostas e saídas organizativas desses grupos sociais, enquanto força de trabalho? Quais os desafios da ação coletiva num contexto de declínio do poder institucional dos trabalhadores em consequência do enfraquecimento dos sindicatos? Quais as implicações dessas mudanças para as futuras gerações?

Coordenação: Ramonildes Alves Gomes (UFCG)
Palestrantes: Arilson Favareto (CEBRAP), Jaime Santos Junior (UFPR), Vilenia Venancio Porto Aguiar (UFSC)




MR41    Violência de gênero nas universidades brasileiras: panorama atual e caminhos para a ação
Dia 24/10, quinta-feira, das 8h30 às 10h30, sala 1 – Hotel Glória

Esta mesa redonda propõe discutir a violência de gênero dentro das universidades públicas brasileiras, refletindo sobre o contexto em que acontecem, seus desdobramentos e as formas de enfrentamento. Para além das violências física e sexual, mais evidentes, no meio universitário os desequilíbrios e assimetrias de gênero se apresentam de forma bastante específica e resultam em violências morais e psicológicas que repercutem no aprendizado e desempenho acadêmico de estudantes e na atuação profissional de professoras e funcionárias. Desqualificação intelectual, humilhações, constrangimentos, silenciamento, ofensas, interrupção de falas e cortejos indesejados são algumas das formas de violência sofridas. Para fomentar este debate, o escritório USP Mulheres reuniu quatro universidades públicas que estão trabalhando com o problema através de pesquisas e ações voltadas para a comunidade universitária, sendo elas: a Universidade de São Paulo, que coordena esta mesa redonda, a Universidade Federal de Juiz de Fora, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul e a Universidade Federal de Goiás.

Coordenação: Eva Alterman Blay (USP)
Palestrantes: Célia da Graça Arribas (UFJF), Marcia Cristina Bernardes Barbosa (UFRGS), Sirlene Moreira Fideles (UFG)
Debatedor: Gustavo Venturi (USP)

 


 

ATIVIDADES DE PUBLICAÇÕES (AP)


AP01 As revistas das ciências sociais no contexto da produção do conhecimento
Coordenação: Bruno Speck (USP)
Palestrantes: Luis Manuel Fernandes (PUC Rio), Abel Packer (Scielo), Maria Filomena Gregori(Unicamp, A4)
CANCELADO

 



AP02 Ciências Sociais Hoje – Balanços Bibliográficos BIB/Anpocs
Dia 23/10, quarta-feira, das 17h30 às 19h00, sala 4  – Anfiteatro Glória - Hotel Glória

O projeto Ciências Sociais Hoje – Balanços Bibliográficos BIB/Anpocs 2019 teve início em 2018 por iniciativa dos editores da Revista Brasileira de Informação Bibliográfica – BIB, considerando-se que o último balanço bibliográfico da Anpocs havia sido publicado em 2010.  Trata-se, portanto, de um projeto que visa em primeiro lugar atualizar os pesquisadores do país em relação à produção bibliográfica nas três grandes áreas do conhecimento nas Ciências Sociais – Antropologia Hoje, Ciência Política Hoje e Sociologia Hoje – apresentando novos debates, problemas de pesquisa, abordagens e fontes de informação.  O caráter inovador do projeto diz respeito à política editorial adotada, uma vez que os organizadores de cada volume escolheram livremente as subáreas do conhecimento (e os sumários dos volumes) a partir de uma orientação geral: a diversidade. Nesta sessão, pretende-se apresentar e debater os critérios específicos que orientaram as escolhas dos organizadores de cada volume. Os artigos começaram a ser publicados em 2019 e os três volumes serão publicados em 2020.

Coordenação : Marcia Consolim (Unifesp)
Palestrantes:
Adriano Nervo Codato (UFPR) – Ciência Política Hoje
Igor José de Renó Machado (UFSCar) – Antropologia Hoje
Luiz Augusto S. Carneiro de Campos (IESP-UERJ) – Sociologia Hoje



AP03  Qual o lugar do livro acadêmico nas ciências sociais brasileiras?"
Dia 22/10, terça-feira, das 15h00 às 17h00, sala 8 – Hotel Glória

A mesa discutirá qual (é, foi ou será) o  lugar do livro acadêmico nas ciências sociais brasileiras a partir da apresentação de cientistas sociais que são atualmente, também,  editores em Editoras Universitárias. A proposta surgiu pelas demandas no campo das ciências sociais de revalorização do livro como mecanismo de comunicação de resultados de pesquisa, de debate e compartilhamento de ideias e de conformação de grupos de pesquisa e de comunidades de especialistas. O livro acadêmico tem historicamente um lugar destacado nas ciências humanas mas tem sido desafiado, muito em particular no Brasil, pela grande valorização nos processos avaliativos (individuais, institucionais e da pós-graduação) de artigos em periódicos científicos. O objetivo desse painel é debater os processos editoriais, o papel do livro autoral e das coletâneas, os desafios digitais, as métricas do livro, os mecanismos de avaliação e o público leitor do livro acadêmico.

Coordenação: Gilberto Hochman (Fiocruz)
Palestrantes:
Daniela Alves, Ex-diretora da Editora UFV
Cynthia Sarti, Editora da UNIFESP
Gilberto Hochman, Editora Fiocruz
Michel Misse, ex diretor da Editora da UFRJ



AP04 Participando em revistas acadêmicas como editor/a, autor/a ou parecerista

1ª sessão: Pareceres para revistas científicas
Dia 22/10, terça-feira, das 9h00 às 10h30, sala 6 – Hotel Glória

Um dos principais instrumentos para garantir a qualidade das publicações em revistas é a avaliação por pares, frequentemente no formato duplo cego. No entanto, uma das dificuldades das revistas é a disponibilidade dos pesquisadores para fazer pareceres. Por vezes os pareceres também não apresentam argumentos que subsidiem as decisões dos editores. Soma-se a isto a contradição entre importância do trabalho do parecerista e a pouca visibilidade desta atividade na avaliação da carreira acadêmica. Para pensar essa etapa do processo de publicação, esta sessão reúne editores de revistas para as ciências sociais, que debaterão sobre o papel do parecerista e o que se espera dos pareceres. Com base na experiência dos editores, a presente sessão também poderá discutir estratégias e iniciativas para aumentar a visibilidade e reconhecimento do trabalho dos pareceristas.
 
Coordenação: Bruno Speck (USP)
Palestrantes: Adriana Vianna (MN/UFRJ), Olivia Cristina Perez (UFPI), Luiz Augusto C. Campos (IESP-UERJ)
 
 
2ª Sessão: Desafios e perspectivas para editores de periódicos
Dia 23/10, quarta-feira, das 9h00 às 10h30, sala 3 – Hotel Glória
 
Frente à crescente valorização da produção cientifica qualificada, a tarefa de editoração de periódicos torna-se cada vez mais central. Adicionalmente às atribuições tradicionais, de garantir a qualidade pelo processo de avaliação por pares, uma nova frente para as revistas é criar condições para a documentação, transparência e replicabilidade dos resultados publicados. Questões como pre-print, pareceres abertos e repositórios de dados quantitativos e qualitativos complementares aos artigos também tem origem na mesma preocupação, de documentar de forma mais completa os ingredientes que sustentam os resultados dos artigos publicados. Tanto esta nova nomenclatura como os significados atribuídos aos conceitos têm conotações diferentes na antropologia, sociologia e ciência política. A mesa contará com representantes das diferentes áreas para debater estes desafios para as revistas acadêmicas.  
 
Coordenação: Bruno Speck (USP) e Olívia Cristina Perez (UFPI)
Palestrantes:
Adrian Gurza Lavalle (USP), Dalson Figueiredo (UFPE), Igor José de Renó Machado (UFSCAR)
 

Sessão 3: Porque artigos são rejeitados nas revistas?
Dia 24/10, quinta-feira, das 08h30 às 10h30, sala 6 – Hotel Glória

A carreira cientifica demanda a publicação de artigos em periódicos qualificados. Tal expectativa exige dos pesquisadores o domínio sobre técnicas de redação de artigos científicos. No entanto, os pesquisadores nem sempre recebem esse preparo. Essa lacuna na formação pode resultar em sucessivas recusas de publicação de artigos submetidos às revistas. Para debater essas dificuldades, esta sessão reúne acadêmicos e editores de periódicos brasileiros dispostos a compartilhar algumas lições aprendidas durante as suas próprias carreiras científicas. Pretende-se assim facilitar a tarefa de publicação, tão cara à pesquisa cientifica.

Coordenação: Olívia Cristina Perez (UFPI)
Palestrantes:
Bruno Speck (USP), Flavia Mateus Rios (UFF), Paolo Ricci (USP)



AP05 Evento comemorativo para o 100º número da RBCS
Dia 23/10, quarta-feira, das 14h00 às 15h00, sala 7 – Hotel Glória

Breve apresentação de ex-editores da RBCS

 



COLÓQUIOS (CQ)


CQ01 Tarefas da teoria e do pensamento diante da crise democrática

O Colóquio tem como objetivo central refletir sobre o degaste dos princípios e instituições que ameaçam as democracias no Brasil e no mundo. A partir das contribuições das áreas de pensamento político e da teoria política, pretende-se discutir como distintas tradições e correntes teóricas mobilizam os conceitos de poder, legitimidade, direitos e soberania nos auxiliam na compreensão do dilema democrático atual.


Coordenação Geral: Pedro Hermílio Villas Bôas (IESP-UERJ) e Vera Alves Cepêda (UFSCar)
1ª sessão:
Dia 23/10, quarta-feira, das 17h30 às 19h00, sala 17 – Hotel Caxambu
Palestrantes:Vera Alves Cepêda (UFSCar), Christian Lynch (IESP-UERJ), Ivo Coser (UFRJ)
Debatedora: Vera Alves Cepêda (UFSCar)

2ª sessão:
Dia 24/10, quinta-feira, das 17h30 às 19h00, sala 17 – Hotel Caxambu
Palestrantes:Pedro Villas Bôas (IESP), Álvaro Bianchi (Unicamp), Eunice Ostrensky (USP)
Debatedor: Pedro Hermílio Villas Bôas (IESP-UERJ)



CQ02 A dimensão simbólica da desigualdade social no Brasil contemporâneo

O Colóquio discute a dimensão simbólica da desigualdade social no Brasil contemporâneo. A consolidada problemática do aspecto simbólico da construção de grupos e classes sociais será trabalhada à luz de transformações sociais recentes, com particular atenção ao contexto brasileiro. Pesquisas sobre objetos específicos debaterão se e como a dimensão cultural toma parte na construção de proximidades, distâncias e hierarquias entre grupos e classes hoje. A indagação sobre o lugar do capital cultural nas dinâmicas de classe e estratificação parte do legado bourdieusiano, mas o desestabiliza, uma vez que vários processos sociais contemporâneos trazem mudanças no que diz respeito ao contexto dos estudos de Bourdieu sobre a relação entre cultura e classes sociais. A expansão do que se entende por cultura, a circulação globalizada de bens, práticas e pessoas, a ampliação dos meios de produção e da oferta culturais e as transformações no sistema educacional no Brasil nas últimas décadas, bem como dinâmicas sociais ligadas a gênero, raça e etnicidade, são alguns dos elementos que tornam urgentes as reflexões sobre as atuais relações entre cultura, poder e desigualdade.

Coordenação Geral: Miqueli Michetti (UFPB)

1ª sessão: Os sentidos do capital cultural no Brasil contemporâneo
Dia 23/10, quarta-feira, das 17h30 às 19h00, sala 11 – Hotel Lopes
Coordenação da sessão: Miqueli Michetti (UFPB)
Palestrantes: Maria Celeste Mira (PUC-SP), Ana Lúcia de Castro (UNESP), Louise Claudino Maciel (UFPE)
Debatedor: Michel Nicolau Netto (UNICAMP)
 
2ª sessão: Estado, educação e poder simbólico no Brasil contemporâneo.
Dia 24/10, quinta-feira, das 17h30 às 19h00, sala 11 – Hotel Lopes
Coordenação da sessão: Miqueli Michetti (UFPB)
Palestrantes:Edison Bertoncelo (USP), Elder Maia Alves (UFAL), Graziela Serroni Perosa (USP)
Debatedor: Edson Farias (UnB)



CQ03 Mudança Política, Políticas Públicas e Desigualdades

Mobilizando as lentes analíticas do campo de políticas públicas, esse colóquio busca refletir e debater as mudanças políticas dos últimos anos e suas repercussões para a forma de atuação do Estado e a produção de políticas públicas no Brasil, com foco especial no enfrentamento das desigualdades sociais existentes no pais. Pretende-se tratar as mudanças observadas nos últimos anos nas estratégias políticas, modos de operação governamental e produção de políticas públicas em um duplo movimento. De um lado, pretende-se inserir tais mudanças em trajetórias mais amplas de (des)construção do Estado, suas instituições e capacidades de ação, refletindo sobre as suas implicações em termos de padrões de governança na formulação, implementação e controle/avaliação de políticas públicas. De outro lado, pretende-se estimular a discussão sobre perspectivas de análise que permitam um olhar renovado e ampliado para o estudo das complexas relações entre políticas públicas e desigualdades sociais.

Coordenação Geral : Ana Claudia Capella (Unesp/UFSCar) e Roberto Pires (IPEA)

1ª sessão: Mudança política e políticas públicas no Brasil atual: repercussões para o enfrentamento das desigualdades
Dia 22/10, terça-feira, das 17h30 às 19h00, sala 10 – Hotel Lopes
Coordenação da sessão: Ana Claudia Capella (Unesp/UFSCar)
Palestrantes:
Adrian Gurza Lavalle (USP) Participação social nas políticas públicas: retrocessos e implicações.
Telma Menicucci (UFMG) Política pública de saúde: tensões entre o público e o privado.
José Celso Cardoso (IPEA) Reforma da previdência e desigualdades sociais.
Carlos Aurélio Pimenta de Faria  (PUC Minas)  O governo Bolsonaro e a refundação da política externa brasileira.
    

2ª Sessão  Interseccionalidade, intersetorialidade e vulnerabilidades institucionais: ampliando olhares sobre a relação entre políticas públicas e desigualdades sociais.
Dia 23/10, quarta-feira, das 17h30 às 19h00, sala 10 – Hotel Lopes
Coordenação da sessão: Roberto Pires (IPEA)
Palestrantes:
Rogério Medeiros (UFPB) Abordagens interseccionais da desigualdade e seus usos na análise de políticas públicas
Silvia Aguião (UFMA, AFRO/CEBRAP) Interseccionalidade e a mútua constituição de sujeitos e políticas públicas
Renata Bichir (USP) Intersetorialidade, problemas complexos e o desafio de lidar com públicos vulneráveis
Tatiana Sandim  (Codeplan) Vulnerabilidades institucionais: acumulando problemas de gestão aos problemas de exclusão social



CQ04  A Sociologia Brasileira: contrafogos (Sociedade Brasileira de Sociologia/SBS)
     
Em diversos países as ciências sociais tornaram-se um ator fundamental na dinâmica das sociedades contemporâneas, na medida em que seus conhecimentos permitem formular políticas públicas para diversas esferas da vida social, bem como, suas pesquisas propiciam aos indivíduos refletir sobre as relações entre as aceleradas mudanças globais em curso e os possíveis impactos em suas vidas privadas. Devido à relevância social e intelectual que a sociologia desfruta em vários países constata-se a existência de vigorosos departamentos de sociologia e disciplinas correlatas que desfrutam do respeito social e incentivo dos seus respectivos governos. Apesar da pertinência pública das ciências sociais no Brasil, os últimos meses elas têm sido atacadas tanto por esferas governamentais quanto por determinados segmentos conservadores da sociedade brasileira, num contexto de crescente intolerância com relação a vida intelectual. Em função desta situação, as quatro Associações – SBS,ABA,ABCP e ANPOCS, decidiram elaborar estratégias comuns diante destes ataques recorrentes. Este Fórum possui o objetivo de refletir a respeito das condições sociais e políticas que orientam as agressões materiais, discursivas e simbólicas dirigidas contra a sociologia no país neste momento e ao mesmo tempo discutir procedimentos de defesa da autonomia das universidades e das atividades de ensino e pesquisa no campo da sociologia.  

Coordenação geral: Carlos Benedito Martins (UnB)

1ª Sessão O mal estar na cultura brasileira
Dia 23/10, quarta-feira, das 17h30 às 19h00, sala 9 – Hotel Glória
Coordenação da sessão: Carlos Benedito Martins (SBS, UnB)
Palestrantes:
Lidiane Soares (UFSCAR): O antiintelectualismo em questão: litígios simbólicos entre as humanidades e a indústria cultura.
Maria Alice Rezende de Carvalho (PUC Rio): Sociologia, universidade e política.
Enio Passiani (URGS): Descivilização digital: hiperindividualismo, ódio on line e crise democrática.
Maria Eduarda da Mota Rocha (UFPE) A sociologia e a crítica social da desigualdade no Brasil.
Gustavo Cunha (UFSC): Reconhecimento social e seu contrário no Brasil e na sociologia política brasileira
Debatedora: Maria Arminda do Nascimento Arruda (USP)


2ª Sessão A sociologia brasileira sob ataque
Dia 24/10, quinta-feira, das 15h30 às 17h00, sala 9 – Hotel Glória
Coordenação da sessão: Maria Andrea Loyola (UERJ)
Palestrantes:
Jacob Carlos Lima (UFSCAR): Sociologia: inútil ou constrangedora?
Luiz Augusto S. Carneiro de Campos (IESP-UERJ) O Marxismo Cultural contra-ataca: uma Sociologia do ataque à Sociologia"
Sergio Adorno (USP): A Sociologia em tempos sombrios: heranças do passado, dilemas do presente, desafios do futuro.
Michel Nicolau (Unicamp)  A sociologia em defesa da sociedade
Debatedor: Sérgio Miceli (USP)

 



FÓRUNS (FR)

FR01 Desarticulação de direitos, desregulação ambiental e violência estatal: Fórum de debates sobre o acirramento dos conflitos socioambientais e urbanos. (Associação Brasileira de Antropologia/ABA)

O presente fórum reúne um conjunto de pesquisadores para refletir sobre os efeitos sociais das políticas do Estado brasileiro para o desenvolvimento e gestão do espaço urbano, voltadas ao incentivo e a regulação do neoextrativismo, dos grandes projetos industriais, agroindustriais, de infraestrutura e de “segurança”. A desregulação ambiental, como um efeito da flexibilização das normas voltadas à proteção dos recursos naturais e de direitos territoriais, é a faceta mais visível de um conjunto de mudanças que implicam graves desdobramentos sobre o acirramento de conflitos em diferentes regiões do país, sobretudo em áreas de ocupação tradicional. No espaço urbano, sobretudo nas grandes metrópoles, as formas violentas de controle territorial estão marcadas pela escalada do encarceramento e da violência letal cometida pelo Estado.  Dentro do conjunto de debates que se desdobram a partir desse contexto, o fórum dará ênfase às seguintes temáticas: (i) o aumento das situações de violência e violação de direitos sob a perspectiva dos atingidos pela mineração (em Minas Gerais e na Amazônia brasileira) e pelos desastres promovidos pela mineração (Mariana, Brumadinho e Barcarena), dos atingidos pelos empreendimentos hidrelétricos (como Belo Monte) e dos atingidos pelo agronegócio (em especial, nas zonas da fronteira de expansão da produção de soja); (ii) a expropriação, o esbulho e a reestruturação do mercado de terras nas áreas rurais; (iii) o agravamento dos danos socioambientais nos territórios ocupados por povos e comunidades tradicionais e/ou de periferia urbana; (iv) a criminalização dos movimentos sociais e das práticas de cientistas sociais; (v) as políticas e práticas governamentais de desenvolvimento e desregulação ambiental e sua associação com o fortalecimento das alianças dos atores vinculados às atividades extrativas e produtivas com o mercado internacional e (vi) violência letal e encarceramento como modos de gestão regular dos conflitos urbanos.

Coordenação Geral: Deborah Bronz (UFF), Adriana Vianna (MN/UFRJ), Maria Filomena Gregori (Presidente da ABA)

1ª sessão: Desastres, violências e violações socioambientais
Dia 22/10, terça-feira, das 17h30 às 19h00, sala 1 – Hotel glória
Palestrantes:Ana Flávia Moreira Santos (UFMG), Horácio Antunes de Sant’Ana Junior(UFMA) e Raquel Oliveira (UFMG).
Debatedoras: Deborah Bronz (UFF), Edna Castro (UFPA)

2ª sessão: Políticas de Estado para o desenvolvimento, desregulação ambiental e seus efeitos sociais e territoriais
Dia 23/10, quarta-feira, das 17h30 às 19h00, sala 1 – Hotel glória
Palestrantes:Thereza Meneses (UFRRJ), Stephen Baines (UnB), Henri Acselrad (UFRJ), Sônia Magalhães (UFPA)
Debatedora: Andrea Zhouri (UFMG)

3ª sessão: Violência estatal: políticas e práticas de morte e encarceramento
Dia 24/10, quinta-feira, das 17h30 às 19h00, sala 1 – Hotel glória
Palestrantes: Fábio Mallart (USP) e Roberto Efrem Filho (UFPB);
Maria Dalva Correia da Silva (Rede de Comunidades e Movimentos Contra a Violência);
Sérgio Luís Carrara (UERJ)
Luciano Norberto dos Santos (Rede de Comunidades e Movimentos Contra a Violência);
Angela Mercedes Facundo Navia (UFRN)
Debatedore/a: Adriana Vianna (MN/UFRJ) e Fábio Araújo (IFRJ).


 
FR02 Estudos de elites culturais e políticas

Aglutinamos neste Fórum reflexões sobre agentes (individuais e coletivos) que ocupam posições relativamente bem situadas no espaço social mais amplo e em domínios sociais específicos, notadamente culturais e políticos. Características sociais, investimentos intelectuais, intervenções militantes, modalidades de atuação, efeitos que produzem, resistências e enfrentamentos que suscitam, são algumas das dimensões centrais dos estudos aqui reunidos, que indagam sobre condições de intervenção e objetos disputados nas batalhas por legitimação de recursos de poder. O que está relacionado à capacidade de manipular/impor representações legítimas (sobre a política, a sociedade, a economia, a nação, a região, a profissão, a religião, as formas de intervenção, as causas percebidas como legítimas, os critérios de pertencimento, etc.), afinadas a estratégias de conservação ou de subversão da distribuição (sempre desigual) de recursos e posições. Sem perder de vista o peso das reconfigurações do espaço internacional e das lutas transnacionais, que produzem impactos nos princípios de hierarquização (em distintos níveis) e na recomposição dos grupos dirigentes na dinâmica nacional. Assim, são considerados processos intervenientes em modificações na estruturação e diferenciação do espaço social, na morfologia dos grupos dominantes (principalmente nos planos cultural e político), nas suas práticas e sentidos ajustados às variadas formas de dominação. O que está na base da afirmação de lugares e reconhecimentos de agentes como “intelectuais”, “representantes” e “porta-vozes” de questões socialmente relevantes.

 Coordenação Geral: Eliana Tavares dos Reis (UFMA)

1ª Sessão: Instituições e a transnacionalização das elites
Dia 22/10, terça-feira, das 17h30 às 19h00, sala 20 – Hotel Palace
Coordenação: Igor Gastal Grill (UFMA)
Palestrantes: Miqueli Michetti (UFPB), Ana Paula Hey (USP), Eliana Tavares dos Reis (UFMA).

2ª Sessão: Elites intelectuais e circulação de saberes
Dia 23/10, quarta-feira, das 17h30 às 19h00, sala 20 – Hotel Palace
Coordenação: Irlys Barreira (UFC)
Palestrantes: Elisa Klüger (CEBRAP), Maria Caramez Carlotto (UFABC), Ernesto Seidl (UFSC).
 
3ª Sessão: Composição das elites e estratégias de luta política
Dia 24/10, quinta-feira, das 17h30 às 19h00, sala 20 – Hotel Palace
Coordenação: Ernesto Seidl (UFSC)
Palestrantes: Irlys Barreira (UFC), Igor Gastal Grill (UFMA), Rafael Machado Madeira (PUC/RS).

 


 
FR03 Democracia em crise (Associação Brasileira de Ciência Política/ABCP)
Coordenação Geral: Flávia Biroli (UnB)

1ª Sessão: Nova direita, autoritarismos e conservadorismos
Dia 22/10, terça-feira, das 17h30 às 19h00, sala 8 – Hotel Glória
Coordenação: Flávia Biroli (UnB)
Palestrantes:Adriano Nervo Codato (UFPR), Vera Alves Cepêda (UFSCar), Jorge Gomes de Sousa Chaloub (UFJF), Luciana Maria de Aragão Ballestrin (UFPel)

2ª Sessão: As (novas) regras do jogo
Dia 23/10, quarta-feira, das 17h30 às 19h00, sala 8 – Hotel Glória
Coordenação: Fernando Guarnieri (UERJ)
Palestrantes: Camila Romero Lameirão (UFG), Glauco Peres da Silva (USP), Tiago Daher Padovezi Borges (UFSC)

3ª Sessão: O novo cenário do ativismo no Brasil
Dia 24/10, quinta-feira, das 17h30 às 19h00, sala 8 – Hotel Glória
Coordenação:  Luciana Ferreira Tatagiba (Unicamp)
Palestrantes: Adrian Gurza Lavalle (USP), Debora Maciel (Unifesp), Flávia Mateus Rios (UFF), Ângela Figueiredo (UFRB)



FR04  Ações afirmativas em um contexto de mudanças: novas configurações e debates

A proposta desse Fórum é ajudar na compreensão dos desdobramentos dos diversos modelos de ações afirmativas que vêm sendo experientados nos últimos dez anos no âmbito das instituições públicas de ensino superior. Parte-se aqui do pressuposto de essas políticas ensejaram uma nova configuração das chamadas “relações raciais” no país, com repercussões para além das universidades, atingindo diferentes instâncias da sociedade brasileira. Para isso, buscaremos trazer à baila dimensões das ações afirmativas ainda pouco estudadas pelas ciências sociais brasileiras, através de três mesas redondas sobre temas que potencializam esse debate, a saber: a) as ações afirmativas nas pós-graduações; b) o efeito da cotas em concursos para funcionários públicos para a diversificação do corpo docente das IFES e c) os dilemas que as comissões de verificação de auto-declaração por raça/cor trazem para a aplicação das ações afirmativas, considerando o sistema classificatório em termos de raça e de cor que se construíu historicamente no país.

Coordenação Geral: Paulo Sergio Costa Neves (UFABC)

1ª Sessão:  Ações afirmativas e pós-graduação: dilemas, desafios e experiências
Dia 22/10, terça-feira, das 17h30 às 19h00, sala 6 – Hotel Glória
Coordenação: Valter Silvério  (UFSCar)
Palestrantes:Anna Carolina Venturinni (IESP-UERJ), Luciana de Mello (UFRGS), Ângela Figueredo (UFRB)
Debatedora: Maria Nilza  da Silva (UEL)

2ª sessão – Comissões de verificação e mudanças no sistema de classificação por Cor e Raça no Brasil
Dia 23/10, quarta-feira, das 17h30 às 19h00, sala 6 – Hotel Glória
Coordenação: Marcos S Silveira (UFPR)
Palestrantes: Antonio Sergio Guimarães (USP), Edilza Sotero (UFBA), Paulo Sergio Costa Neves (UFABC)
Debatedor: Flavia Mateus Rios (UFF)

3ª sessão: Diversificação do corpo docente nas IFES e ações afirmativas em concursos públicos
Dia 24/10, quinta-feira, das 17h30 às 19h00, sala 6 – Hotel Glória
Coordenação: Luiz Augusto Campos (IESP-UERJ)
Palestrantes: Luiz Mello  (UFG), Regimeire Maciel (UFABC), Paula Barreto (UFBA)
Debatedora: Luena Nascimento Pereira  (UFRRJ)



FR05  O campo do patrimônio e os desafios da antropologia no Brasil contemporâneo

Nas últimas décadas, a noção de patrimônio ampliou-se consideravelmente no Brasil. Deixou de se referir apenas aos bens imóveis relacionados à noção de passado histórico e passou a englobar o cultural, o intangível, ogenético, o intelectual. Deu-se início a um processo de “patrimonialização das diferenças” trazendo para o centro do debate a ênfase em narrativas plurais centradas na noção de diversidade. Essa mudança não foi apenas simbólica. Articulada a políticas e programas voltados para segmentos antes periféricos, ela propiciou o acesso a direitos até então dificilmente disponíveis, como o direito ao território, a políticas educacionais e de saúde diferenciadas e recursos financeiros. No entanto, as recentes mudanças dos rumos políticos do país levaram a uma crise das políticas públicas na área do patrimônio, com a interrupção de programas e repasse de recursos, que impactam diretamente na atuação de cientistas sociais e dos grupos beneficiários. Esse simpósio, proposto no âmbito das atividades desenvolvidas pelo Comitê de Patrimônios e Museus da Associação Brasileira de Antropologia, procura refletir sobre os efeitos e os impactos dessa crise que se abate sobre o patrimônio. Ele se estrutura em torno dos seguintes eixos de reflexão: a) A participação em conselhos consultivos: o/as antropólogos/as vêm há algumas décadas participando de conselhos consultivos de agências de patrimônio em escala nacional, estadual e municipal, além de também já terem ocupado a presidência de instituições de patrimônios estaduais e nacional. É tempo de avaliarmos quais os desafios encontrados por estes/as antropólogos/as no contexto destas agências. Como a antropologia tem contribuídopara a garantia  do  reconhecimento  da  diversidade cultural? Quais dilemas éticos tem enfrentado? Quais conquistas foram possíveis em contextos que sabemos serem, por vezes, adversos? Este debate visa refletir sobre a importância de termos como pauta deste Comitê de Patrimônios e Museus a demanda por representações da antropologia em todos os conselhos estaduais, além da já histórica e   mportante  presença no conselho do IPHAN,sobretudo no atual contexto de dissolução dos mesmos; b) A atuação nas práticas de identificação  e registro do  patrimônio  imaterial: a ampliação e a democratização das políticas patrimoniais, sobretudo a partir da criação das políticas voltadas para o patrimônio imaterial, trouxeram novos atores e demandas para o campo do patrimônio e favoreceram a emergência de novos sujeitos de direito coletivo.  Propiciaram, outrossim, novas formas de atuação para antropólogos e demais cientistas sociais, através de um mercado de trabalho crescente em que são chamados para identificações, documentações, pesquisas, inventários, laudos, elaboração de dossiês e mapeamentos de saberes tradicionais, festas, celebrações, rituais e um manancial crescente de expressões e práticas performativas singulares. Procuramos aqui refletir sobre os impactos dessa crise política no campo do patrimônio imaterial e nos modos de atuação dos cientistas sociais envolvidos nos processos de patrimonialização.c) Os impactos na vida dos seus detentores: somada ao avanço das políticas de caráter neoliberal e dos projetos desenvolvimentistas, essa virada política conservadora impacta diretamente na vida de populações indígenas, quilombolas e demais povos tradicionais, bem como na de moradores de periferias urbanas. Uma de suas consequências diretas é o retrocesso dos direitos dessas minorias e uma crise das políticas culturais e patrimoniais que lhes eram destinadas, colocando em risco o seu patrimônio material e imaterial, os seus modos de vida, a sua integridade física e, num sentido mais amplo, ameaçando a garantia da pluralidade étnico-cultural. Por esses motivos, consideramos fundamental propor uma mesa-redonda que acompanhe essa nova realidade e contribua com suas reflexões a partir das respectivas realidades observadas.

Coordenação Geral : Simone Vassallo (UFF) e Izabela Tamaso (UFG)

1ª sessão: Antropologia, Estado e Patrimônios
Dia 22/10, terça-feira, das 17h30 às 19h00, sala 22 – Hotel Palace
Coordenação: Regina Abreu (UNIRIO)
Palestrantes: Izabela Tamaso (UFG), Silvana Rubino (Unicamp)     


2ª sessão: Antropologia e patrimônio imaterial, entre reflexão e ação         
Dia 23/10, quarta-feira, das 17h30 às 19h00, sala 22 – Hotel Palace
Coordenação: Izabela Tamaso (UFG)
Palestrantes: Regina Abreu (UNIRIO), João Miguel Sautchuk (UnB), Ana Carolina Nascimento (UFRJ)


3ª sessão: Patrimônios e populações em risco               
Dia 24/10, quinta-feira, das 17h30 às 19h00, sala 22 – Hotel Palace
Coordenadora: Simone Vassallo (UFF)                                     
Palestrantes: José Mauricio Arruti (UNICAMP), Luciana Carvalho (UFOPA), Nina Bitar (UFRJ)



FR06 – Fórum Imagem e Som ANPOCS

1ª sessão: Mídia, imagem e nova direita  
Dia 22/10, terça-feira, das 17h30 às 19h00, sala 5 - Anfiteatro Caxambu - Hotel Glória

A mesa tem por objetivo discutir como a formação e a utilização de determinadas imagens podem estar conectadas com a ascensão da nova direita destacando a importância do discurso e da linguagem na definição e na legitimação de espaços de atuação desta. Isso passa pela formação contemporânea tanto de agendas de atuação da mídia e também pela forma como são constituídas as elites intelectuais. Desta maneira, a partir de abordagens diversas pretendemos colocar em debate o modo como os meios de comunicação, as imagens e a nova direita estão articuladas contemporaneamente.   

Palestrantes: Lidiane Soares Rodrigues (UFSCar) , Camila Maria Risso Sales (Unifap), Maria Caramez Carlotto (UFABC)

 

2ª sessão: Feições da verdade em transfigurações das imagens
Dia 23/10, quarta-feira, das 17h30 às 19h00, sala 5 - Anfiteatro Caxambu - Hotel Glória

Ao se levar ao pé da letra a provocação de Roland Barthes quanto à ampliação da noção de texto, nesta mesa, são examinados e analisados diferentes exemplos de transposição de escrituras para distintos suportes de expressão/comunicação, quando envolve literatura, cinema, teatro e audiovisual. Nesse sentido, o retorno às questões da recodificação, das modulações hermenêuticas, da tradução entre linguagens está disposto à contrapartida dos efeitos de transfigurações de imagens que compõem as dinâmicas intermidiáticas na cultura contemporânea. Por isso mesmo, sugerem problemáticas acerca dos modos atuais de simbolização e, assim, repercutem nos sensos de certeza, mais em particular sobre as divisões ontológicas entre o real e o imaginado, enfim, pressionam ao mesmo tempo em que respaldam regimes de verdade com as suas implicações tanto no plano das subjetivações quanto do institucional.
Palestrantes: Edson Farias (UnB), Luis Felipe Hirano (UFG), Andréa Borges Leão (UFC)


3ª sessão: Gênero, Imagem e Política  
Dia 24/10, quinta-feira, das 17h30 às 19h00, sala 5 - Anfiteatro Caxambu - Hotel Glória

Nesta mesa, Sylvia Caiuby Novaes aborda sua pesquisa sobre Claudia Andujar, Lux Vidal e Maureen Bisilliat, estrangeiras radicadas no Brasil cujas trajetórias guardam grande afinidades, especialmente no encontro com a alteridade, seja no contato com povos indígenas, seja com grupos específicos da sociedade brasileira. Em diálogo com esta abordagem, Rachel Rezende apresentará o acervo fotográfico do Instituto Moreira Salles, do qual a obra de Bisilliat faz parte, e discutirá o trabalho da artista visual Aline Motta, bolsista do programa da revista Zum (IMS), e cuja linguagem está fortemente calcada na elaboração de memórias recalcadas na iconografia da escravidão e do pós-abolição. Na produção de filmes, Ana Paula Alves Ribeiro analisa os curtas metragens produzidos por mulheres negras na região do Porto do Rio de Janeiro, discutindo memória e ancestralidade.

Palestrantes: Sylvia Caiuby Novaes (USP), Rachel Rezende (IMS), Ana Paula Alves Ribeiro (UERJ), Lisabete Coradini (UFRN- mediadora).

 
 



CURSOS (CS)

O minicurso é constituído por três aulas de 90 minutos, sendo cada aula das áreas de Antropologia, Sociologia e Ciência Politica/Relações Internacionais, ministradas por pesquisadores reconhecidos em sua área de atuação.

* Para obtenção de certificado de participação no curso é obrigatória a inscrição no evento. O controle será feito exclusivamente mediante lista de presença em cada aula. Os certificados serão emitidos somente após o evento.

 

CS01 – Minicurso ANPOCS


Aula 1
Dia 22/10, terça-feira, das 15h30 às 17h00, sala 2 – Hotel Glória
Ministrante: Izabela Tamaso (UFG / Comitê de Patrimônios e Museus da ABA)

Título: Os patrimônios e suas múltiplas concepções

Com a intensificação, nas últimas décadas, dos reconhecimentos de bens culturais (materiais ou imateriais) como patrimônios culturais, por parte das agências estatais nacionais e internacionais, muitas foram as abordagens disciplinares, metodológicas e teóricas usadas para investigar, compreender, analisar e interpretar os fenômenos relacionados com o tema dos patrimônios. Este minicurso, lança luz sobre as variantes da categoria patrimônio, considerando-se a interface com análises mais contemporâneas e subjetivas como por exemplo, a noção de emoções patrimoniais, nostalgia, patrimônios mestiços e étnicos, que permitem vislumbrar as ambiguidades constitutivas da prática preservacionista. Igualmente importante é dar maior visibilidade para concepções nativas dos patrimônios - e suas conexões com a construção de identidades e as memórias coletivas - para colocá-las em diálogo com as concepções das agências governamentais. Este, talvez, deva se constituir em um projeto para a antropologia dos patrimônios, a fim de que não siga apenas sendo refém da pauta estabelecida pelas políticas públicas dos patrimônios culturais.

Bibliografia sugerida:
FABRE, Daniel. Émotions Patrimoniales. Paris: Éditions de la Maison des Sciences de l´Homme. 2013.

HERZFELD, Michael. Engagement, Gentrification, and the Neoliberal Hijacking of History.
Current Anthropology Volume 51, Supplement 2, October 2010

SMITH, Laurajane. Uses of Heritage. London: Routledge, 2006.

TAMASO, Izabela. Os Patrimônios como sistemas patrimoniais e culturais: notas etnográficas sobre o caso da cidade de Goiás. Revista Anthropológica, PPGA/UFPE, v. 26, n. 2, 2015. https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaanthropologicas/article/view/23973

 

Aula 2
Dia 23/10, quarta-feira, das 19h30 às 21h00, sala 1 – Hotel Glória
Ministrante: Igor Gastal Grill (UFMA)

Título: Crises políticas e reconfigurações do espaço do poder: elementos para um tratamento analítico da “questão”

Propomos nessa aula mobilizar um instrumental analítico pertinente ao exame de contextos de reconfiguração do espaço do poder, notadamente caracterizados pela alta fluidez de lógicas e registros de intervenção, de modo que podem ser definidos como conjunturas de crise política. Procurando transpor obstáculos das abordagens objetivistas, internalistas e sincrônicas, priorizamos uma reflexão que articula o caráter processual (com ênfase socio-histórica), multidimensional (envolvendo múltiplos princípios e domínios de atividades) e representacional (em duplo sentido: produção de representações sobre o mundo social; ocupação de posições de representação política). Por essa via, podemos reunir elementos para a compreensão de “questões” como a “crise da democracia representativa”, em pauta nos debates públicos nos planos nacional e internacional.

Bibliografia sugerida:
BADIE, Bertrand; HERMET, Guy. Política Comparada. México: Fondo de Cultura Económica, 1993.
BOURDIEU, Pierre. “A Representação Política. Elementos para uma teoria do campo político”. In: BOURDIEU, Pierre. O Poder Simbólico. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1989.
CHAMPAGNE, Patrick. Formar a opinião: o novo jogo político. Rio de Janeiro: Vozes, 1998.
COLLOVALD, Annie; GAÏTI, Brigitte (Orgs.). La démocratie aux extrêmes. Paris: La dispute, 2006.
DOBRY, Michel. Sociologia das crises políticas. São Paulo: Editora UNESP, 2014.
ELIAS, Norbert. Os alemães: a luta pelo poder e a evolução do habitus nos séculos XIX e XX. Rio de Janeiro: Zahar Editor, 1997.
GAÏTI, Brigitte; SIMEANT, Johanna (Orgs.). La consistance des crises. Rennes: PUR, 2018.
GAXIE, Daniel. La démocratie représentative. Paris: Montchrestien, 1993.
GRILL, Igor G.; REIS, Eliana T. dos.  Elites parlamentares e a dupla arte de representar: interseções entre política e cultura no Brasil. Rio de Janeiro: FGV Editora, 2016.
LACROIX, Bernard. La ‘crise de la démocratie représentative en France’: éléments pour une discussion sociologique du problème. Scalpel, n. 1, 1994.
LAGROYE, Jacques. Os processos de politização.  Revista Política e Sociedade, v. 16, n. 37, 2017.
REIS, Eliana. T. dos; GRILL, Igor. G. (Orgs.). Estudos sobre elites políticas e culturais (V.2). Reflexões e aplicações não canônicas. São Luís: EDUFMA, 2016.
VAUCHEZ, A. O poder judiciário: um objeto central da Ciência Política. In: ENGELMANN, F. Sociologia Política das Instituições Judiciais. Porto Alegre: EDUFRGS, 2017.


Aula 3

Dia 23/10, quarta-feira, das 19h30 às 21h00, sala 2 – Hotel Glória
Ministrante: Paulo Sergio Costa Neves (UFABC, UFS)

Título:  Reconhecimento, redistribuição e os movimentos sociais no Brasil contemporâneo

O debate sobre os princípios de justiça capazes de definir uma sociedade justa tem, desde os trabalhos seminais de John Rawls, ocupado uma dimensão importante no debate teórico não apenas na filosofia mas, também, nas ciências humanas e sociais em geral.. No escopo desse debate mais amplo, um lugar a parte deve ser dado à controvérsia entre Axel Honneth e Nancy Fraser sobre os lugares que os conceitos de “reconhecimento” e “redistribuição” têm para uma análise das principais tendências em curso nas sociedades contemporâneas. Adotando uma perspectiva crítica própria à Escola de Frankfurt, esses autores buscam delimitar os limites e potencialidades emancipatórias embutidos em cada um desses conceitos.. Nessa aula, pretendemos retomar essa discussão à luz das demandas de alguns movimentos sociais ditos identitários no Brasil atual.

Bibliografia sugerida:
FRASER, N. Da Redistribuição ao Reconhecimento? Dilemas da Justiça na Era PósSocialista. In:
SOUZA, Jessé. (Org.). Democracia hoje. Novos desafios para a teoria democrática contemporânea. Basília, DF: UNB, 2001. p. 245-282.
FRASER, Nancy; HONNETH, Axel. Redistribution or Recognition? A political-philosophical exchange. London; New York: Verso, 2003.
HONNETH, A. Luta por reconhecimento: a gramática moral dos conflitos sociais. São Paulo: Editora 34, 2003.
NEVES, Paulo S. C. Reconhecimento ou Redistribuição: O que o debate entre Honneth e Fraser diz das lutas sociais e vice-versa. POLÍTICA & SOCIEDADE (IMPRESSO), v. 17, p. 234-257, 2019.
NEVES, Paulo S. C. ; DE SOUZA, Luiz Gustavo da  Cunha. Redistribuição ou reconhecimento, 15 anos depois. POLÍTICA & SOCIEDADE (IMPRESSO), v. 17, p. 7-20, 2019.
NEVES, Paulo S. C. Luta anti-racista: entre reconhecimento e redistribuição. Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, v. 20, n.59, p. 81-96, 2005.

 

 



WORKSHOPS (WS)


WS01 Fotografia e Contexto Social (IMS - Instituto Moreira Salles)
Dia 23/10, quarta-feira, das 17h30 às 19h00, sala 2 – Hotel Glória

Ministrante: Roberta  Zanatta (Instituto Moreira Salles/IMS)

* A participação neste workshop é gratuita para interessados já inscritos no 43º Encontro Anual da ANPOCS. Vagas limitadas a 30 pessoas pré-inscritas pelo e-mail workshop@anpocs.org.br

Quando se olha para o passado, percebe-se que quanto mais longínquo ele é, menos recursos para sua compreensão temos. O que encontramos são fragmentos de organizações sociais e de modos de vida. Os documentos ajudam a compreender esse passado, mas também trazem dúvidas, pois muitas vezes encontram-se desordenados, com partes faltantes, esmaecidos. Muitas são as suas lacunas. No caso das fotografias, frequentemente não sabemos quem são os retratados e nem a qual contexto específico a imagem se refere, mas podemos iniciar o trabalho de identificação a partir de um detalhe arquitetônico, do modo de vestir, do tipo de comércio ou de outras características do tema fotografado. À medida que esses documentos se tornam acessíveis em formato digital e on-line, tem-se um maior número de análises, identificações e reinterpretações. O que resulta em releituras não só dos documentos em questão, como da própria história e de seus desdobramentos sociológicos, políticos e antropológicos no contexto da época e dos costumes que retratam. Com esse processo de releitura dos documentos e sua consequente valorização como fonte de pesquisa palpável, pode-se dizer que estamos vivendo um momento no qual presenciamos uma mudança significativa na forma de pesquisar e produzir trabalhos que interpretem e reflitam sobre as sociedades. O objetivo deste Workshop é analisar fotografias do acervo do Instituto Moreira Salles para tentar compreender o contexto social no qual foram produzidas, possíveis intenções e interpretações.



WS02 Introdução ao uso do Banco de Dados  ( CIS - Consórcio de Informações Sociais)
Dia 23/10, quarta-feira, das 19h30 às 21h00, sala 20 – Hotel Palace

* Os certificados deste curso serão emitidos pelo Consórcio de Informações Sociais (CIS) após o evento. O controle será feito por lista de presença.

Ministrante: Edison Ricardo Emiliano Bertoncelo (USP)

Objetivo Geral:Discutir a importância do compartilhamento de bancos de dados nas pesquisas em Ciências Sociais; apresentar o acervo público de dados do CIS, e estimular o seu uso para a realização de investigaçõessobre a sociedade brasileira.

Objetivos Específicos: Divulgar procedimentos para cadastro, acesso e consulta ao acervo do CIS; mostrar algumas análises descritivas (frequências e cruzamentos de variáveis) e formas de apresentação dos dados (gráficos e tabelas); fornecer exemplos práticos sobre como utilizar um banco de dados já existente para a realização de uma nova investigação empírica, visando um problema diferente daquele do banco de dados original.



WS03 Dados de Pesquisa CGEE -  Centro de Gestão e Estudos Estratégicos
Dia 23/10, quarta-feira, das 19h30 às 21h00, sala 10 – Hotel Lopes
* O controle será feito por lista de presença para emissão de certificados aos inscritos no evento.
Ministrantes : Verena Hitner e Marcelo Paiva

O workshop tem como objetivo demonstrar a metodologia de análise de redes utilizada no Projeto CHSSALLA (Diagnóstico das Ciências Humanas, Sociais Aplicadas, Lingüística, Letras e Artes) e explorar possibilidades de outros usos como insumo para a pesquisa em Ciências Sociais.  Serão apresentados fundamentos de análise de redes e apresentadas ferramentas de uso público (Gephi) e restrito (iNet do CGEE) e suas principais funcionalidades. Ademais, serão realizadas análises exploratórias sobre temas relevantes para as Ciências Sociais por meio da base de teses de doutorado. Recomenda-se que os participantes do workshop tenham assistido a apresentação do projeto a ser realizada na manhã do mesmo dia 23. 

 



REUNIÕES ESPECIAIS (RE)


RE01 Reunião da Assembleia Geral Ordinária da ANPOCS

Dia 24/10, quinta-feira, das 19h30 às 21h00, sala 4 – Anfiteatro Glória – Hotel Glória

RE02 Reunião de Coordenadoras e Coordenadores de Cursos e Docentes de Cursos de Graduação em Ciências Sociais - Fórum de Graduação em Ciências Sociais – ANPOCS.
Dia 22/10, terça-feira, das 13h00 às 14h30, sala 8 – Hotel Glória
Coordenação: Teresa Cristina Schneider Marques (PUC-RS), Elias Evangelista Gomes (UNIFAL-MG)

O contexto atual, marcado pelos ataques às Ciências Humanas, motivou a criação do Fórum de Graduação em Ciências Sociais, no âmbito da Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (ANPOCS). Em sua primeira edição, interessa, sobretudo, compartilhar experiências e propor uma pauta conjunta de trabalho com vistas a: 1) Garantir um espaço institucionalizado de debate que contemple as questões relacionadas ao bacharelado e à licenciatura em Ciências Sociais; 2) Ampliar o diálogo entre coordenadoras(es), membros de Núcleos Docentes Estruturantes (NDEs) e docentes dos cursos de graduação, por meio da integração contínua e do fortalecimento da graduação frente às mudanças institucionais e crises políticas e econômicas; e 3) Estimular a conexão entre graduação e pós-graduação, com o objetivo de contribuir com o ensino, a extensão e a pesquisa nas áreas que garantem identidade às Ciências Sociais.

 
RE03 Reunião de  Coordenações dos Programas de Pós-Graduação em Antropologia
Dia 22/10, terça-feira, das 13h00 às 14h30, sala 1 – Hotel Glória


RE04 Reunião de  Coordenações dos Programas de Pós-Graduação em Ciência Política/Relações Internacionais

Dia 22/10, terça-feira, das 13h00 às 14h30, sala 6 – Hotel Glória


RE05 Reunião de Fórum de Coordenadores da Área de Sociologia
Dia 22/10, terça-feira, das 13h00 às 14h30, sala 7 – Hotel Glória
 

RE06 Reunião da Coordenação de Área com os Coordenadores dos PPGs da Área de Sociologia.
Dia 23/10, quarta-feira, das 13h00 às 14h30, sala 6 – Hotel Glória


RE07 Assembleia Geral Extraordinária / Posse da nova diretoria da SBS.
Dia 23/10, quarta-feira, das 12h00 às 13h00, sala 1 – Hotel Glória


RE08 Reunião do Conselho Diretor da ABA – 1ª sessão
Dia 22/10, terça-feira, das 13h00 às 14h30, sala 2 – Hotel Glória


RE09 Reunião do Conselho Diretor da ABA – 2ª sessão
Dia 23/10, quarta-feira, das 13h00 às 14h30, sala 2 – Hotel Glória


RE10 Reunião dos PPGs nota 3 com Coordenação de Área de Sociologia na CAPES
Dia 24/10, quinta-feira, das 13h00 às 14h30, sala 1 – Hotel Glória


RE11 Reunião da Assembleia Geral da ABCP, Associação Brasileira de Ciência Política
Dia 23/10, quarta-feira, das 12h00 às 13h00, sala 9 – Hotel Glória


RE12 Reunião das Diretorias Regionais da ABCP, Associação Brasileira de Ciência Política
Dia 24/10, quinta-feira, das 12h00 às 13h00, sala 6 – Hotel Glória


RE13 Reunião de Apresentaçao de Dados de Pesquisa Sobre Ciências Humanas no Brasil. Expositora: Verena Hitner e  Marcelo Paiva (CGEE - Centro de Gestão e Estudos Estratégicos).
Dia 23/10, quarta-feira, das 13h00 às 14h30, sala 5 – Anfiteatro Caxambu - Hotel Glória


RE14 Reunião do Comitê de Antropologia Visual da ABA

Dia 23/10, quarta-feira, das 13h00 às 14h30, sala 3 – Hotel Glória


RE15 Reunião da Rede de Ciências Sociais Feministas
Dia 23/10, quarta-feira, das 13h00 às 14h30, sala 8 – Hotel Glória


RE16 Reunião com coordenador de área CAPES – Antropologia.
Dia 24/10, quinta-feira, das 13h00 às 14h00, sala 5 – Anfiteatro Caxambu - Hotel Glória


RE17 Reunião de Editores – Revistas de Antropologias

Dia 23/10, quarta-feira, das 11h00 às 12h00, sala 3 – Hotel Glória

 


 

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STS - SESSÕES DAS 8h00 ÀS 11h00.

ST01    A ciência social brasileira como campo transnacional de pesquisa: ideias, atores e instituições. Sala 10  Hotel Lopes
ST02    Antropologias Afroindígenas: Contramestiçagens e Resistências. Sala 12 Hotel Lopes
ST03    Capitalismo, reconhecimento e desigualdade. Sala 11 Hotel Lopes
ST04    Ciberpolítica, ciberativismo e cibercultura. Sala 13 Hotel União
ST05    Ciências Sociais pelos interiores: novas cartografias de pesquisa em gênero e diversidade sexual no Brasil. Sala 14  Hotel União
ST06      Comportamento Político e Opinião Pública. Sala 15 - Hotel União
ST07    Conflitos e desastres ambientais: colonialidade, desregulação e lutas por territórios e existências. Sala 16  Hotel União
ST08     Deficiência e ocupação das políticas públicas. (sessão única dia 22). Sala 1  Hotel Glória
ST09    Democracia e Desigualdades. Sala 17 - Hotel Caxambu
ST11    Drogas, atores e sociedade. Sala 19 - Hotel Caxambu
ST12    Estado, burguesia e capitalismo no Brasil. Sala 20 Hotel Palace
ST13    Etnografias do Capitalismo. Sala 21 Hotel Palace
ST14    Forças Armadas, Estado e Sociedade. Sala 22  Hotel Palace
ST15    Imagens e ciências sociais: experiências de ensino e pesquisa. Sala 23  Hotel São Francisco
ST16    Infâncias, Adolescências e Juventudes – pesquisas acadêmicas e políticas públicas.  Sala 24  Ação Catolica
ST17    Intelectuais, democracia e dilemas contemporâneo. Sala 25  Câmara Municipal
ST18    Intervenções humanitárias, construção da paz e cenários de violência. Sala 26  Rotary
ST19    Juristas, instituições judiciais e disputas sobre o direito. Sala 27 – Lions
ST20     Memória, pós-colonialidade e as lutas por justiça nas democracias do Cone-Sul. (sessão única dia 24). Sala 28 – AMAG
ST21    Memórias, coleções e heranças. (1ª sessão dia 22 e 2ª sessão dia 23).  Sala 28 – AMAG
ST22    Mídia e Política. Sala 18. Hotel Caxambu

STS - SESSÕES DAS 14h00 ÀS 17h00.

ST10    Democracia em crise: instituições, controles e participação.  Sala 10 - Hotel Lopes
ST23    Migrações, alteridades e controles .Sala 11 - Hotel Lopes
ST24    Movimentos Sociais: protesto e participação. Sala 13 - Hotel União
ST25    Música e ciências sociais: reflexões sobre métodos, conceitos e fronteira.s Sala 12 - Hotel Lopes
ST26    Novas perspectivas do poder local .Sala 14 - Hotel União
ST27    Partidos, eleições e sistemas. Sala 15 - Hotel União
ST28    Pensamento Social no Brasil: limites e possibilidades do conservadorismo. Sala 16 - Hotel União
ST29    Pensando as décadas esportivas: Análise social do Futebol e dos eventos esportivos realizados no Brasil. Sala 17 - Hotel Caxambu
ST30    Política Externa Comparada.  Sala 18 - Hotel Caxambu
ST32    Populações rurais e agenciamentos políticos: Enquadramento jurídico, desmontes de programas públicos e enfrentamentos situacionais .Sala 19 - Hotel Caxambu
ST31 Política, mercado e futebol: o futebol como mercado, interações institucionais e a corrupção. (*sessão única dia 24). sala 31 Centro de Convenções
ST33    (Re)Pensar as ciências sociais na era dos radicalismos: trânsitos sul-atlânticos e (des)conexões entre África e Brasil.  Sala 20 - Hotel Palace
ST34    Relações familiares, gênero e política: controvérsias, afetos e direitos. Sala 21 - Hotel Palace
ST35    Relações humano-animal: presente, passado e futuros possíveis. Sala 22 - Hotel Palace
ST36    Relações raciais: desigualdades, identidades e políticas públicas. Sala 23 - Hotel São Francisco
ST37    Religião, política, direitos humanos: reconhecimento e intolerâncias em perspectiva. Sala 24 - Ação Catolica
ST38    Sexualidade e gênero: política, agenciamentos e direitos em disputa. Sala 25 - Câmara Municipal
ST39    Sobre Periferias: novos conflitos no espaço público. Sala 26 - Rotary
ST40    Sociedade e Vida Econômica. Sala 27 – Lions
ST41    Teoria social hoje: desafios, tendências e perspectivas.  Sala 28 - AMAG
ST42    Trabalho, sindicalismo e os desafios sociológicos em tempos de crise. sala 29 - Centro Convenções
ST43    Violência, punição e controle social: novas perspectivas de pesquisa e de análise. Sala 30 - Centro Convenções

 



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dias, horários e locais

 

 



EXPOSIÇÕES (EX) - ENSAIOS FOTOGRÁFICOS 


CURADORIAS

 •    Olhares Antropológicos da Memória Ambiental nas Margens do Litoral Norte Gaúcho
Fabrício Fuchs Barreto; Guillermo Stefano Rosa Gómez. Porto Alegre/RS, Tramandaí/RS, Osório/RS, Santo Antônio da Patrulha/RS.

•    Olhares e Vozes do Cárcere    
Internas da Penitenciária Central Feminina de Piraquara, sob a supervisão e curadoria de fotógrafos profissionais, e professora de Sociologia. Penitenciária Central de Piraquara/PR. Coordenadora do Projeto: Sonia Haracemiv  (UFPR), Izabel Liviski (UFPR), Cadu Silvério (UEL), Lana Raquel Furtado (IFPR),  Althaus Manosso (Depen/PR)

•    Olly: Imagens de uma modernidade rústica    
Patricia Reinheimer. 1960/1970. Rio de Janeiro/RJ.

 

EXPOSIÇÕES AUTORAIS

•    Bloco de Carnaval Se Benze que Dá
De Fábio Gama Soares Evangelista (UERJ). 2019. Favela da Maré. Rio de Janeiro.

•    ‘Brincadeira’ das Crianças Tembé Tenetehara na aldeia Sede
De Ana Shirley Penaforte Cardoso (UFPA) e Denise Machado Cardoso (UFPA). 2018. Aldeia Sede da Terra Indígena Alto Rio Guamá-PA.    
    
•    Caminho de voltar    
De Desiree Giusti (UFPA). 2018 – Amazônia.

•    Como animais que invadem roça: o racismo contra os Akroá-Gamella no Maranhão
De Ana Mendes (UFMA). 2019. São Luis/MA.
    
•    Crianças Calon    
De Edilma do Nascimento Jacinto Monteiro (UFSC). 2013/2019. Brasil.    

•    Espelho de ausências invisíveis
De Maria Alice Nunes Costa (UFF). 2017- Tijuca – Rio de Janeiro/RJ.
    
•    Igrejas, Casas e Terreiros na Bahia de Todos os Santos
De Sylvia Caiuby Novaes  (GRAVI/USP). Fevereiro 2017. Bahia.

•    Novena        
De Athos Luiz dos Santos Vieira (UERJ). 2018. Quilombo do Tapuio, Queimada Nova/PI.

•    Olhos Passageiros #3    
De Eduardo Viana Vargas (UFMG)2016. Província de Nacala, Moçambique.

•    Quem vê, quem é visto
De Eduardo Marchesan (PUC/SP). 2018. Interior do Estado da Bahia.

•    Retratos cotidianos de um tempo lento    
De William Héctor Gómez Soto (UFPEL). 2019 – Pelotas/RS.

•    Selfragmentos & Trave(st)ssias    
De Iêda Figueiró (UFG). 2018/2019. Brasilia e Goiânia.
 


 

MOSTRA DE FILMES 

 

1ª sessão – Políticas: memórias e identidades
Dia 22/10, terça-feira, das 9h00 às 10h30, sala 5 - Anfiteatro Caxambu - Hotel Glória

•    Vozes da Resistência.
Fernanda Sanglard e Victor Zaiden (Integrantes da Comissão da Verdade em Minas Gerais). 2018. Belo Horizonte e Juiz de Fora/MG. Brasil. 23m52s
•    (Des)integração.    
Leonardo Alcântara (Inst. Metod. Granbery). 2018. Juiz de Fora/MG. 30 min.    
•    Revolução Silenciosa: 10 anos de cotas raciais na UFSC.
Lucas Krupacz (CEA/USP). 2018. Florianópolis/SC. 23min31seg.



SESSÃO DE CINEMA ESPECIAL

Exibição do documentário La Manuela , seguido de debate com a diretora Clara Linhart
Dia 22/10, terça-feira, das 12h00 às 14h30, sala 5 - Anfiteatro Caxambu - Hotel Glória

•    “La Manuela ”
Clara Linhart. 2018, Brasil, . Produção: Chaiana Furtado e Paula Horta. Realizacão: Gamarosa Filmes, Luzca Produções, Canal Brasil.

Em agosto de 2015, Manuela Lavinas,, jornalista, professora universitária e ativista franco-brasileira
foi presa numa manifestação em Quito, no Equador. Uma semana depois, ela foi obrigada a sair do país onde tinha
vivido por 10 anos, deixando casa, trabalho e sua história de amor.



2ª sessão - Educação e conhecimento indígenas
ia 23/10, quarta-feira, das 9h00 às 10h30, sala 5 - Anfiteatro Caxambu - Hotel Glória

•    Escola Pankararu: Viagem por um território da educação diferenciada.    
Raphael Malta Clasen (Limbo Filmes) e José Maurício Arruti (Unicamp). 2018. Recife/PE. 25min15seg
•    Tudo tem kusiwa.    
André Lopes (SAMI/IPHAN) e Dominique Tilkin Gallois (USP). 2017. São Paulo e Pedra Branca do Amapari. 25 min.


3ª sessão - Sons e sonhos

Dia 24/10, quinta-feira, das 9h00 às 10h30, sala 5 - Anfiteatro Caxambu - Hotel Glória

•    Fè Mye Talè – Tudo vai ficar bem, logo.    
Henrique Lahude (NAVISUAL/UFRGS). 2018. Encantado/RS. 16min.
•    A vida é um remanso.    
Pâmilla Vilas Boas Costa Ribeiro (USP).2017 . Ponto Chique, São Romão, São Francisco/MG. 23min51seg.
•    Voz dos Sinos.    
Thiago de Andrade Morandi (UFSJ). 2017/2018. São João del Rei/MG. 9min.

 


 

FR06 - FÓRUM IMAGEM E SOM

1ª sessão: Mídia, imagem e nova direita  
Dia 22/10, terça-feira, das 17h30 às 19h00, sala 5 - Anfiteatro Caxambu - Hotel Glória

A sessão tem por objetivo discutir como a formação e a utilização de determinadas imagens podem estar conectadas com a ascensão da nova direita destacando a importância do discurso e da linguagem na definição e na legitimação de espaços de atuação desta. Isso passa pela formação contemporânea tanto de agendas de atuação da mídia e também pela forma como são constituídas as elites intelectuais. Desta maneira, a partir de abordagens diversas pretendemos colocar em debate o modo como os meios de comunicação, as imagens e a nova direita estão articuladas contemporaneamente.   

Palestrantes: Lidiane Soares Rodrigues (UFSCar) , Camila Maria Risso Sales (Unifap), Maria Caramez Carlotto (UFABC)


2ª sessão: Feições da verdade em transfigurações das imagens

Dia 23/10, quarta-feira, das 17h30 às 19h00, sala 5 - Anfiteatro Caxambu - Hotel Glória

Ao se levar ao pé da letra a provocação de Roland Barthes quanto à ampliação da noção de texto, nesta mesa, são examinados e analisados diferentes exemplos de transposição de escrituras para distintos suportes de expressão/comunicação, quando envolve literatura, cinema, teatro e audiovisual. Nesse sentido, o retorno às questões da recodificação, das modulações hermenêuticas, da tradução entre linguagens está disposto à contrapartida dos efeitos de transfigurações de imagens que compõem as dinâmicas intermidiáticas na cultura contemporânea. Por isso mesmo, sugerem problemáticas acerca dos modos atuais de simbolização e, assim, repercutem nos sensos de certeza, mais em particular sobre as divisões ontológicas entre o real e o imaginado, enfim, pressionam ao mesmo tempo em que respaldam regimes de verdade com as suas implicações tanto no plano das subjetivações quanto do institucional.

Palestrantes: Edson Farias (UnB), Luis Felipe Hirano (UFG), Andréa Borges Leão (UFC)  


3ª sessão: Gênero, Imagem e Política  

Dia 24/10, quinta-feira, das 17h30 às 19h00, sala 5 - Anfiteatro Caxambu - Hotel Glória

Nesta mesa, Sylvia Caiuby Novaes aborda sua pesquisa sobre Claudia Andujar, Lux Vidal e Maureen Bisilliat, estrangeiras radicadas no Brasil cujas trajetórias guardam grande afinidades, especialmente no encontro com a alteridade, seja no contato com povos indígenas, seja com grupos específicos da sociedade brasileira. Em diálogo com esta abordagem, Rachel Rezende apresentará o acervo fotográfico do Instituto Moreira Salles, do qual a obra de Bisilliat faz parte, e discutirá o trabalho da artista visual Aline Motta, bolsista do programa da revista Zum (IMS), e cuja linguagem está fortemente calcada na elaboração de memórias recalcadas na iconografia da escravidão e do pós-abolição. Na produção de filmes, Ana Paula Alves Ribeiro analisa os curtas metragens produzidos por mulheres negras na região do Porto do Rio de Janeiro, discutindo memória e ancestralidade

Palestrantes: Sylvia Caiuby Novaes (USP), Rachel Rezende (IMS), Ana Paula Alves Ribeiro (UERJ), Lisabete Coradini (UFRN- mediadora).